Quadrinhos da Semana (29/09) – Parte 6

GREEN LANTERN 181
DC
Texto: Ron Marz
Desenhos: Luke Ross

Eu tava sem ler isso há anos, mas arrisquei essa edição por ser a última da série. da série atual, claro, porque obviamente a DC vai relançar Green Lantern do núnero 1, novamente com Hal Jordan como o herói esmeralda. É uma revista curiosa e que mostra vários dos problemas dos quadrinhos atuais (que a gente já sabe quais são, então vou passar batido).

O curioso é que Ron Marz volta ao título para encerrar este volume de Green Lantern da mesma forma que ele começou, lááá atrás na edição 50: despachando o Lanterna Verde atual para fora do caminho. Só que aqui ele faz o oposto. Se anos atrás ele transformou Hal Jordan em um assassino enlouquecido e colocou o novato Kyle Rayner no papel de Lanterna Verde da Terrea, desta vez ele faz Rayner, desiludido, deixar a Terra para trás e mergulhar nas profundezas do espaço para nunca mais ser visto. Ele continua sendo Lanterna Verde e portando um anel, mas não deve mais ser visto na Terra.

O curioso é que isso, com certeza, não se deve à pressão dos tais “fãs do Hal Jordan”. Se a DC desse alguma importância pra esses caras, já teria revertido essa mudança anos atrás. Não, isso se deve apenas à atual tática do choque fácil. Assim como foi fácil transformar Jordan em um louco carniceiro, Espectro, etc, é fácil desfazer tudo e colocar o cara de volta á ativa, que é o que vai acontecer no mês que vem, na minissérie Green Lantern: Rebirth, que substituirá temporariamente esta revista. Enfim, uma série que há mais de uma década vem sofrendo escolhas editoriais bizarras. O que dizer?

O mais curioso é que Kyle Rayner foi imposto quando era detestado pelos fãs e, agora que figuras mais competentes do que Ron Marz conseguiram transformar o cara em um personagem bem simpático (a caracterização que Morrison fez dele em JLA ajudou bastante), resolvem tirar o sujeito de cena.

Pontos bons desta edição: é a última escrita por Ron Marz, que talvez seja um dos piores roteiristas atuais. Major Força, um dos vilões mais irritantes do universo DC, aparentemente empacota de vez (o cara já era insuportável nas antigas revistas do Capitão Átomo, por que insistiram nesse brutamontes über-milico?). E, para alívio geral, a cabeça decepada encontrada no forno da cozinha de Rayner, na edição passada, não era a da mãe do personagem, mas um mero manequim de cera colocado ali pelo Major Força. Aparentemente, isso foi uma “piada” final de Marz, que resolveu brincar dessa forma com a indignação dos fãs a respeito da famosa sequência em que o Major Força mata a namorada de Rayner, Alex, e entulha seu cadáver dentro da geladeira,´logo na primeira aventura de Rayner como Lanterna, anos atrás.
Menos mal ser uma “brincadeira” com um manequim, porque o universo DC já anda misógino demais, com todas as mulheres morrendo, sendo estupradas, etc. Mas mostra o péssimo “senso de humor” de Ron “Felicity” Marz, que já vai muito tarde. Que ele volte pras sitcoms ou seja lá de que buraco ele saiu e não seja mais visto.
Ah, Luke Ross aqui está pior do que nunca – e olha que o cara normalmente já é ruim pra caralho. De qualquer forma, funciona como uma espécie de acidente de trem e felizmente sinaliza o final da era Marz no Lanterna. Apesar de tudo, espero que não sumam de vez om o Kyle Rayner, porque ele deu trabalho pra ser transformado em um bom personagem. Agora que conseguiram, seria sacanagem fazer o cara ir pro limbo.
Uma porcaria (4 / 10)

