Tuesday, September 23, 2003 at 12:35 PM

Yo, voltando à nossa programação normal, após 12 dias de intensa ralação no 5º Salão Nacional do Livro Infanto-Juvenil, no MAM. Nesse meio tempo, acompanhei somente alguns sites de notícia, as listas que eu assino e poucos blogs. A Internet está pirando ainda mais! A síndrome do “eu também quero ser estrela” está tendo suas crises, pessoas enlouquecendo e mandando o ego para a estratosfera por meio de chutes e pontapés (na falta de gás hélio natural, tenta-se a força bruta). Infelizmente, esse processo tem revelado poucas estrelas e muitos buracos negros, sugadores de tudo o que há em volta (até mesmo da luz, lembram daquele filme meia-bomba da Disney?).
Enfim, tudo continua como estava, só que mais patológico ainda. Essa obsessão com a transformação da imagem privada (em mais de um sentido da palavra) em púb(l)ica merece teses e mais teses. O engraçado é que acaba impondo à Internet uma faceta farsesca e bem conservadora, transformando algo libertário e anárquico por natureza em um imenso deserto de wannabes Big Brother. É um processo curioso, porque o grande ponto libertador da Internet é a possibilidade de veiculação de artefatos os mais diversos. Quem diria que, após tanto tempo reclamando seu espaço, este espaço viria justamente em uma época em que a maioria não têm nada a dizer/mostrar/escrever/aprender?

Go, McLuhan, go!

Yo, voltando à nossa programação normal, após 12 dias de intensa ralação no 5º Salão Nacional do Livro Infanto-Juvenil, no MAM. Nesse meio tempo, acompanhei somente alguns sites de notícia, as listas que eu assino e poucos blogs. A Internet está pirando ainda mais! A síndrome do “eu também quero ser estrela” está tendo suas crises, pessoas enlouquecendo e mandando o ego para a estratosfera por meio de chutes e pontapés (na falta de gás hélio natural, tenta-se a força bruta). Infelizmente, esse processo tem revelado poucas estrelas e muitos buracos negros, sugadores de tudo o que há em volta (até mesmo da luz, lembram daquele filme meia-bomba da Disney?).
Enfim, tudo continua como estava, só que mais patológico ainda. Essa obsessão com a transformação da imagem privada (em mais de um sentido da palavra) em púb(l)ica merece teses e mais teses. O engraçado é que acaba impondo à Internet uma faceta farsesca e bem conservadora, transformando algo libertário e anárquico por natureza em um imenso deserto de wannabes Big Brother. É um processo curioso, porque o grande ponto libertador da Internet é a possibilidade de veiculação de artefatos os mais diversos. Quem diria que, após tanto tempo reclamando seu espaço, este espaço viria justamente em uma época em que a maioria não têm nada a dizer/mostrar/escrever/aprender?

Go, McLuhan, go!

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