Finalmente vi, graças a uma amiga minha que fez uma noitada DVD na casa dela, três filmes que há tempos diziam que eu tinha que assistir. A.I., de Steven Spielberg, é realmente sensacional e emocionante. É impossível não deixar de pensar como a história teria ficado nas mãos do senhor da guerra, Stanley Kubrick. Mas o pai de E.T. fez bonito, com um filme que é um socaço na cara. Atores simplesmente perfeitos, com destaque para o menino que faz o andróide principal e o magnífico Jude Law. O Tigre e o Dragão, de Ang Lee, simplesmente cria um novo gênero: o conto de fadas marcial. Destaque para a maravilhosa e veteraníssima Michelle Yeoh e o clima épico-místico-kung fu que permeia todo o filme. Muito impressionante. Vamos ver o que Ang Lee nos traz com sua versão do Hulk, cujo novo trailer pode ser visto aqui. Finalmente, Corpo Fechado (Unbreakable) foi a decepção do pacote. Confesso que não vou muito com a cara de M. Night Shyamalan. O cara é um puta diretor, mas sempre estraga tudo no final. Seu O Sexto Sentido começa bem só para descambar para uma babaquice kardecista na segunda metade. E esse Unbreakable, apesar de excelentes atuações de Bruce Willis (adoro o cara) e Samuel L. Jackson (adoro mais ainda – o “mean motherfucker” por excelência) tem um final extremamente cretino. Tá, fãs de quadrinhos são crianças com graves defeitos físicos, superprotegidas, que não sabem distinguir a realidade da fantasia. Tá bom. Próximo clichê, por favor.

Nos anos 60, esse filme seria normal. Mas hoje, quando os quadrinhos passam pela maior crise de sua história e praticamente ninguém mais os lê, desceu bem quadrado.

Sorte que nesse meio tempo rolou um DVD do David Bowie, com o simplesmente sensacional show de despedida da turnê de Ziggy Stardust, para uma platéia de londrinos recém-chegados de Alpha-Centauri.

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