Quadrinhos da Semana (6/10) – Parte 3

QUEEN & COUNTRY 27
Oni Press
Texto: Greg Rucka
Arte: Mike Norton

O arco “Saddlebags” chega à sua parte 2, enquanto Tara Chace continua investigando as ações de um possível agente duplo ou traidor de Sua Majestade. O pior é que o tal suspeito, como descobrimos nesta edição, é irmão de um ministro e amigo de adolescência do Primeiro Ministro. Isso, claro, torna o fato dele supostamente estar vendendo segredos para os russos muito mais delicado. Chace é supreendida após invadir o quarto de hotel do tal suspeito, em São Petersburgo, e faz uma escapada inacreditável. O melhor de Queen & Country é a onipresente sensação de realismo, de que as pessoas realmente se machucam e podem morrer ou fazer alguma merda a qualquer momento. Um dos melhores quadrinhos sendo publicados atualmente, é aqui que Greg Rucka mostra toda sua maestria como escritor, seja na confecção dos plots como na caracterização dos personagens. Os desenhos de Mike Norton são competentes e cumprem seu papel, com bom domínio da narrativa. Uma série que mostra ficar cada vez melhor e mais intrigante. E vesta edição fecha com um cliffhanger excelente. Mais do que recomendo.
Excelente! (9,5 / 10)

SWAMP THING 8
Vertigo
Texto: Will Pfeifer
Arte: Richard Corben

Will Pfeifer encerra seu pequeno arco intermediário, deixando esta se´rie pronta para o novo roteirista, Joshua Dysart, que estréia na próxima edição. Apesar da excelente arte de Richard Corben (que aqui ganha um ótimo reforço graças às fantásticas cores de Martin Breccia), a história imaginada por Pfeifer jamais chega a decolar. Nesta edição, os personagens coadjuvantes somem da mesma forma abrupta que apareceram, de forma que quase chega a anular a trama iniciada na primeira edição escrita por Pfeifer. Normalmente Will Pfeifer é um bom roteirista, como mostrou na série H.E.R.O. mas aqui ele mistura caçadores de monstros, mídia sensacionalista e passeios pela mente perturbada de Alec Holland sem jamais chegar a lugar algum. Vale pela arte maravilhosa de Corben, que também faz aqui uma participação especial antes do retorno do artista oficial da série, Enrique Breccia, na próxima edição. Enfim, vamos aguardar para ver o que Dysart e Breccia fazem com o Monstro do Pântano. As primeiras seis edições, escritas por Andy Diggle, desapontaram um pouco. Este arco escrito por Pfeifer não acrescentou nada a nada. talvez tivesse sido melhor deixar o Swamp Thing repousar em paz no limbo dos quadrinhos. Enfim, é esperar e ver se Dysart tem algo a acrescentar a esta velha série, que talvez já tenha esgotado todos os seus cartuchos.
Só Para Fãs (5,5 / 10)

THOR 85
Marvel
Texto: Michael Avon Oeming
Arte: Andrea DiVito

Michael Avon Oeming encerra com esta edição não apenas a saga Ragnarok, mas também mais de 40 anos da revista mensal The Mighty Thor. Conhecido anteriormente pelos desenhos da série Powers, Oeming surpreendeu neste arco como um escritor bastante competente, fechando a saga de Thor de uma forma que faz justiça a todos os bons momentos que este título abrigou antes (Lee e Kirby, Zelenetz e Buscema, Walt Simonson, etc). Bem, é o Ragnarok e daqui ninguém sai vivo. Nas edições passadas vários dos coadjuvantes tradicionais desta série já haviam tombado na batalha final (Balder, Fandral, Hogun, Valquíria, Karnilla, Heimdall, entre vários outros). Nesta edição, os dois únicos que ainda restavam, Volstagg e Sif, também empacotam de vez. Restam apenas Thor, a cabeça falante de um decapitado Loki e… o mistério por trás do significado do Ragnarok. É este o grande elemento que faz desta fase de Thor um fecho com chave de ouro, ao invés do triste canto do cisne que imaginei que seria. Oeming e seu texto éíco e adequado encontra eco na sensacional arte de Andrea DiVito, que mostra que nasceu para desenhar coisas cósmicas e grandiosas. Thor inevitavelmente voltará daqui a um tempo, ainda que em outra forma e com outro conceito, o que a Marvel jamais escondeu de seus leitores. Ainda assim, este Ragnarok fecha de forma adequada uma série tão antiga e, o que é melhor, faz isso com respeito e carinho por estes personagens e pela bizarra Asgard imaginada por Stan Lee e Jack Kirby. O que é melhor: abre espaço para que Thor e os deuses nórdicos sejam aproveitados de uma forma diferente no universo Marvel. Resta saber agora quem a Marvel vai escolher para essa tarefa. De todos os personagens Marvel, Thor talvez seja o que mais mostra sinais de cansaço e temas datados. O final foi ótimo; só espero que não estraguem tudo na futura “nova fase”, que deverá estrear em algum momento do ano que vem.
Muito Legal (9 / 10)

