Baseball

Mark Simpson, inventor do termo “metrossexual”, meio que se isentou da responsabilidade pelo seu uso. Esta semana, Simpson disse que “se eu soubesse que os metrossexuais iriam tomar o planeta e levar todo mundo a usar maquiagem e produtos para cuidar dos cabelos, eu teria escrito sobre baseball.”

Esta declaração de Simpson veio semanas depois dele ter detonado a cultura gau atual, escrevendo no Guardian que “o caráter fabuloso da cultura gay é um mito.” E mais: “os gays proporcionaram um protótipo para a metrossexualidade, mas isso não significa que eles ainda estão na vanguarda. Como as pessoas mais jovens e ditas ‘antenadas’ já estão começando a dizer por aí: ‘tão gay – tão datado’.”

No original, faz mais sentido: “so gay – so over”, que também pode ser algo como “tão gay – e daí?”.

Simpson, obviamente, não é homofóbico. O que ele quer dizer é que o lado “underground” da cultura gay já está se auto-consumindo, vítima das chamas da auto-exposição em excesso. Eu sempre achei que os gays da cena “underground” (eletrônica, rock ou o que seja) estavam errando feio em misturar “opção sexual” com “estilo de vida fashion”. Além de reduzir demais a sua própria identidade a algo consumível, essa atitude é perigosa na socieddae do descartável: transformando sua identidade em um ítem de orgulho “fashion”, correm o risco de vê-la descartada como algo que sai de moda, como um mero CD, filme ou corte de cabelo. Pela reação “cansada” dos jovens da Inglaterra (e lembro que não é de homofobia que estamos falando, muito pelo contrário), é exatamente isso que está acontecendo. Ou seja, mesmo os gays já estão achando que está tudo “gay demais”.

Mark Simpson, inventor do termo “metrossexual”, meio que se isentou da responsabilidade pelo seu uso. Esta semana, Simpson disse que “se eu soubesse que os metrossexuais iriam tomar o planeta e levar todo mundo a usar maquiagem e produtos para cuidar dos cabelos, eu teria escrito sobre baseball.”

Esta declaração de Simpson veio semanas depois dele ter detonado a cultura gau atual, escrevendo no Guardian que “o caráter fabuloso da cultura gay é um mito.” E mais: “os gays proporcionaram um protótipo para a metrossexualidade, mas isso não significa que eles ainda estão na vanguarda. Como as pessoas mais jovens e ditas ‘antenadas’ já estão começando a dizer por aí: ‘tão gay – tão datado’.”

No original, faz mais sentido: “so gay – so over”, que também pode ser algo como “tão gay – e daí?”.

Simpson, obviamente, não é homofóbico. O que ele quer dizer é que o lado “underground” da cultura gay já está se auto-consumindo, vítima das chamas da auto-exposição em excesso. Eu sempre achei que os gays da cena “underground” (eletrônica, rock ou o que seja) estavam errando feio em misturar “opção sexual” com “estilo de vida fashion”. Além de reduzir demais a sua própria identidade a algo consumível, essa atitude é perigosa na socieddae do descartável: transformando sua identidade em um ítem de orgulho “fashion”, correm o risco de vê-la descartada como algo que sai de moda, como um mero CD, filme ou corte de cabelo. Pela reação “cansada” dos jovens da Inglaterra (e lembro que não é de homofobia que estamos falando, muito pelo contrário), é exatamente isso que está acontecendo. Ou seja, mesmo os gays já estão achando que está tudo “gay demais”.

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