Quadrinhos da Semana (10/11)

ANGELTOWN 1
Vertigo
Texto: Gary Phillips
Arte: Shawn Martinbrough

Primeira edição da minissérie em cinco partes. Hard-boiled policial, escrito com clara paixão pelo gênero por Gary Phillips. Um detetive particular precisa achar um astro do basquete que talvez tenha assassinado a ex-esposa. Situação tipicamente OJ Simpson (a própria história cita o caso OJ), mas funciona. Uma Los Angeles repleta de personagens curiosos e realistas dá o molho especial ao roteiro, mas o melhor da edição é mesmo o desenho ágil e expressivo de Shawn Martinbrough. Um início interessante, mas nada espetacular. Vamos aguardar as próximas edições. O cliffhanger, contudo, é surpreendente e deixa o leitor com vontade de saber mais.
Tá, é Bacana (7,5 / 10)

AQUAMAN 24
DC
Texto: John Ostrander
Arte:Chris Batista

Conclusão da fase de John Ostrander nesta revista – ele vai embora com uma história bem legal. Marauder, o vilão da edição anterior, é anulado por Aquaman e os Sea Devils (que perdem um de seus membros numa morte terrível).Resta agora a Aquaman lidar com a questão de Sub Diego, a San Diego que afundou e agora tem habitantes que só respiram debaixo d’água. Uma fase bem interessante da revista, com ótimo texto e plot de Ostrander. Os desenhos de Chris Batista estão muito bons, com um toque levemente clássico (no sentido “golden age” da palavra). No mês que vem sobe à bordo o argumentista John Arcudi, que também é muito competente. Por enquanto, a mistura de ação, intrigas nucleares e metamorfoses biológicas de John Ostrander tem garantido a diversão.
Tá, é Bacana (7,5 / 10)

AVENGERS FINALE
Marvel
Texto: Brian Bendis
Arte: Neal Adams, David Finch, Alex Maleev, Steve Epting, Lee Weeks, Michael Gaydos, Eric Powell, Darick Robertson, Mike Mayhew, David Mack, Gary Frank, Mike Avon Oeming, Jim Cheung, Steve McNiven e George Pérez.

A edição one-shot que (tenta) amarrar as pontas soltas da ridícula saga Avengers Disassembled é melhor que a saga em si. Ao menos aqui os Vingadores não estão agindo como completos idiotas. Ao menos, não o tempo todo, mas os tiques de Bendis aparecem aqui e ali. Os Vingadores remanescentes se reúnem nos destroços da Mansão para render uma homenagem aos mortos (Valete de Copas, Homem-Formiga, Visão, Gavião Arqueiro e Thor) e à nova vilã “enlouquecida” (Feiticeira Escarlate).Um saldo um tanto quanto patético e exagerado, se levarmos em conta a qualidade abissal de Disassembled. Os diálogos aqui até que funcionam, mas é sempre a pessoa errada que está dizendo algo. Por exemplo, é estranho que justamente Carol Danvers afirme que a sua “saga” favorita dos Vingadores é a Saga de Thanos, já que ela sequer era Miss Marvel ainda nesta época. Enfim, as posições estão erradas e Bendis mais uma vez força o plot goela abaixo dos personagens, que lutam para tentar se encaixar ao papel que lhes foi imposto. O desaparecimento de Thor não parece afetar muito o grupo e descobrimos, ridiculamente, que Tony Stark não tem mais dinheiro para financiar os Vingadores e que ele decidiu deixar a Mansão em ruínas mesmo, como um “monumento” (à estupidez de Bendis, deve ser). Enfim, um trsite final para esta revista que já durava 40 anos.
A arte em si tem altos e baixos. George Pérez, Steve Epting, Lee Weeks e Gary Frank são os destaques. Alex Maleev, David Mack e Mike Avon Oeming são as pontas mais fracas do tecido. Novamente, são justamente os amigos de Bendis, que nada têm a ver com a história passada dos Vingadores (nem com o estilo das cenas que retratam). A regra de Bendis, tanto em termos de escolha de personagens e situações como de artistas colaboradores, parece ser essa: “não combina, mas dane-se. Vamos fazer combinar à força”.
Um fim patético para esta revista e que não deixa muito ânimo para ler os vindouros New Avengers (que, pela capa que eu linkei no post aí embaixo, vão continuar no mesmo naipe).
Só Para Fãs (5,5 / 10)

BATMAN – LEGENDS OF THE DARK KNIGHT 185
DC
Texto: Shane McCarthy
Arte: Tommy Castillo

Início da saga Riddle Me That, em cinco partes. Batman encontra algumas pistas deixadas pelo Charada, mas em situações estranhas e mais radicais, que não parecem ser o habitual de Edward Nigma. Enquanto isso, um velho professor encontra por casao, em um parque de Gotham, um mendigo aparentemente genial em resolver puzzles e palavras cruzadas, que talvez seja o próprio Nigma. Um começo bastante interessante. McCarthy não quer reinventar a roda, apenas contar uma boa história do Batman. E aqui o morcego está bem retratado, usando ao máximo suas capacidades de detetive e observaçáo – e seus espantosos conhecimentos específicos. A arte de Tommy Castillo é interessante, com ecos de Michael Golden.
Tá, é Bacana, (7,5 / 10)

B.P.R.D. – THE DEAD 1
Dark Horse
Texto: Mike Mignola e John Arcudi
Arte: Guy Davis

Primeira edição da nova minissérie em quatro partes do BPRD (na prática, a edição 13 desta série de minisséries). O BPRD é o Bureau de Pesquisa Paranormal criado por Mike Mignola para a série Hellboy. Estão todos aqui: Abe Sapiens, o anfíbio; Liz Sherman, que lança fogo pelas mãos; Dra. Kate Corrigan, a folclorista; Roger, o homúnculo feito de sangue humano e ervas; e Johann Kraus, a forma astral em uma garrafa. Enquanto Corrigan e Abe Sapiens investigam o que talvez seja o misterioso passado deste último, com boas cenas de investigação, os outros três conhecem seu novo chefe de campo, um marine que voltou á vida após passar três dias morto. É este sujeito que consegue com o Pentágono verba e autorização para que o BPRD se mude de Connecticut para uma base abandonada do governo nas montanhas nevadas do Colorado. A chegada à base é impressionante e os dois plots paralelos são muito intrigantes. De quebra, o grupo ainda tem que lidar com o avanço dos homens-sapos, que parecem estar indo para o oeste. Ótimo texto de Mignola e Arcudi e arte simplesmente sensacional e climática de Guy Davis.
Muito Legal (8,5 / 10)

GOTHAM CENTRAL 25
DC
Texto: Greg Rucka
Arte: Michael Lark

O Comissário Akins, após romper com os vigilantes de Gotham na saga War Games, manda retirar o bat-sinal do terraço da sede policial da cidade. As amarras com Batman e seus sidekicks estão definitivamente cortadas, para tristeza de Renee Montoya, que já teve sua vida salva pelo morcego inúmeras vezes. Uma história menor nesta série, criada para assimilar as mudanças impostas pelo crossover. Mas funciona. Uma pena que Michael Lark, que está cada vez melhor, vá abandonar em breve esta revista, pois acaba de assinar um contrato de exclusividade de dois anos com a Marvel.
Tá, é Bacana (7 / 10)

IDENTITY CRISIS 6
DC
Texto: Brad Meltzer
Arte: Rags Morales

A desgraça criativa continua e esta série fica cada vez mais ridícula. Esta edição é coalhada de textos cafonas, sobre “a família, como nós, super-heróis, corremos perigo, nossos entes queridos, meu filho, e, oh, meu marido”. Enfim, parece uma letra do Kenny Rogers ou alguém assim. Para piorar tudo, o Capitão Bumerangue e o pai de Tim Drake, o Robin, se matam mutuamente, em uma cena patética e apelativa. Robin chega em casa e vê o pai morto, sendo abraçado por Batman, em uma situação que apenas retira de Tim Drake tudo o que fazia dele um Robin diferente dos anteriores. O pior mesmo é a sequência final, onde o Dr. Meia-Noite, durante a autópsia no corpo de Sue Dibny, descobre que talvez o assassino seja Ray palmer, o Eléktron, porque encontrou “micro-pegadas” no cérebro da vítima. Sim, micro-pegadas. No cérebro. Essa série é o pior do ano, de longe, ao lado de Avengers Disassembled. É como ver um acidente de carro em andamento.
Que Meleca, Hein? (1 / 10)