QUEEN & COUNTRY 27
Oni Press
Texto: Greg Rucka
Arte: Mike Norton

O arco “Saddlebags” chega à sua parte 2, enquanto Tara Chace continua investigando as ações de um possível agente duplo ou traidor de Sua Majestade. O pior é que o tal suspeito, como descobrimos nesta edição, é irmão de um ministro e amigo de adolescência do Primeiro Ministro. Isso, claro, torna o fato dele supostamente estar vendendo segredos para os russos muito mais delicado. Chace é supreendida após invadir o quarto de hotel do tal suspeito, em São Petersburgo, e faz uma escapada inacreditável. O melhor de Queen & Country é a onipresente sensação de realismo, de que as pessoas realmente se machucam e podem morrer ou fazer alguma merda a qualquer momento. Um dos melhores quadrinhos sendo publicados atualmente, é aqui que Greg Rucka mostra toda sua maestria como escritor, seja na confecção dos plots como na caracterização dos personagens. Os desenhos de Mike Norton são competentes e cumprem seu papel, com bom domínio da narrativa. Uma série que mostra ficar cada vez melhor e mais intrigante. E vesta edição fecha com um cliffhanger excelente. Mais do que recomendo.
Excelente! (9,5 / 10)

SWAMP THING 8
Vertigo
Texto: Will Pfeifer
Arte: Richard Corben

Will Pfeifer encerra seu pequeno arco intermediário, deixando esta se´rie pronta para o novo roteirista, Joshua Dysart, que estréia na próxima edição. Apesar da excelente arte de Richard Corben (que aqui ganha um ótimo reforço graças às fantásticas cores de Martin Breccia), a história imaginada por Pfeifer jamais chega a decolar. Nesta edição, os personagens coadjuvantes somem da mesma forma abrupta que apareceram, de forma que quase chega a anular a trama iniciada na primeira edição escrita por Pfeifer. Normalmente Will Pfeifer é um bom roteirista, como mostrou na série H.E.R.O. mas aqui ele mistura caçadores de monstros, mídia sensacionalista e passeios pela mente perturbada de Alec Holland sem jamais chegar a lugar algum. Vale pela arte maravilhosa de Corben, que também faz aqui uma participação especial antes do retorno do artista oficial da série, Enrique Breccia, na próxima edição. Enfim, vamos aguardar para ver o que Dysart e Breccia fazem com o Monstro do Pântano. As primeiras seis edições, escritas por Andy Diggle, desapontaram um pouco. Este arco escrito por Pfeifer não acrescentou nada a nada. talvez tivesse sido melhor deixar o Swamp Thing repousar em paz no limbo dos quadrinhos. Enfim, é esperar e ver se Dysart tem algo a acrescentar a esta velha série, que talvez já tenha esgotado todos os seus cartuchos.
Só Para Fãs (5,5 / 10)

THOR 85
Marvel
Texto: Michael Avon Oeming
Arte: Andrea DiVito

Michael Avon Oeming encerra com esta edição não apenas a saga Ragnarok, mas também mais de 40 anos da revista mensal The Mighty Thor. Conhecido anteriormente pelos desenhos da série Powers, Oeming surpreendeu neste arco como um escritor bastante competente, fechando a saga de Thor de uma forma que faz justiça a todos os bons momentos que este título abrigou antes (Lee e Kirby, Zelenetz e Buscema, Walt Simonson, etc). Bem, é o Ragnarok e daqui ninguém sai vivo. Nas edições passadas vários dos coadjuvantes tradicionais desta série já haviam tombado na batalha final (Balder, Fandral, Hogun, Valquíria, Karnilla, Heimdall, entre vários outros). Nesta edição, os dois únicos que ainda restavam, Volstagg e Sif, também empacotam de vez. Restam apenas Thor, a cabeça falante de um decapitado Loki e… o mistério por trás do significado do Ragnarok. É este o grande elemento que faz desta fase de Thor um fecho com chave de ouro, ao invés do triste canto do cisne que imaginei que seria. Oeming e seu texto éíco e adequado encontra eco na sensacional arte de Andrea DiVito, que mostra que nasceu para desenhar coisas cósmicas e grandiosas. Thor inevitavelmente voltará daqui a um tempo, ainda que em outra forma e com outro conceito, o que a Marvel jamais escondeu de seus leitores. Ainda assim, este Ragnarok fecha de forma adequada uma série tão antiga e, o que é melhor, faz isso com respeito e carinho por estes personagens e pela bizarra Asgard imaginada por Stan Lee e Jack Kirby. O que é melhor: abre espaço para que Thor e os deuses nórdicos sejam aproveitados de uma forma diferente no universo Marvel. Resta saber agora quem a Marvel vai escolher para essa tarefa. De todos os personagens Marvel, Thor talvez seja o que mais mostra sinais de cansaço e temas datados. O final foi ótimo; só espero que não estraguem tudo na futura “nova fase”, que deverá estrear em algum momento do ano que vem.
Muito Legal (9 / 10)

1 pensamento em “Quadrinhos da Semana (6/10) – Parte 3”

  1. Acho que eles deviam esperar mais tempo até fazer uma nova revista do Thor.Posted by Anônimo Veneziano at 22:46 Thursday November 14, 2004

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