Quadrinhos da Semana (6/10) – Parte 4

THE TOMB OF DRACULA 1
Marvel
Texto: Robert Rodi (a partir de uma história de Bruce Jones)
Desenhos: Jamie Tolagson

Uma estranha edição de estréia. Não sei o quanto foi aproveitado do roteiro original de Bruce Jones, que estava programado para ser o roteirista desta série, e o quanto foi adicionado por Robert Rodi, mas a intenção é clara: criar um time de novos parceiros para Blade, repetindo assim o esquema “grupo de especialistas caça o Conde Drácula” que fez o sucesso da série Tomb of Dracula original dos anos 70, por Marv Wolfman e Gene Colan. Infelizmente, a comparação deixa esta primeira edição em uma posição bem pouco confortável. Rodi quis criar um grupo de especialistas em diversas a´reas, do ocultismo às artes marciais, das armas biotecnológicas aos conhecimentos arcanos do Vaticano. mas seus personagens soam unidimensionais e parecem ter saído de um videogame (ruim). Pra piorar as coisas, ele resolveu escrever Blade da mesma forma chata e metida a besta que o personagem é retratado nos péssimos filmes da série. os desenhos de Jamie Tolagson são competentes, mas a lembrança de que a série original era desenhada por um mestre como Gene Colan faz com que o sujeito acabe parecendo um amador (e alguns quadros são bem ruins). Enfim, é um “Blade e seus amigos marrentos” para uma geração acostumada com Tomb Raider, Solid Snake e o James Bond de GoldenEye. Cinema em quadrinhos, para o bem e para o mau. Para piorar a situação, Drácula (que aparece apenas na última página) é retratado como uma espécie de Marilyn Manson, cabeludo, magro e sem camisa. Esta série poderia ser legal se Rodi e a Marvel não quisessem tanto jogar pelas regras do que é supostamente “cool” na cultura pop atual. Resultado: criaram uma imitação de blockbuster.
Uma porcaria (4 / 10)

WOLVERINE 20
Marvel Knights
Texto: Mark Millar
Desenhos: John Romita Jr.

Mark Millar estréia na revista mensal do Wolverine, em substituição a Greg Rucka. Com ele vem John Romita Jr., que faz aqui um excelente trabalho: diagramação, narrativa, desenhos, Romita filho mostra que é um dos melhores desenhistas dos quadrinhos atuais. E Millar não faz feio: afastando-se das táticas fáceis de choque que têm arruinado seus trabalhos recentes, ele conta uma história do Wolverine como não se via desde os primeiros anos de existência desta revista. Estão ali as respeitosas homenagens a Frank Miller, John Byrne e vários outros. Wolverine é sequestrado e drogado pelos ninjas do Tentáculo (The Hand), que estão agindo ao lado dsa HIDRA em alguma grande conspiração bizarra. Resultado: agora Logan está fora de controle, matando todo mundo por aí, como uma espécie de arma viva controlada à distância pela HIDRA. Esta edição é apenas de setup, mas a caracterização dos personagens está muito bom (o que é uma surpresa, em se tratando de um quadrinho escrito por Mark Millar). termina com Logan e Elektra prestes a se enfrentar. Vamos ver como esta luta se desenrola na próxima edição (afinal, o ponto principal desta fase de Millar na revista é justamente fazer Wolverine enfrentar todos os principais personagens do universo Marvel). O que pode render histórias geniais ou estúpidas. Vamos ver. Por enquanto, um começo promissor.
Muito Legal (8 / 10)

Y – THE LAST MAN 27
Vertigo
Texto: Brian K. Vaughan
Desenhos: Pia Guerra

Após uma edição de flashback, onde Vaughan mostrou o passado de Hero, a irmã de Yorick (o “Y” do título), ele volta à carga, avançando o plot. Yorick é atacado por estranhas mulheres vestidas de burqas, em San Francisco. Enquanto isso, Hero continua procurando pelo irmão, na mesma cidade. E, para total surpresa, finalmente descobrimos o que aparentemente impediu Yorick de morrer vitimado pela praga que dizimou todos nos homens do planeta. Uma descoberta bizarra e que faz fechar a edição em um cliffhanger sensacional. Uma série que se mantém estável e competente. Ah, o traço de Pia Guerra é bastante simpático e ela sabe contar uma história visualmente (atributo raro atualmente).
Muito Legal (8,5 / 10)