FLASH 214
DC
Texto: Geoff Johns
Desenhos: Howard Porter

É um crossover com a horrenda (e propositalmente não-resenhada) minissérie Identity Crisis. Tá, Wally West fica chocado com o fato de Barry Allen ter sido o voto decisivo na questão da lobotomia do Dr. Luz, anos atrás. Wally West discute com a Liga da Justiça. Wally West recebe uma carta de Barry Allen, que aparentemente contém um “terrível segredo”. Acho um saco ficarem revolvendo a cronologia dos anos 60 e 70 da DC de forma que tudo que era simplesmente divertido se torne “sombrio”, “realista”, chato pra caralho e misógino.
E os anos passam e Howard Porter continua sem saber desenhar. Que desgraça. Só não ganha uma nota mais tenebrosa porque tem uma página legal, com os vilões do Flash falando sobre o ridículo que está acontecendo em Identity Crisis. Mas é um testemunho de que os crossovers e o “realismo sombrio” já deveriam ter pedido licença para ir ao banheiro passar pó no nariz há muitos anos.
Só Para Fãs (4,5 / 10)

ELEKTRA: THE HAND 2
Marvel Knights
Texto: Akira Yoshida
Desenhos: Christian Gossett

Continua a minissérie que conta a história da organização secreta ninja The Hand, que treinou Elektra. Sei que a Marvel já perpetrou muitas merdas que tentavam se passar por mangá desde os anos 90, mas esse aqui realmente se sobressai em relação à maçaroca restante. Ao contrário do que faz supôr o título da série, a ninja Elektra não aparece: a histrória se passa no Japão do século XVI, onde um menino que teve a mãe, prostituta, estuprada por um marinheiro português e depois condenada à morte, se revolta e é treinado por um mestre em artes marciais, etc. Você conhece a história e já viu isso mil vezes, mas ela funciona bem aqui. Akira Yoshida é um escritor bem razoável, com ritmo seguro e que dá espaço para a arte respirar. Gossett, ao contrário dos outros artistas “de mangá” americanos (sic) não é apenas um decalcador, imitando o estilo dos desenhistas japoneses, mas parece realmente admirar e gostar dos mangás de samurais e da arte do Japão feudal.
Nesta edição, o criador da organização The Hand volta ao templo onde foi treinado e resolve criar um complô subversivo para derrubar os lordes feudais. Aliás, Yoshida vem com um ótimo motivo para que a seita se chame The Hand. Se isso sair no Brasil, vão ter que mudar o nome da seita por aqui para “A Mão” mesmo – ou a história não fará nenhum sentido, inclusive visualmente. Isso que dá quererem ser “espertos” e traduzirem coisas como “The Hand” para “O Tentáculo”. Pff.
Uma minissérie surpreendentemente interessante, que merece uma conferida.
Tá, é Bacana (7,5 / 10)

Na quarta-feira, dia 29/09, deveriam ter saído ainda The Losers 16 (a ótima série de Andy Diggle), Metal Hurlant 13 (a boa coletânea da Humanoids americana) e Wonder Woman 208 (em fase mais ou menos pelo Greg Rucka). Não deram as caras ainda, então se aparecerm até a segunda que vem eu acrescento as resenhas dessas coisas ao bolo das próximas resenhas.

Por falar nas próximas, hoje deverão sair Demo 10, de Brian Wood; Thor; um especial do Conan; Swamp Thing; Y – The Last Man; Queen & Country 27; a nova Tomb of Dracula (que medo); vagabond; Video Girl AI e várias outras coisas. Se todas pintarem aqui, é só o tempo de eu ler e resenhar. As resenhas dos quadrinhos que saem hoje, dia 6, devem estar por aqui na segunda ou terça que vem, OK? Até lá e Yo!

GREEN LANTERN 181
DC
Texto: Ron Marz
Desenhos: Luke Ross

Eu tava sem ler isso há anos, mas arrisquei essa edição por ser a última da série. da série atual, claro, porque obviamente a DC vai relançar Green Lantern do núnero 1, novamente com Hal Jordan como o herói esmeralda. É uma revista curiosa e que mostra vários dos problemas dos quadrinhos atuais (que a gente já sabe quais são, então vou passar batido).