IRON MAN 1
Marvel
Texto: Warren Ellis
Arte: Adi Granov

Até que a maldição da “descompressão” não afeta tanto assim este primeiro número da nova fase do Homem de Ferro, por Warren Ellis. Ou talvez os desenhos de Adi Granov sejam bonitos o suficiente para que você olhe para eles e esqueça que quase nada está acontecendo. De qualquer forma, um começo promissor, com Tony Stark sendo sabatinado por um sub-Michael Moore a respeito de seu passado como inventor de armas. O Stark de Ellis é bem caracterizado e, felizmente, não é o “personagem-Ellis” da história. Alguns tiques de Ellis, porém, aparecem: o uso de celular, essa maravilha da tecnologia; as três páginas de Iron Man voando, onde nada acontece (sim, é cheio de sense of wonder o fato de um sujeito poder voar em sua propria armadura, Ellis, mas já vimos isso várias vezes nos últimos 41 anos de Iron Man, então não vamos ficar muito impressionados com isso); e as telecomunicações wireless e sua praticidade. Ainda assim, Iron Man é o melhor personagem Marvel para alguém como Ellis: contatos internacionais, alta tecnologia, etc. Adi Granov está claramente investindo muito nesta série. Sua mistura de imagens renderizadas em 3-D, polidas para que não pareçam frias e distantes, e traço tradicional é fantástica e responsável por mais da metade da graça desta edição. Mas, se Ellis não apressar o ritmo nas revistas seguintes, as coisas vão começar a dar bocejo.
Muito Legal (8 / 10)

MARVEL TEAM-UP 1
Marvel
Texto: Robert Kirkman
Arte: Scott Kolins

Robert Kirkman (de Invincible) é um argumentista tremendamente superestimado. Fez mais ou menos feio em sua fase recente no Capitão América, com um tom Era de Prata meio forçado, diferente do adotado por um Kurt Busiek ou um Mark Waid, por exemplo. Esta volta da Marvel Team-Up vem em hora bem estranha, mas vamos ver o que acontece. Nesta edição, Homem-Aranha deve salvar um garoto mutante das garras de Wolverine, aparentemente. O final, claro, muda tudo isso e abre espaço para a edição seguinte. Kirkman tem boas idéias, mas às vezes sofre de uma certa “leveza” forçada. Nema Era de Prata era tão leve assim. De qualquer forma, tem boas cenas, como a que mostra Wolverine escapando das teias do Aranha. Aliás, as novas teias orgânicas do Aranha já mostram um problema: elas são brancas. Isso tira todo o grafismo das teias, que se perdem em meio ao fundo do cenário. Os desenhos de Scott Kolins são competentes e dão muito mais graça ao roteiro de Kirkman. Pontos para ele. Um início divertido, mas precisa de ajustes.
Tá, é Bacana (7 / 10)

NEW THUNDERBOLTS 1
Marvel
Texto: Fabian Nicieza e Kurt Busiek
Arte: Tom Grumett

É a volta dos Thunderbolts, mais uma vez aproveitando a ausência dos Vingadores para se firmar como o principal supergrupo de Nova York. Abe Jenkins, o Mach 4 (antigo Besouro), sai da cadeia e resolve reativar o grupo, para isso convidando Songbird (a menina com poderes de luz sólida, sua antiga namorada), Atlas (que agora não usa mais as partículas Pym e funciona como faz-tudo mecânico do grupo) e a nova aquisição, o Nevasca (antigo vilão do Homem de Ferro, que quer se regenerar). Logo de cara eles enfrentam um grupo de supervilões atlantes, uma batalha salva pela intervenção de Genie, o novo Capitão Marvel. Boas idéias, excelente caracterização e bons momentos, principalmente a cargo de Nevasca, que tem problemas em sua primeira missão como “super-herói”. O texto soa muito mais Fabian Nicieza do que Kurt Busiek, que aqui age como consultor do plot, creio. Mas é um começo promissor, com bons desenhos funcionais de Tom Grumett, mais ndo adequados ao estilo de uma revista como Thunderbolts. Engraçado como os quadrinhos que seguem o estilo clássico de super-heróis da Marvel, como esta revista, a nova minissérie dos Vingadores, por Joe Casey, Madrox, She-Hulk e algumas outras têm servido como um antídoto muito bem-vindo à chatice apelativa e “realista” de Bendis, Straczynsky e Millar. E olha que sou um fã da Vertigo.
Muito Legal (8 / 10)

OCEAN 2
Wildstorm
Texto: Warren Ellis
Arte: Chris Sprouse

Se a primeira edição desta mini em seis partes acertou no sense of wonder, desta vez o ritmo cai para a chatice lenta dos trabalhos recentes de Warren Ellis, graças á maldição da “descompressão”. Looongas páginas de diálogos, que parecem ter sido tiradas de algum manual para roteiristas de personagens “espertos”. Felizmente, não chega a irritar (ainda) graças a dois elementos: os desenhos maravilhosos de Chris Sprouse e a introdução de nvos e intrigantes elementos ao plot. Entre eles, o fato de que Europa, uma das luas de Júpiter, contém “caixões” com corpos humanóides de bilhões de anos de idade. A edição seguinte claramente implora por um avanço maior do plot, vamos esperar para ver se Ellis consegue fazer isso ou vai manter o ritmo ponto morto de seu trabalho atual. Infelizmente, aposto na segunda opção.
Tá, é Bacana (6,5 / 10)

PLASTIC MAN 12
DC
Texto e arte: Scott Morse

Uma atípica edição fill-in, a cargo do escritor e desenhista Scott Morse. O cara até que tenta imitar o estilo de Kyle Baker no traço, mas no quesito piadas e situações ele está muito longe de demonstrar o brilhantismo insano de Baker. O resultado final soa bobo e derivativo. Espero que Baker esteja de volta na próxima edição.
Só Para Fãs (5 / 10)

ANGELTOWN 1
Vertigo
Texto: Gary Phillips
Arte: Shawn Martinbrough

Primeira edição da minissérie em cinco partes. Hard-boiled policial, escrito com clara paixão pelo gênero por Gary Phillips. Um detetive particular precisa achar um astro do basquete que talvez tenha assassinado a ex-esposa. Situação tipicamente OJ Simpson (a própria história cita o caso OJ), mas funciona. Uma Los Angeles repleta de personagens curiosos e realistas dá o molho especial ao roteiro, mas o melhor da edição é mesmo o desenho ágil e expressivo de Shawn Martinbrough. Um início interessante, mas nada espetacular. Vamos aguardar as próximas edições. O cliffhanger, contudo, é surpreendente e deixa o leitor com vontade de saber mais.
Tá, é Bacana (7,5 / 10)

AQUAMAN 24
DC
Texto: John Ostrander
Arte:Chris Batista

Conclusão da fase de John Ostrander nesta revista – ele vai embora com uma história bem legal. Marauder, o vilão da edição anterior, é anulado por Aquaman e os Sea Devils (que perdem um de seus membros numa morte terrível).Resta agora a Aquaman lidar com a questão de Sub Diego, a San Diego que afundou e agora tem habitantes que só respiram debaixo d’água. Uma fase bem interessante da revista, com ótimo texto e plot de Ostrander. Os desenhos de Chris Batista estão muito bons, com um toque levemente clássico (no sentido “golden age” da palavra). No mês que vem sobe à bordo o argumentista John Arcudi, que também é muito competente. Por enquanto, a mistura de ação, intrigas nucleares e metamorfoses biológicas de John Ostrander tem garantido a diversão.
Tá, é Bacana (7,5 / 10)

AVENGERS FINALE
Marvel
Texto: Brian Bendis
Arte: Neal Adams, David Finch, Alex Maleev, Steve Epting, Lee Weeks, Michael Gaydos, Eric Powell, Darick Robertson, Mike Mayhew, David Mack, Gary Frank, Mike Avon Oeming, Jim Cheung, Steve McNiven e George Pérez.

A edição one-shot que (tenta) amarrar as pontas soltas da ridícula saga Avengers Disassembled é melhor que a saga em si. Ao menos aqui os Vingadores não estão agindo como completos idiotas. Ao menos, não o tempo todo, mas os tiques de Bendis aparecem aqui e ali. Os Vingadores remanescentes se reúnem nos destroços da Mansão para render uma homenagem aos mortos (Valete de Copas, Homem-Formiga, Visão, Gavião Arqueiro e Thor) e à nova vilã “enlouquecida” (Feiticeira Escarlate).Um saldo um tanto quanto patético e exagerado, se levarmos em conta a qualidade abissal de Disassembled. Os diálogos aqui até que funcionam, mas é sempre a pessoa errada que está dizendo algo. Por exemplo, é estranho que justamente Carol Danvers afirme que a sua “saga” favorita dos Vingadores é a Saga de Thanos, já que ela sequer era Miss Marvel ainda nesta época. Enfim, as posições estão erradas e Bendis mais uma vez força o plot goela abaixo dos personagens, que lutam para tentar se encaixar ao papel que lhes foi imposto. O desaparecimento de Thor não parece afetar muito o grupo e descobrimos, ridiculamente, que Tony Stark não tem mais dinheiro para financiar os Vingadores e que ele decidiu deixar a Mansão em ruínas mesmo, como um “monumento” (à estupidez de Bendis, deve ser). Enfim, um trsite final para esta revista que já durava 40 anos.
A arte em si tem altos e baixos. George Pérez, Steve Epting, Lee Weeks e Gary Frank são os destaques. Alex Maleev, David Mack e Mike Avon Oeming são as pontas mais fracas do tecido. Novamente, são justamente os amigos de Bendis, que nada têm a ver com a história passada dos Vingadores (nem com o estilo das cenas que retratam). A regra de Bendis, tanto em termos de escolha de personagens e situações como de artistas colaboradores, parece ser essa: “não combina, mas dane-se. Vamos fazer combinar à força”.
Um fim patético para esta revista e que não deixa muito ânimo para ler os vindouros New Avengers (que, pela capa que eu linkei no post aí embaixo, vão continuar no mesmo naipe).
Só Para Fãs (5,5 / 10)

BATMAN – LEGENDS OF THE DARK KNIGHT 185
DC
Texto: Shane McCarthy
Arte: Tommy Castillo

Início da saga Riddle Me That, em cinco partes. Batman encontra algumas pistas deixadas pelo Charada, mas em situações estranhas e mais radicais, que não parecem ser o habitual de Edward Nigma. Enquanto isso, um velho professor encontra por casao, em um parque de Gotham, um mendigo aparentemente genial em resolver puzzles e palavras cruzadas, que talvez seja o próprio Nigma. Um começo bastante interessante. McCarthy não quer reinventar a roda, apenas contar uma boa história do Batman. E aqui o morcego está bem retratado, usando ao máximo suas capacidades de detetive e observaçáo – e seus espantosos conhecimentos específicos. A arte de Tommy Castillo é interessante, com ecos de Michael Golden.
Tá, é Bacana, (7,5 / 10)

B.P.R.D. – THE DEAD 1
Dark Horse
Texto: Mike Mignola e John Arcudi
Arte: Guy Davis

Primeira edição da nova minissérie em quatro partes do BPRD (na prática, a edição 13 desta série de minisséries). O BPRD é o Bureau de Pesquisa Paranormal criado por Mike Mignola para a série Hellboy. Estão todos aqui: Abe Sapiens, o anfíbio; Liz Sherman, que lança fogo pelas mãos; Dra. Kate Corrigan, a folclorista; Roger, o homúnculo feito de sangue humano e ervas; e Johann Kraus, a forma astral em uma garrafa. Enquanto Corrigan e Abe Sapiens investigam o que talvez seja o misterioso passado deste último, com boas cenas de investigação, os outros três conhecem seu novo chefe de campo, um marine que voltou á vida após passar três dias morto. É este sujeito que consegue com o Pentágono verba e autorização para que o BPRD se mude de Connecticut para uma base abandonada do governo nas montanhas nevadas do Colorado. A chegada à base é impressionante e os dois plots paralelos são muito intrigantes. De quebra, o grupo ainda tem que lidar com o avanço dos homens-sapos, que parecem estar indo para o oeste. Ótimo texto de Mignola e Arcudi e arte simplesmente sensacional e climática de Guy Davis.
Muito Legal (8,5 / 10)

GOTHAM CENTRAL 25
DC
Texto: Greg Rucka
Arte: Michael Lark

O Comissário Akins, após romper com os vigilantes de Gotham na saga War Games, manda retirar o bat-sinal do terraço da sede policial da cidade. As amarras com Batman e seus sidekicks estão definitivamente cortadas, para tristeza de Renee Montoya, que já teve sua vida salva pelo morcego inúmeras vezes. Uma história menor nesta série, criada para assimilar as mudanças impostas pelo crossover. Mas funciona. Uma pena que Michael Lark, que está cada vez melhor, vá abandonar em breve esta revista, pois acaba de assinar um contrato de exclusividade de dois anos com a Marvel.
Tá, é Bacana (7 / 10)

IDENTITY CRISIS 6
DC
Texto: Brad Meltzer
Arte: Rags Morales

A desgraça criativa continua e esta série fica cada vez mais ridícula. Esta edição é coalhada de textos cafonas, sobre “a família, como nós, super-heróis, corremos perigo, nossos entes queridos, meu filho, e, oh, meu marido”. Enfim, parece uma letra do Kenny Rogers ou alguém assim. Para piorar tudo, o Capitão Bumerangue e o pai de Tim Drake, o Robin, se matam mutuamente, em uma cena patética e apelativa. Robin chega em casa e vê o pai morto, sendo abraçado por Batman, em uma situação que apenas retira de Tim Drake tudo o que fazia dele um Robin diferente dos anteriores. O pior mesmo é a sequência final, onde o Dr. Meia-Noite, durante a autópsia no corpo de Sue Dibny, descobre que talvez o assassino seja Ray palmer, o Eléktron, porque encontrou “micro-pegadas” no cérebro da vítima. Sim, micro-pegadas. No cérebro. Essa série é o pior do ano, de longe, ao lado de Avengers Disassembled. É como ver um acidente de carro em andamento.
Que Meleca, Hein? (1 / 10)

IRON MAN 1
Marvel
Texto: Warren Ellis
Arte: Adi Granov

Até que a maldição da “descompressão” não afeta tanto assim este primeiro número da nova fase do Homem de Ferro, por Warren Ellis. Ou talvez os desenhos de Adi Granov sejam bonitos o suficiente para que você olhe para eles e esqueça que quase nada está acontecendo. De qualquer forma, um começo promissor, com Tony Stark sendo sabatinado por um sub-Michael Moore a respeito de seu passado como inventor de armas. O Stark de Ellis é bem caracterizado e, felizmente, não é o “personagem-Ellis” da história. Alguns tiques de Ellis, porém, aparecem: o uso de celular, essa maravilha da tecnologia; as três páginas de Iron Man voando, onde nada acontece (sim, é cheio de sense of wonder o fato de um sujeito poder voar em sua propria armadura, Ellis, mas já vimos isso várias vezes nos últimos 41 anos de Iron Man, então não vamos ficar muito impressionados com isso); e as telecomunicações wireless e sua praticidade. Ainda assim, Iron Man é o melhor personagem Marvel para alguém como Ellis: contatos internacionais, alta tecnologia, etc. Adi Granov está claramente investindo muito nesta série. Sua mistura de imagens renderizadas em 3-D, polidas para que não pareçam frias e distantes, e traço tradicional é fantástica e responsável por mais da metade da graça desta edição. Mas, se Ellis não apressar o ritmo nas revistas seguintes, as coisas vão começar a dar bocejo.
Muito Legal (8 / 10)

MARVEL TEAM-UP 1
Marvel
Texto: Robert Kirkman
Arte: Scott Kolins

Robert Kirkman (de Invincible) é um argumentista tremendamente superestimado. Fez mais ou menos feio em sua fase recente no Capitão América, com um tom Era de Prata meio forçado, diferente do adotado por um Kurt Busiek ou um Mark Waid, por exemplo. Esta volta da Marvel Team-Up vem em hora bem estranha, mas vamos ver o que acontece. Nesta edição, Homem-Aranha deve salvar um garoto mutante das garras de Wolverine, aparentemente. O final, claro, muda tudo isso e abre espaço para a edição seguinte. Kirkman tem boas idéias, mas às vezes sofre de uma certa “leveza” forçada. Nema Era de Prata era tão leve assim. De qualquer forma, tem boas cenas, como a que mostra Wolverine escapando das teias do Aranha. Aliás, as novas teias orgânicas do Aranha já mostram um problema: elas são brancas. Isso tira todo o grafismo das teias, que se perdem em meio ao fundo do cenário. Os desenhos de Scott Kolins são competentes e dão muito mais graça ao roteiro de Kirkman. Pontos para ele. Um início divertido, mas precisa de ajustes.
Tá, é Bacana (7 / 10)

NEW THUNDERBOLTS 1
Marvel
Texto: Fabian Nicieza e Kurt Busiek
Arte: Tom Grumett

É a volta dos Thunderbolts, mais uma vez aproveitando a ausência dos Vingadores para se firmar como o principal supergrupo de Nova York. Abe Jenkins, o Mach 4 (antigo Besouro), sai da cadeia e resolve reativar o grupo, para isso convidando Songbird (a menina com poderes de luz sólida, sua antiga namorada), Atlas (que agora não usa mais as partículas Pym e funciona como faz-tudo mecânico do grupo) e a nova aquisição, o Nevasca (antigo vilão do Homem de Ferro, que quer se regenerar). Logo de cara eles enfrentam um grupo de supervilões atlantes, uma batalha salva pela intervenção de Genie, o novo Capitão Marvel. Boas idéias, excelente caracterização e bons momentos, principalmente a cargo de Nevasca, que tem problemas em sua primeira missão como “super-herói”. O texto soa muito mais Fabian Nicieza do que Kurt Busiek, que aqui age como consultor do plot, creio. Mas é um começo promissor, com bons desenhos funcionais de Tom Grumett, mais ndo adequados ao estilo de uma revista como Thunderbolts. Engraçado como os quadrinhos que seguem o estilo clássico de super-heróis da Marvel, como esta revista, a nova minissérie dos Vingadores, por Joe Casey, Madrox, She-Hulk e algumas outras têm servido como um antídoto muito bem-vindo à chatice apelativa e “realista” de Bendis, Straczynsky e Millar. E olha que sou um fã da Vertigo.
Muito Legal (8 / 10)

OCEAN 2
Wildstorm
Texto: Warren Ellis
Arte: Chris Sprouse

Se a primeira edição desta mini em seis partes acertou no sense of wonder, desta vez o ritmo cai para a chatice lenta dos trabalhos recentes de Warren Ellis, graças á maldição da “descompressão”. Looongas páginas de diálogos, que parecem ter sido tiradas de algum manual para roteiristas de personagens “espertos”. Felizmente, não chega a irritar (ainda) graças a dois elementos: os desenhos maravilhosos de Chris Sprouse e a introdução de nvos e intrigantes elementos ao plot. Entre eles, o fato de que Europa, uma das luas de Júpiter, contém “caixões” com corpos humanóides de bilhões de anos de idade. A edição seguinte claramente implora por um avanço maior do plot, vamos esperar para ver se Ellis consegue fazer isso ou vai manter o ritmo ponto morto de seu trabalho atual. Infelizmente, aposto na segunda opção.
Tá, é Bacana (6,5 / 10)

PLASTIC MAN 12
DC
Texto e arte: Scott Morse

Uma atípica edição fill-in, a cargo do escritor e desenhista Scott Morse. O cara até que tenta imitar o estilo de Kyle Baker no traço, mas no quesito piadas e situações ele está muito longe de demonstrar o brilhantismo insano de Baker. O resultado final soa bobo e derivativo. Espero que Baker esteja de volta na próxima edição.
Só Para Fãs (5 / 10)

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