YOUNGBLOOD – BLOODSPORT 1
Arcade Comics
Texto: Mark Millar
Desenhos: Rob Liefeld

Ler isso foi uma tortura e confesso que, ao contrário do que aconteceu com outras coisas horrendas que já resenhei aqui, não tive saco pra continuar lendo após a página 10. Desde a cena inicial, onde dois caras idênticos a Ciclope e Wolverine só que com perucas pagam um blow job para dois dos personagens de Liefeld em uma banheira até a sequência do roubo do pentelho sagrado de Supreme, é tudo tão retino, tão apelativo, tão idiota, tão reprimidamente reacionário e tão HORRENDAMENTE desenhado e colorido (Liefeld parece piorar com o tempo, como se isso fosse possível), que minha reação crescente foi de raiva por estar lendo essa tralha. Que Rob Liefeld é um babaca oportunista, mentiroso e péssimo artista nós já sabíamos de outras paradas, mas é triste ver que Mark Millar possa descer a este nível de apelação – e pior, com a cara dura de dizer que “esperem coisas de gosto ainda mais duvidoso para a próxima edição”. “Esperem”, quem, cara pálida? Millar parece não ver a diferença entre a boa e velha subversão (que vai de Robert Crumb a Gary Panter) e uma porcaria apelativa e caça-níqueis. Isso que dá, um ex-coroinha querer posar de bad boy: erra o alvo e feiamente.
Fuja Dessa Merda (0 / 10) – somente porque não existe uma cotação mais baixa do que essa.

THE TOMB OF DRACULA 1
Marvel
Texto: Robert Rodi (a partir de uma história de Bruce Jones)
Desenhos: Jamie Tolagson

Uma estranha edição de estréia. Não sei o quanto foi aproveitado do roteiro original de Bruce Jones, que estava programado para ser o roteirista desta série, e o quanto foi adicionado por Robert Rodi, mas a intenção é clara: criar um time de novos parceiros para Blade, repetindo assim o esquema “grupo de especialistas caça o Conde Drácula” que fez o sucesso da série Tomb of Dracula original dos anos 70, por Marv Wolfman e Gene Colan. Infelizmente, a comparação deixa esta primeira edição em uma posição bem pouco confortável. Rodi quis criar um grupo de especialistas em diversas a´reas, do ocultismo às artes marciais, das armas biotecnológicas aos conhecimentos arcanos do Vaticano. mas seus personagens soam unidimensionais e parecem ter saído de um videogame (ruim). Pra piorar as coisas, ele resolveu escrever Blade da mesma forma chata e metida a besta que o personagem é retratado nos péssimos filmes da série. os desenhos de Jamie Tolagson são competentes, mas a lembrança de que a série original era desenhada por um mestre como Gene Colan faz com que o sujeito acabe parecendo um amador (e alguns quadros são bem ruins). Enfim, é um “Blade e seus amigos marrentos” para uma geração acostumada com Tomb Raider, Solid Snake e o James Bond de GoldenEye. Cinema em quadrinhos, para o bem e para o mau. Para piorar a situação, Drácula (que aparece apenas na última página) é retratado como uma espécie de Marilyn Manson, cabeludo, magro e sem camisa. Esta série poderia ser legal se Rodi e a Marvel não quisessem tanto jogar pelas regras do que é supostamente “cool” na cultura pop atual. Resultado: criaram uma imitação de blockbuster.
Uma porcaria (4 / 10)

WOLVERINE 20
Marvel Knights
Texto: Mark Millar
Desenhos: John Romita Jr.

