Peter Milligan

Peter Milligan, escritor de mão cheia, é um dos meus autores favoritos. Britânico da geração que surgiu nos anos 80, é o autor de Skreemer, que mescla gângsteres e o seminal Finnegan’s Wake, de Joyce. Também explorou a loucura e o ménage-a-trois em Shade, the Changing Man; mostrou como a nerdice muitas vezes é mero homoerotismo (ainda) desfocado em Enigma; e nos deu pitadas do submundo S&M de San Francisco em The Extremist. Mas agora ele teve uma idéia realmente genial.
Milligan, que está escrevendo X-Statix, anunciou que pretende fazer com que Diana Spencer ingresse no grupo. Sim, você não leu errado: Lady Di é a mais nova mutante integrante de X-Statix. Milligan diz que “teve idéia do poder mutante de Di pela primeira vez logo após a sua morte”. Foi quando ele percebeu como pessoas que jamais haviam dado um níquel de atenção para a família real inglesa passaram a defender a princesa em qualquer roda de discussões em pubs, na TV e na Internet.

E é verdade. Lembro que no dia em que ela morreu eu estava em São Paulo, numa festa, e todo mundo ficou extremamente penalizado, como se tivesse sido anunciada a morte do Dalai Lama.

Devido a esse poder, Di passará a integrar o X-Statix, grupo de mutantes que, ao contrário dos X-Men (que são párias da sociedade e alvos de preconceitos), agem como uma empresa, se comportam como popstars e são egoístas e auto-centrados (algo em sintonia com os profissionais “que sabem o que querem” do mundo atual). Desenhada pelo brilhantemente pop Mike Allred, X-Statix já foi categorizada, por um crítico do New York Times, como “uma crítica genial do mundo da mídia disfarçada como um produto derivado do sucesso dos X-Men”. A revista Entertainment Weekly, por sua vez, escreveu: “uma desconstrução selvagem e empolgante da cultura das celebridades”. E agora, juntando-se aos personagens ególatras, que fazem tudo pela fama e não se importam em agir de forma perfeitamente amoral somente para permanecer no topo, surge a Lady Di, que ressuscita e utiliza seu magnífico poder de atrair papparazzi em prol da criatividade de Milligan.

Vejam mais detalhes da transformação de Di em mutante pop aqui, neste texto de Peter Milligan para o The Guardian, onde ele ridiculariza as críticas conservadoras que já pipocam a partir da Câmara dos Lordes inglesa.

Peter Milligan, escritor de mão cheia, é um dos meus autores favoritos. Britânico da geração que surgiu nos anos 80, é o autor de Skreemer, que mescla gângsteres e o seminal Finnegan’s Wake, de Joyce. Também explorou a loucura e o ménage-a-trois em Shade, the Changing Man; mostrou como a nerdice muitas vezes é mero homoerotismo (ainda) desfocado em Enigma; e nos deu pitadas do submundo S&M de San Francisco em The Extremist. Mas agora ele teve uma idéia realmente genial.
Milligan, que está escrevendo X-Statix, anunciou que pretende fazer com que Diana Spencer ingresse no grupo. Sim, você não leu errado: Lady Di é a mais nova mutante integrante de X-Statix. Milligan diz que “teve idéia do poder mutante de Di pela primeira vez logo após a sua morte”. Foi quando ele percebeu como pessoas que jamais haviam dado um níquel de atenção para a família real inglesa passaram a defender a princesa em qualquer roda de discussões em pubs, na TV e na Internet.

E é verdade. Lembro que no dia em que ela morreu eu estava em São Paulo, numa festa, e todo mundo ficou extremamente penalizado, como se tivesse sido anunciada a morte do Dalai Lama.

Devido a esse poder, Di passará a integrar o X-Statix, grupo de mutantes que, ao contrário dos X-Men (que são párias da sociedade e alvos de preconceitos), agem como uma empresa, se comportam como popstars e são egoístas e auto-centrados (algo em sintonia com os profissionais “que sabem o que querem” do mundo atual). Desenhada pelo brilhantemente pop Mike Allred, X-Statix já foi categorizada, por um crítico do New York Times, como “uma crítica genial do mundo da mídia disfarçada como um produto derivado do sucesso dos X-Men”. A revista Entertainment Weekly, por sua vez, escreveu: “uma desconstrução selvagem e empolgante da cultura das celebridades”. E agora, juntando-se aos personagens ególatras, que fazem tudo pela fama e não se importam em agir de forma perfeitamente amoral somente para permanecer no topo, surge a Lady Di, que ressuscita e utiliza seu magnífico poder de atrair papparazzi em prol da criatividade de Milligan.

Vejam mais detalhes da transformação de Di em mutante pop aqui, neste texto de Peter Milligan para o The Guardian, onde ele ridiculariza as críticas conservadoras que já pipocam a partir da Câmara dos Lordes inglesa.

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