O primeiro mês do governo Lula se mostrou um verdadeiro festival de equívocos. Desde o cretino do assessor internacional Marco Aurélio Garcia se metendo na política interna venezuelana (Hugo Chávez é um incompetente, é tão difícil enxergar isso?) até as denúncias envolvendo o ministro dos Transportes, Anselmo Adauto (móvel?), passando pelo aumento dos juros e o caminho exatamente oposto ao seu discurso de oposição. Acho que é uma tendência mundial na “esquerda” de hoje: chegam ao governo e imediatamente viram mais “neoliberais” que Reagan e Thatcher juntos (vide Tony Blair e suas “sorry excuses for a” Partido Trabalhista, Schroeder, etc). A esquerda no governo nunca conseguiu dizer a que veio. Com a possível exceção de Fidel Castro, todos os esquerdistas se mostraram genocidas sanguinários (Mao, Stalin, Ceaucescu) ou adotaram uma cartilha neoliberal de envergonhar até mesmo o Consenso de Washington. Votei no Lula em um último ato de esperança para expulsar do governo as lacraias do PMDB e PFL que estavam no poder desde que eu nasci. Mas não dá mais: não acredito em democracia, nessa estúpida indústria de marketing disfarçada de regime governamental que tomou conta do planeta. Como a direita não é e nunca foi opção (ao menos para mim), só me resta – como anarquista – me resignar que, como já sabia Buda, os caminhos que seguem pelos extremos são cretiníssimos e pura maya.

Siga o caminho do meio: a trilha da autogestão.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *