Quadrinhos da Semana (6/10) – Parte 1

303 1
Avatar Press
Texto: Garth Ennis
Arte: Jacen Burrows

Nesta minissérie Garth Ennis conta mais uma de suas histórias de guerra, mas felizmente ele é bom nisso. Desta vez tudo se passa nas montanhas do Afeganistão, onde dois grupos de forças especiais lutam para ver quem encontra primeiro os destroços de um avião que se espatifou nas rochas. Os protagonistas são os russos, que correm para achar a aeronave antes dos ingleses. O texto de Ennis está bom, com cenas inovadoras que desafiam os clichês das histórias do gênero, ao mesmo tempo que continuam plausíveis. Os desenhos de Jacen Burrows, o nome de maior destaque das fileiras de desenhistas da Avatar, são competentes, apesar de sua total deficiência para desenhar montanhas, rochas e cenários naturais. O que, convenhamos, é um pré-requisito para uma história passada no árido e montanhoso terreno afegão. Apesar de algumas montanhas se parecerem mais com móveis cobertos por um lençol (as texturas de Burrows parecem mais adequadas para superfícies de pano do que rochas) e do trabalho um tanto bizarro da colorização, este primeiro número funciona.
Tá, é Bacana (7,5 / 10)

CAPTAIN AMERICA AND THE FALCON 8
Marvel
Texto: Christopher Priest
Arte: Andrea DiVito

Este é o segundo título mensal do velho Capitão, além de Captain America, que é o principal. Apesar de não ter uma razão muito clara para existir, a revista se segura graças ao texto competente de Christopher Priest. A história atual mescla uma conspiração da Marinha americana para criar um “Anti-Capitão”, sua própria versão do supersoldado. Só que o chefe do projeto está envolvido em uma trama para incriminar Sam Wilson, o Falcão, além de ter ligações com o cartel de drogas colombiano e com Modok. Parece uma salada, mas Priest amarra tudo de forma bacana e coerente. Claro que, assim como acontecia em Black Panther, Priest abre bastante espaço para os personagens negros da Marvel: além do próprio Sam Wilson, aparecem com frequência leila, ex-namorada de Sam; o editor do Clarim Diário, Joe Robertson; e o staff da embaixada de Wakanda, entre outros. A caracterização dos personagens é certeira, o que mostra que um sujeito como Priest, perto de nomes como Bendis e Millar, já pode ser considerado “old school” (e digo isso como um elogio). A arte de Andrea DiVito é competente, se destacando no ritmo da narrativa e na criação de cenas de suspense. Um bom quadrinho de super-heróis, com uma trama que poderia soar bizarra mas está funcionando bem. O único senão é que, após oito edições, já começa a chegar a hora de Priest amarrar o final deste arco.
Muito Legal (8 / 10)

CONAN AND THE DAUGHTERS OF MIDORA
Dark Horse
Texto: Jimmy Palmiotti
Arte: Mark Texeira

Nesta edição one-shot, Conan deve resgatar a filha de um rei, que foi sequestrada por um feiticeiro. Apesar dos desenhos competentes de Mark Texeira (que mesmo assim parece ter feito tudo meio na correria, se compararmos com seu trabalho dos anos 90), a edição afunda graças ao fraquíssimo texto de Palmiotti. Uma história bem abaixo da média da revista mensal de Conan e que não justifica seu lançamento em formato one-shot. Espero que a Dark Horse não caia no erro da Marvel, que afundou a qualidade de seu Conan justamente graças à quantidade absurdamente grande de séries e one-shots. Seria uma edição inofensiva, para fãs, se o plot e os diálogos de Jimmy Palmiotti não fossem tão, tão ruins. E ele sofre ainda mais com a comparação, já que o roteirista da série normal de Conan é Kurt Busiek, que vem fazendo um belo trabalho.
Só Para Fãs (4 / 10)

303 1
Avatar Press
Texto: Garth Ennis
Arte: Jacen Burrows

Nesta minissérie Garth Ennis conta mais uma de suas histórias de guerra, mas felizmente ele é bom nisso. Desta vez tudo se passa nas montanhas do Afeganistão, onde dois grupos de forças especiais lutam para ver quem encontra primeiro os destroços de um avião que se espatifou nas rochas. Os protagonistas são os russos, que correm para achar a aeronave antes dos ingleses. O texto de Ennis está bom, com cenas inovadoras que desafiam os clichês das histórias do gênero, ao mesmo tempo que continuam plausíveis. Os desenhos de Jacen Burrows, o nome de maior destaque das fileiras de desenhistas da Avatar, são competentes, apesar de sua total deficiência para desenhar montanhas, rochas e cenários naturais. O que, convenhamos, é um pré-requisito para uma história passada no árido e montanhoso terreno afegão. Apesar de algumas montanhas se parecerem mais com móveis cobertos por um lençol (as texturas de Burrows parecem mais adequadas para superfícies de pano do que rochas) e do trabalho um tanto bizarro da colorização, este primeiro número funciona.
Tá, é Bacana (7,5 / 10)

CAPTAIN AMERICA AND THE FALCON 8
Marvel
Texto: Christopher Priest
Arte: Andrea DiVito

Este é o segundo título mensal do velho Capitão, além de Captain America, que é o principal. Apesar de não ter uma razão muito clara para existir, a revista se segura graças ao texto competente de Christopher Priest. A história atual mescla uma conspiração da Marinha americana para criar um “Anti-Capitão”, sua própria versão do supersoldado. Só que o chefe do projeto está envolvido em uma trama para incriminar Sam Wilson, o Falcão, além de ter ligações com o cartel de drogas colombiano e com Modok. Parece uma salada, mas Priest amarra tudo de forma bacana e coerente. Claro que, assim como acontecia em Black Panther, Priest abre bastante espaço para os personagens negros da Marvel: além do próprio Sam Wilson, aparecem com frequência leila, ex-namorada de Sam; o editor do Clarim Diário, Joe Robertson; e o staff da embaixada de Wakanda, entre outros. A caracterização dos personagens é certeira, o que mostra que um sujeito como Priest, perto de nomes como Bendis e Millar, já pode ser considerado “old school” (e digo isso como um elogio). A arte de Andrea DiVito é competente, se destacando no ritmo da narrativa e na criação de cenas de suspense. Um bom quadrinho de super-heróis, com uma trama que poderia soar bizarra mas está funcionando bem. O único senão é que, após oito edições, já começa a chegar a hora de Priest amarrar o final deste arco.
Muito Legal (8 / 10)

CONAN AND THE DAUGHTERS OF MIDORA
Dark Horse
Texto: Jimmy Palmiotti
Arte: Mark Texeira

Nesta edição one-shot, Conan deve resgatar a filha de um rei, que foi sequestrada por um feiticeiro. Apesar dos desenhos competentes de Mark Texeira (que mesmo assim parece ter feito tudo meio na correria, se compararmos com seu trabalho dos anos 90), a edição afunda graças ao fraquíssimo texto de Palmiotti. Uma história bem abaixo da média da revista mensal de Conan e que não justifica seu lançamento em formato one-shot. Espero que a Dark Horse não caia no erro da Marvel, que afundou a qualidade de seu Conan justamente graças à quantidade absurdamente grande de séries e one-shots. Seria uma edição inofensiva, para fãs, se o plot e os diálogos de Jimmy Palmiotti não fossem tão, tão ruins. E ele sofre ainda mais com a comparação, já que o roteirista da série normal de Conan é Kurt Busiek, que vem fazendo um belo trabalho.
Só Para Fãs (4 / 10)

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