O curioso é que Ron Marz volta ao título para encerrar este volume de Green Lantern da mesma forma que ele começou, lááá atrás na edição 50: despachando o Lanterna Verde atual para fora do caminho. Só que aqui ele faz o oposto. Se anos atrás ele transformou Hal Jordan em um assassino enlouquecido e colocou o novato Kyle Rayner no papel de Lanterna Verde da Terrea, desta vez ele faz Rayner, desiludido, deixar a Terra para trás e mergulhar nas profundezas do espaço para nunca mais ser visto. Ele continua sendo Lanterna Verde e portando um anel, mas não deve mais ser visto na Terra.

O curioso é que isso, com certeza, não se deve à pressão dos tais “fãs do Hal Jordan”. Se a DC desse alguma importância pra esses caras, já teria revertido essa mudança anos atrás. Não, isso se deve apenas à atual tática do choque fácil. Assim como foi fácil transformar Jordan em um louco carniceiro, Espectro, etc, é fácil desfazer tudo e colocar o cara de volta á ativa, que é o que vai acontecer no mês que vem, na minissérie Green Lantern: Rebirth, que substituirá temporariamente esta revista. Enfim, uma série que há mais de uma década vem sofrendo escolhas editoriais bizarras. O que dizer?

O mais curioso é que Kyle Rayner foi imposto quando era detestado pelos fãs e, agora que figuras mais competentes do que Ron Marz conseguiram transformar o cara em um personagem bem simpático (a caracterização que Morrison fez dele em JLA ajudou bastante), resolvem tirar o sujeito de cena.

Pontos bons desta edição: é a última escrita por Ron Marz, que talvez seja um dos piores roteiristas atuais. Major Força, um dos vilões mais irritantes do universo DC, aparentemente empacota de vez (o cara já era insuportável nas antigas revistas do Capitão Átomo, por que insistiram nesse brutamontes über-milico?). E, para alívio geral, a cabeça decepada encontrada no forno da cozinha de Rayner, na edição passada, não era a da mãe do personagem, mas um mero manequim de cera colocado ali pelo Major Força. Aparentemente, isso foi uma “piada” final de Marz, que resolveu brincar dessa forma com a indignação dos fãs a respeito da famosa sequência em que o Major Força mata a namorada de Rayner, Alex, e entulha seu cadáver dentro da geladeira,´logo na primeira aventura de Rayner como Lanterna, anos atrás.
Menos mal ser uma “brincadeira” com um manequim, porque o universo DC já anda misógino demais, com todas as mulheres morrendo, sendo estupradas, etc. Mas mostra o péssimo “senso de humor” de Ron “Felicity” Marz, que já vai muito tarde. Que ele volte pras sitcoms ou seja lá de que buraco ele saiu e não seja mais visto.
Ah, Luke Ross aqui está pior do que nunca – e olha que o cara normalmente já é ruim pra caralho. De qualquer forma, funciona como uma espécie de acidente de trem e felizmente sinaliza o final da era Marz no Lanterna. Apesar de tudo, espero que não sumam de vez om o Kyle Rayner, porque ele deu trabalho pra ser transformado em um bom personagem. Agora que conseguiram, seria sacanagem fazer o cara ir pro limbo.
Uma porcaria (4 / 10)

FLASH 214
DC
Texto: Geoff Johns
Desenhos: Howard Porter

É um crossover com a horrenda (e propositalmente não-resenhada) minissérie Identity Crisis. Tá, Wally West fica chocado com o fato de Barry Allen ter sido o voto decisivo na questão da lobotomia do Dr. Luz, anos atrás. Wally West discute com a Liga da Justiça. Wally West recebe uma carta de Barry Allen, que aparentemente contém um “terrível segredo”. Acho um saco ficarem revolvendo a cronologia dos anos 60 e 70 da DC de forma que tudo que era simplesmente divertido se torne “sombrio”, “realista”, chato pra caralho e misógino.
E os anos passam e Howard Porter continua sem saber desenhar. Que desgraça. Só não ganha uma nota mais tenebrosa porque tem uma página legal, com os vilões do Flash falando sobre o ridículo que está acontecendo em Identity Crisis. Mas é um testemunho de que os crossovers e o “realismo sombrio” já deveriam ter pedido licença para ir ao banheiro passar pó no nariz há muitos anos.
Só Para Fãs (4,5 / 10)