Mark Millar estréia na revista mensal do Wolverine, em substituição a Greg Rucka. Com ele vem John Romita Jr., que faz aqui um excelente trabalho: diagramação, narrativa, desenhos, Romita filho mostra que é um dos melhores desenhistas dos quadrinhos atuais. E Millar não faz feio: afastando-se das táticas fáceis de choque que têm arruinado seus trabalhos recentes, ele conta uma história do Wolverine como não se via desde os primeiros anos de existência desta revista. Estão ali as respeitosas homenagens a Frank Miller, John Byrne e vários outros. Wolverine é sequestrado e drogado pelos ninjas do Tentáculo (The Hand), que estão agindo ao lado dsa HIDRA em alguma grande conspiração bizarra. Resultado: agora Logan está fora de controle, matando todo mundo por aí, como uma espécie de arma viva controlada à distância pela HIDRA. Esta edição é apenas de setup, mas a caracterização dos personagens está muito bom (o que é uma surpresa, em se tratando de um quadrinho escrito por Mark Millar). termina com Logan e Elektra prestes a se enfrentar. Vamos ver como esta luta se desenrola na próxima edição (afinal, o ponto principal desta fase de Millar na revista é justamente fazer Wolverine enfrentar todos os principais personagens do universo Marvel). O que pode render histórias geniais ou estúpidas. Vamos ver. Por enquanto, um começo promissor.
Muito Legal (8 / 10)

Y – THE LAST MAN 27
Vertigo
Texto: Brian K. Vaughan
Desenhos: Pia Guerra

Após uma edição de flashback, onde Vaughan mostrou o passado de Hero, a irmã de Yorick (o “Y” do título), ele volta à carga, avançando o plot. Yorick é atacado por estranhas mulheres vestidas de burqas, em San Francisco. Enquanto isso, Hero continua procurando pelo irmão, na mesma cidade. E, para total surpresa, finalmente descobrimos o que aparentemente impediu Yorick de morrer vitimado pela praga que dizimou todos nos homens do planeta. Uma descoberta bizarra e que faz fechar a edição em um cliffhanger sensacional. Uma série que se mantém estável e competente. Ah, o traço de Pia Guerra é bastante simpático e ela sabe contar uma história visualmente (atributo raro atualmente).
Muito Legal (8,5 / 10)

YOUNGBLOOD – BLOODSPORT 1
Arcade Comics
Texto: Mark Millar
Desenhos: Rob Liefeld

Ler isso foi uma tortura e confesso que, ao contrário do que aconteceu com outras coisas horrendas que já resenhei aqui, não tive saco pra continuar lendo após a página 10. Desde a cena inicial, onde dois caras idênticos a Ciclope e Wolverine só que com perucas pagam um blow job para dois dos personagens de Liefeld em uma banheira até a sequência do roubo do pentelho sagrado de Supreme, é tudo tão retino, tão apelativo, tão idiota, tão reprimidamente reacionário e tão HORRENDAMENTE desenhado e colorido (Liefeld parece piorar com o tempo, como se isso fosse possível), que minha reação crescente foi de raiva por estar lendo essa tralha. Que Rob Liefeld é um babaca oportunista, mentiroso e péssimo artista nós já sabíamos de outras paradas, mas é triste ver que Mark Millar possa descer a este nível de apelação – e pior, com a cara dura de dizer que “esperem coisas de gosto ainda mais duvidoso para a próxima edição”. “Esperem”, quem, cara pálida? Millar parece não ver a diferença entre a boa e velha subversão (que vai de Robert Crumb a Gary Panter) e uma porcaria apelativa e caça-níqueis. Isso que dá, um ex-coroinha querer posar de bad boy: erra o alvo e feiamente.
Fuja Dessa Merda (0 / 10) – somente porque não existe uma cotação mais baixa do que essa.

3 pensamentos em “Quadrinhos da Semana (6/10) – Parte 4”

  1. Juro que num entendi nada x nada.Mas tendo o Rob Liefeld na jogada isso não me assusta.PS: “Blow Job” mesmo ou isso é uma força de expressão.Viu como a simples menção do cara me deixa confuso.Posted by Carlos Magalhães(www) at 22:33 Thursday November 21, 2004

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