ELEKTRA: THE HAND 2
Marvel Knights
Texto: Akira Yoshida
Desenhos: Christian Gossett

Continua a minissérie que conta a história da organização secreta ninja The Hand, que treinou Elektra. Sei que a Marvel já perpetrou muitas merdas que tentavam se passar por mangá desde os anos 90, mas esse aqui realmente se sobressai em relação à maçaroca restante. Ao contrário do que faz supôr o título da série, a ninja Elektra não aparece: a histrória se passa no Japão do século XVI, onde um menino que teve a mãe, prostituta, estuprada por um marinheiro português e depois condenada à morte, se revolta e é treinado por um mestre em artes marciais, etc. Você conhece a história e já viu isso mil vezes, mas ela funciona bem aqui. Akira Yoshida é um escritor bem razoável, com ritmo seguro e que dá espaço para a arte respirar. Gossett, ao contrário dos outros artistas “de mangá” americanos (sic) não é apenas um decalcador, imitando o estilo dos desenhistas japoneses, mas parece realmente admirar e gostar dos mangás de samurais e da arte do Japão feudal.
Nesta edição, o criador da organização The Hand volta ao templo onde foi treinado e resolve criar um complô subversivo para derrubar os lordes feudais. Aliás, Yoshida vem com um ótimo motivo para que a seita se chame The Hand. Se isso sair no Brasil, vão ter que mudar o nome da seita por aqui para “A Mão” mesmo – ou a história não fará nenhum sentido, inclusive visualmente. Isso que dá quererem ser “espertos” e traduzirem coisas como “The Hand” para “O Tentáculo”. Pff.
Uma minissérie surpreendentemente interessante, que merece uma conferida.
Tá, é Bacana (7,5 / 10)

Na quarta-feira, dia 29/09, deveriam ter saído ainda The Losers 16 (a ótima série de Andy Diggle), Metal Hurlant 13 (a boa coletânea da Humanoids americana) e Wonder Woman 208 (em fase mais ou menos pelo Greg Rucka). Não deram as caras ainda, então se aparecerm até a segunda que vem eu acrescento as resenhas dessas coisas ao bolo das próximas resenhas.

Por falar nas próximas, hoje deverão sair Demo 10, de Brian Wood; Thor; um especial do Conan; Swamp Thing; Y – The Last Man; Queen & Country 27; a nova Tomb of Dracula (que medo); vagabond; Video Girl AI e várias outras coisas. Se todas pintarem aqui, é só o tempo de eu ler e resenhar. As resenhas dos quadrinhos que saem hoje, dia 6, devem estar por aqui na segunda ou terça que vem, OK? Até lá e Yo!

7 pensamentos em “Quadrinhos da Semana (29/09) – Parte 6”

  1. Manda,

    você conseguiu baixar edições de DEMO? É foda, é foda. Nunca consegui achar.

    E preciso pegar as edições do LOSERS a partir da 13. E o ADAM STRANGE. Diggle ruleia.Posted by Pablo Casado(www) at 22:35 Wednesday November 6, 2004

  2. Putz, Demo é foda MESMO de achar. Uma pena. Eu consegui as edições 2 e 8 (nada da 10 até agora).

    Losers tá mesmo muito bom e Adam Strange me surpreendeu (os desenhos do Pascal Ferry estão ótimos tb). Vale a pena.Posted by Alexandre Mandarino at 18:56 Thursday November 7, 2004

  3. A única coisa do Diggle que não me empolgou foi o Monstro do Pântano. Eu li o #1 e não me animei a ler o resto.

    E eu estava afim mesmo era de comprar as edições do Demo.Posted by Pablo Casado at 11:37 Sunday November 10, 2004

  4. Ah, tá! Pois é, mesmo pra comprar tá difícil de achar, né? mas espera que é bem provável que depois de acabar eles encadernem a série.

    Pois é, tb não me empolguei muito com o Monstro dele. Pra falar a verdade, não deveriam ter lançado nova revista do Monstro, acho que assim como o Sandman ele já deu o que tinha que dar.

    Posted by Alexandre Mandarino at 20:32 Sunday November 10, 2004

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *