Quadrinhos da Semana (17/11)

Recuperando o tempo perdido para o meu vício pelo RPG online Runescape:

AVENGERS – EARTH’S MIGHTIEST HEROES 2 (de 8)
Marvel
Texto: Joe Casey
Arte: Scott Kolins
Joe Casey realiza um bom trabalho mostrando os diversos ângulos em relação à volota do Capitão América à realidade,após décadas congelado em um iceberg. A reação de Steve Rogers ao ligar a televisão pela primeira vez é ótima, assim como suas conversas com Jarvis (o único “membro” dos Vingadores originais que teria capacidade de entender melhor o Capitão – e vice-versa -, graças à idade. Casey e Kolins estão criando aqui uma história clássica de super-heróis e Joe Casey claramente amam estes personagens, o que se traduz de forma muito positiva na história. A arte de Scott Kolins tem se mostrado fantástica nas cenas sem ação, para minha surpresa. Na verdade, Kolins aqui dá um grande salto de qualidade em relação a trabalhos anteriores. Uma ótima série, realista, escapista, inovadora e clássica na medida certa, como um bom quadrinho deve ser.
Muito Bom (8 / 10)

CAPTAIN AMERICA 1
Marvel
Texto: Ed Brubaker
Arte: Steve Epting
O quinto “número 1” na história do Capitão América. E desta vez a nova fase fica a cargo de Ed Brubaker e Steve Epting. Por mais que eu gostde Brubaker e do que ele fez em séries ótimas como Batman e Deadenders, eu tinha dúvidas de que ele fosse o escritor certo para esta revista. Bom, a julgar por esta primeira edição, nada há a se temer. Brubaker usa um ritmo mais lento e climático, incomum para o Capitão América, mas que funciona incrivelmente bem (claro, não é a lentidão sem motivo da “descompressão”, onde nada acontece). Coube a Brubaker assentar a vida de Steve Rogers após as tragédias de Avengers Disassembled: a destruição da Mansão dos Vingadores; a morte do Gavião Arqueiro; a traição da Feiticeira Escarlate; a total destruição do prédio de apartamentos onde Rogers morava; o fim dos Vingadores, etc. felizmente, Brubaker não perde tempo em reminiscências sobre a péssima fase de Brian Bendis em Avengers e vai direto ao ponto. Rogers agora mora em um imenso loft abandonado no Brooklyn, com direito a entrada de parede holográfica e outras defesas típicas da SHIELD. Nesta edição, ele recebe a visita de Sharon Carter, que agora é seu elo oficial de ligação com a agência de contra-espionagem. Nos bastidores, o Caveira Vermelha prepara sua volta, após escapar da prisão (ele foi preso na edição do mês passado, ainda a cargo de RObert Kirkman) e recuperar o Cubo Cósmico. Ainda que isso pareça uma história padrão do Capitão, o ritmo, a ambientação, os ótimos diálogos e a boa caracterização, cortesia de Brubaker, fazem a diferença. Sem falar no final, que me pegou totalmente de surpresa e certamente muda os rumos da vida do Capitão. Destaque ainda para a excelente arte de Steve Epting, que trilhou um longo caminho desde os tempos em que desenhava os Vingadores de Bob Harras, nos anos 90. Seu estilo aqui está maduro, hiperrealista, cheio de nuances e extremamente competente tanto nas cenas de ação como nos diálogos (ele faz você realmente acreditar que aquele escudo possa fazer aquelas coisas bizarras).Um forte e impressionante começo, para uma série que promete. Já era hora do Capitão América voltar a ter boas histórias, o que não acontecia desde, sei lá, a primeira fase de Mark Waid no título, anos atrás.
Muito Bom (8 / 10)

CONAN 10
Dark Horse
Texto: Kurt Busiek
Arte: Cary Nord e Thomas Yeates
Busiek volta a adaptar mais um conto de Robert E. Howard, cumprindo a função deste título, que é contar todas as histórias de Conan criadas por Howard em sua ordem cronológica, intercalando-as com contos originais criados por Busiek, como os das duas últimas edições. No caso de adaptações do texto de Howard, como acontece nesta edição, boa parte dos diálogos e recordatórios vêm das linhas originais de Howard. O conto em questão é The God in the Bowl, aqui com o nome de The Temple of Kallian Publico. Dando prosseguimento ao contrato que assumiu na edição anterior, em uma taverna, Conan invade um templo com a intenção de recuperar um objeto, supostamente roubado dos pertences do sujeito que o contratou, um nobre almofadinha típico do reino da Nemédia. Mas Conan é surpreendido por um dos guardas e, para piorar tudo, o dono do templo é encontrado morto, estrangulado. É o ponto de partida para que Busiek (após Howard, claro) nos surpreenda contando uma história de mistério policial no título do Conan. Funciona muito bem, graças ao senso climático de Busiek e à arte lírica de Cary Nord.
Bom (7,5 / 10)

FANTASTIC FOUR 520
Marvel
Texto: Mark Waid
Arte: Mike Wieringo
É a primeira parte do arco Rising Storm, em quatro edições, que encerra a ótima fase de Waid e Wieringo no título. Galactus recrutou Johnny Storm como seu novo arauto, já que seus novos poderes de invisibilidade são capazes de rastrear os planetas que estão invisíveis, escondidos do gigante cósmico. Na Terra, Sue, Ben e Reed, que estão sem espaçonaves, pedem a ajuda de Quasar para viajar até o espaço. Entre as cenas, ótimos e curtos lances de flashback que mostram como Waid entende e gosta destes personagens. Uma fase um tanto subestimada desta revista, que parece estar terminando em grande estilo. Diálogos excelentes e hilários, situações bizarras e um tom pop permeando tudo. O Quarteto não era tão bom assim há muito tempo, talvez desde a fase de John Byrne, lááá atrás. Pena que stá no final e só resta torcer para que a Marvel não escolha seus patetas habituais para o próximo grupo de criação desta série.
Muito Bom (8,5 / 10)

GREEN ARROW 44
DC
Texto: Judd Winick
Arte: Phil Hester
O penúltimo e quinto capítulo do arco (sem trocadilhos) New Blood, onde Mia, a sidekick de Oliver Queen, o Arqueiro Verde, descobre que é HIV positiva. Poderia soar barato e apelativo nas mãos de um escritor chulé como Brad Meltzer, mas Judd Winick, que já perdeu um parceiro para a AIDS e tem uma certa sensibilidade de quadrinho independente (ele era o autor de Barry Ween, Boy Genius) lida com esta situação de forma competente. Winick consegue ser esclarecedor sem soar panfletário e sensível sem ser piegas em nenhum momento. Peter David já lidou de forma magistral com a questão da AIDS em seu Hulk, anos atrás, e são poucos os personagens da DC que permitiriam esse tipo de approach sem que tudo soasse forçado. Mas o Arqueiro Verde sempre foi palco para este tipo de temática, desde os anos 70 e as histórias de Denny O’Neil até os anos 80 e a fase “mature readers” a cargo de Mike Grell. Graças a isso e ao bom senso de Winick, o tema não parece fora de lugar aqui. E, claro, é um alívio ler histórias pelo menos razoávgeis do Arqueiro Verde após quase quatro anos de nonsense a cargos de péssimos escritores como Kevin Smith e Brad Meltzer. Phil Hester se firma como bom artista e vem evoluindo visivelmente neste título, com um estilo bem menos confuso do que o que adotou em seu Swamp Thing. Boas caracterizações de Oliver Queen, Mia e Connor Hawke e – felizmente – a mão de Winick jamais chega a pesar sobre o tema, que já é pesado por si só.
Bom (7 / 10)

HUMAN TARGET 16
Vertigo
Texto: Peter Milligan
Arte: Cliff Chiang
A conclusão de The Second Coming e as terríveis consequências do fato de Christopher Chance, o Alvo Humano, estar representando um suposto realizador de milagres. É curioso como Chance se torna Paul James, o tal rapaz miraculoso, agindo e pensando como ele, quase à beira da insanidade. O que é representação, o que é terapia e o que loucura em toda a performance de Chance? Difícil dizer. Milligan, sabiamente, também evita respostas definitivas nesta reta final, o que só iria prejudicar e enfraquecer todo o arco. Chance é louco? Paul James realmente realiza milagres? A morte vem para quem merece? Uma boa conclusão para um momento impressionante desta série, com arte ágil e enxuta de Cliff Chiang, que está cada vez melhor.
Muito Bom (8 / 10)

JLA 108
DC
Texto: Kurt Busiek
Arte: Ron Garney
Em sua edição de estréia, no mês passado, Kurt Busiek mostrou Flash e Ajax enfrentando o Constrtuo, um velho vilão da Liga da Justiça que agora é uma espécie de ciberespaço senciente (ele faz muito mais sentido hoje em dia do que na Era de Prata, graças à Internet, etc). Nesta edição, Busiek concentra seus esforços no Sindicato do Crime da América, a versão negativa da Liga (aquela mesma do especial Terra-2, de Grant Morrison e Frank Quitely). Assim como na edição anterio, Busiek dá a impressão de estar trabalhando com “altos conceitos” e ameaças absurdas, seguindo a linha de Morrison na época em que este escrevia a JLA. Ainda não está claro se o bom e velho Kurt é páreo pra essa missão, aparentemente um pouco distante do seu estilo atual de escrita. Mas este número é melhor que a edição de estréia, que foi meio brochante e repleta de infodump. Entediados, o Sindicato do Crime varre o universo de anti-matéria onde vivem em busca de algo para saquear, até que encontram – justamente – o planeta Qward, lar dos guerreiros trovejantes que são inimigos tradicionais do Lanterna Verde (Hal Jordan).A luta entre o maior grupo de supervilões do universo e a mais terrível raça de guerreiros toma proporções terríveis, claro, até que é interrompida por um esquisitíssimo dèja vu, que faz com que o início da história se repita de forma diferente. O que isso quer dizer, só na próxima dição. Aliás, a LIga em si também é só na próxima edição, já que toda esta história é focada no universo de anti-matéria e no Sindicato do Crime, sem que a Liga apareça sequer em uma ponta. Nenhum problema com isso, mas ainda não está claro o que Busiek pretende não só com este arco, mas com este tipo de abordagem da JLA como um todo. Ainda assim, mais intrigante e interessante que a quase rasteira edição anterior. Ron Garney, um dos meus desenhistas favoritos, sofre com a arte-final de Dan Green, que deixa seu traço um tanto “solto” demais, com jeito de esboço. Esta nova fase a cargo de Busiek tem potencial, mas por enquanto temos a impressão de que ele está tentando escrever a Liga de forma “morrisoniana” e não sei se isso combina com o seu estilo.
Tá, é Bacana (6,5 / 10)

MADROX 3
Marvel Knights
Texto: Peter David
Arte: Pablo Raimondi
James Madrox descobre mais sobre o mistério que envolve a morte de um de seus duplos, em Chicago. Peter David está em plena forma aqui e, quando eu já achava que ele não iria manter o nível das duas primeiras edições, ele surpreende com situações e diálogos inacreditáveis. Madrox, o Homem-Múltiplo, tem um dos poderes mais interessantes e de maior potencial nas mãos de um bom escritor. Felizmente, este é o caso de David. Uma mistura sensacional de noir (propositalmente meio fake, às vezes), mistério, policial e mutantes, com um ótimo plot e desenhos extraordinários de Pablo Raimondi. Uma das melhores coisas do ano, ao lado de Fallen Angel (do mesmo David), We3, Rex Mundi, Love and Rockets e Queen and Country.
Excelente (9 / 10)

BOOKS OF MAGICK – LIFE DURING WARTIME 5
Vertigo
Texto: Si Spencer (a partir de uma história de Spencer e Neil Gaiman)
Arte: Dean Ormston
O mais legal desta série é que, apesar de envolver magia, uma realidade alternativa (futuro possível?), a Rainha de Faerie e essas coisas todas, ela soa mais como uma história de espionagem e guerra do que um conto de fadas. Quero dizer, todo o plot gira em torno de magia, mas o clima geral é mais épico do que fantasioso. Si Spencer tem boas i´dieas e agora que o plot está mais claro, a fica mais fácil curtir esta série. Nesta edição, Brewster (na verdade, Sirius) aparentemente se sacrifica para salvar Timothy Hunter, enquanto Zatanna consegue se apossar da terceira e última chave capaz de invocar os Livros de Magia (que, por sua vez, serão usados para conjurar Hunter da falsa realidade onde ele está preso). No final, a surpreendente revelação de que Constantine (claro, tinha que ser ele) na verdade tem um plano maior e está agindo em conjunto com sua suposta inimiga, a Rainha de Faerie – e, ao que parece, prestes a trair seus amigos, como Lorde Midian e Zatanna. Uma exótica mistura de magia, fantasia, guerra e intriga de espionagem. E, pior, tem funcionado. Os desenhos de Dean Ormston são bem especiais e provocam o tom de estranheza necessário (este número, por sinal, foi o que mais se pareceu com uma história de horror até agora, com toques bem bizarros).
Bom (7,5 / 10)

LUCIFER 56
Vertigo
Texto: Mike Carey
Arte: Peter Gross
Mais uma edição sem a presença do personagem-título, mas funciona. Mazikeel resolve ir em busca de sua mãe, Lilith, para saber sobre o paradeiro de Lúcifer, que desapareceu nas raízes de Yggdrasil, a Árvore-Mundo. Ela encontra Lilith de partida de seu mundo, que cai em ruínas enquanto ela se afasta. Lilith conta que chegou o momento de equilíbrio, onde a balança pode pender para qualquer lado. No Inferno, as hostes estão unidas pela primeira vez, como um só exército: demônios e condenados, lado a lado. Lilith então nos leva a uma sequência de flashback, onde ela conta a Mazikeel como abandonou um de seus filhos à danação infinita após iniciar uma jornada pelo caos, pelos terrenos além da criação e do mundo sólido. Nesse limbo, o “mundo mole”, ela encontra nada menos que um restaurante macrobiótico (um genial trocadilho, já que o restaurante se assentava sobre uma das raríssimas bases sólidas do caos, uma espécie de montanha viva, uma “macro-voda”. Lá ela encontra uma pequena conspiração para destronar Yahweh e arruinar a Cidade Prateada (os céus). Uma edição interessante, mas espero que Lucifer não demore mais tanto tempo para concluir seus principais plots. Peter Gross oferece uma arte sólida, no estilo tradicional de fantasia da Vertigo.
Bom (7 / 10)

METAL HURLANT 13
Humanoids/DC
Vários artistas
Compilações são o meu formato favorito de revistas, mais ainda do que o álbum ou TPB. Adoro essa mistura de gêneros, artistas e climas. Infelizmente, não é um veículo que venda muito atualmente no mercado americano. Metal Hurlant, por exemplo, em sua nova encarnação, vende pouquíssimo e só existe ainda porque a Humanoids (braço americano da francesa Humanoides Associés, criadora da primeira e seminal Mètal Hurlant) se associou à DC Comics para efeito de distribuição e vendas. Bom, normalmente essa nova Metal Hurlant é meio irregular, mas quando acerta no alvo acerta lindamente. A primeira história desta edição, The Second Son, é um bom exemplo. Intriga e brigas familiares em uma ambientação de fantasia, com textos de Brian Robertson e belíssimos desenhos do francês Fred Beltran. A melhor história da edição é a estréia da série Lucha Libre, a cargo de Jerry Frissen (plot) e Bill (texto e desenhos). A arte do francês Bill é caricatural e hilária, se encaixando á perfeição nesta absurda história que mostra um grupo de lutadores de telecatch (no estilo do Santo, aquele personagem mexicano) que são a “reencarnação das múmias astecas”. Os cinco – El Gladiator, Red Demon, Diablo Loco, Kid Karateca e Dr. Panthera – devem enfrentar uma gangue de lobisomens que roubam rádios e toca-fitas de carros. Mas, coitados, sempre se fodem e são ridicularizados. Absurdo e sensacional, que venham mais histórias dos Luchadores Five.
Elemental, por Jim Alexandre e David Lloyd, é um típico quadrinho inglês de horror, que funciona a contento. A série The Zombies That Ate The World, por Jerry Frissen e Guy Davis, prossegue com sua absurda história de um mundo onde humanos devem conviver pacificamente com zumbis. Tem momentos hilários, mas às vezes soa meio forçada. Marcel, dos franceses Nicolas Pothier e Yannick Carboz é uma boa história curta envolvendo um sujeito e seus devaneios com o mundo dos gangsters. Finalmente, Fragile é uma série em continuação, a cargo do italiano Stefano Raffaele. Um desenho ágil e expressivo, mas a história em si demora a decolar (e, apesar de não envolver humor e ser realista, sua ambientação é um tanto parecida demais com a da outra série em capítulos da revista, The Zombies That Ate The World: num mundo apocalíptico, o planeta é habitado por zumbis.
Enfim, os pontos altos são The Second Son, Lucha Libre e Marcel, que elevam o nível da revista. As demais histórias não são ruins, pelo contrário. Mas se mantêm em um patamar padrão de qualidade para o quadrinho europeu e americano. Acho que essa revista se beneficiaria com a ausência de histórias seriadas.
Bom (7,5 / 10)

THE PUNISHER 13 e 14
Marvel Max
Texto: Garth Ennis
Arte: Dougie Braithwaite
Duas edições de The Punisher esse mês, abrindo a saga Mother Russia. Na primeira edição, Frank Castle mata um líder da máfia russa em Nova York, somente para descobrir que era uma isca plantada por Nick Fury. O agente da SHIELD deseja contratar Castle para um serviço federal extra-oficial: invadir uma base militar na Rússia e obter uma amostra de um novo vírus capaz de fazer o Ebola parecer uma gripe. Bom, Garth Ennis é um escritor de talento, com ótimos diálogos e boas idéias, mas seu Justiceiro, desde que passou a ser mature readers e parte do selo Max, se mostrou uma leitura no máximo correto e bastante burocrática. Não há nada de errado com os plots e roteiros, mas eles não são nem um pouco empolgantes. Parece que Ennis está em piloto automático nesta série e nestas duas edições em especial ele ainda tem a extremamente infeliz idéia de usar sua “versão Max” do Nick Fury, que apareceu pela primeira vez na minissérie Fury. Acontece que este Nick Fury “garth-enisado” é simplesmente insuportável, um velho linha dura chato, ranheta e “durão”. E duvido que Frank Castle estaria disposto a realizar serviços sujos para o governo americano. Enfim, não é uma leitura ruim, mas é burocrática, irritante às vezes (principalmente as cenas envolvendo Fury) e bem aquém do que Ennis é capaz de fazer. Aliás, após anos de histórias de guerra e do Justiceiro, está na hora de Ennis mudar o disco. A arte de Braithwaite é competente e realista, mas nada demais. O melhor acaba sendo a arte-final de Bill Reinhold, ex-desenhista de Badger e do próprio Justiceiro, na época em que o personagem era escrito por Mike Baron. Seu estilo dá um certo brilho ao desenho.
Tá, é Bacana (6 / 10)

BIRDS OF PREY 76
DC
Texto: Gail Simone
Arte: Joe Prado e Ed Benes.
Gail Simone é uma boa escritora e Birds of Prey vem mantendo um bom nível de qualidade nos textos. Esta edição mantém esta qualidade, embora eu não esteja tão certo de que esta série permita a aparição de seres super-poderosos de forma confortável. Canário Negro, Caçadora e Oráculo devem resolver o problema de uma adolescente capaz de utilizar poderes mágicos de outras pessoas e que está matando traficante de drogas (seria uma espécie de versão teen e feminina do Justiceiro, se ela não pudesse replicar os poderes do Sr. destino e Zatanna, entre outros. Meio fora de lugar nesta série, mas a história se mantém graças ao bom ritmo e diálogos do texto de Gail. A edição, contudo, perde pontos com o desenho burocrático e pobre de Prado e Benes, que insistem na falida opção pelo sub-mangá.
Tá, é Bacana (6,5 / 10)

CATWOMAN 37
DC
Texto: Ed Brubaker
Arte: Paul Gulacy
A despedida de Ed Brubaker desta série, após mais de três anos e de ter feito Selina Kyle uma personagem interessante novamente, resgatando a Mulher-Gato das trevas da fase desenhada pelo horroroso Jim Balent. Nada muito a fazer, a não ser se despedir dos personagens. Todos eles aparecem: é aniversário de Selina e estão lá, entre outros, Ted Grant (o Pantera) e Slam Bradley. Uma história low-profile concluindo uma das melhores séries dos últimos anos (infelizmente atrapalhada pelo crossover War Games nas edições recentes). Felizmente, Paul Gulacy permanece na arte e, apesar das críticas dos fariseus, mostra que ainda é um excelente desenhista. Vamos ver o que novo roteirista, Scott Morse, tem reservado para esta série, no mês que vem. Mas sem Brubaker não vai ser mais a mesma coisa.
Bom (7 / 10)

EX MACHINA 6
Wildstorm
Texto: Brian K. Vaughan
Arte: Tony Harris
Ex Machina é, facilmente, um dos cinco melhores quadrinhos do ano e de longe a melhor coisa que Vaughan já escreveu (incluindo aqui o ótimo Y – The Last Man). Esta edição é o início do arco Tag, onde Hundred começa a tentar descobrir o que é afinal o estranho símbolo parecido com ideogramas chineses que foi encontrado nos destroços da explosão que lhe deu seus poderes de “comandar” as máquinas. Como além de super-heróis ele também é o prefeito de Nova York (felizmente Ex Machina não se passa em nenhum “universo” compartilhado), a edição tem diversos toques geniais: o papo entre Hundred e um agente federal; a conversa sobre o vale-esco9la e a falência do ensino público; e, ao que parece, em um sensacional cliffhanger, a decisão de Hundred de legalizar o casamento de homossexuais. Soma-se a isso uma fantástica sequência passada no metrô, onde dois operários discutem as diferenças morais entre a ejaculação facial e o golden shower antes de descobrirem um cachorro estranhamente eviscerado e você tem nas mãos o melhor quadrinho da semana.
Excelente (9,5 / 10)

SHE-HULK 9
Marvel
Texto: Dan Slott
Arte: Paul Pelletier
She-Hulk talvez seja a melhor revista mensal da Marvel atualmente, graças ao humor absurdo de Dan Slott, que não por coincidência apresenta ecos da Liga da Justiça de Giffen e DeMatteis. Esta edição mistura um bizarro processo criminal entre Hércules e Constritor, além de uma genial aparição relâmpago de Howard, o Pato, processando George Lucas. O estranho é que, ao mesmo tempo que é histriônica e hilária, esta série soa como material clássico da Marvel dos anos 70 e 80. Faz pensar seriamente como quadrinhos de super-heróis metidos a “adultos” não são apenas ridículos, no final das contas. Em sua estréia nesta série, Paul Pelletier mostra segurança nas cenas de ação e nas situações absurdas.
Excelente (9 / 10)

WONDER WOMAN 210
DC
Texto: Greg Rucka
Arte: Drew Johnson
Após várias edições burocráticas e sem grandes atrativos, Greg Rucka finalmente mostra aqui o brilho e a compreensão dos antigos gregos que ele demonstrou possuir na edição especial Hiketeia. Diana enfrenta Medusa em um estádio de futebol, em uma luta que tem o próprio Ares como juiz. O que ela não sabe é que a luta está sendo televisionada para o mundo todo, graças à feitiçaria grega, em uma tentativa de transformar bilhões de seres em pedra em homenagem à Poseidon. Extremamente brutal, a luta é retratada de forma brilhante, mostrando de vez que, apesar de super-heroína, Diana é uma amazona com seus próprios códigos de ética e honra. Rucka ainda aproveita para mostrar como nosso mundo moderno, apesar de suas barbáries peculiares, está a milhas de distância da selvageria clássica. As últimas páginas têm duas cenas de tirar o fôlego e que certamente vão alterar a personagem Mulher-Maravilha de forma definitiva (pra melhor, acredito). O ponto fraco, mais uma vez, é o desenho sem brilho de Drew Johnson, uma espécie de Ron Randall piorado. Pra quem estava querendo mais ação na fase de Rucka nesta revista, esta edição foi literalmente um pancadão.
Excelente (9 / 10)

STRAY BULLETS 35
El Capitán
Texto e arte: David Lapham
Stray Bullets é legal, mas é meio exagero chamar lapham de gênio, como fazem alguns críticos “especializados”. A série é um bom quadrinho, mas lapham deixa muito a desejar em termos de diálogo, que muitas vezes derrapam nos clichês mais horrendos (como nesta edição e a frase “I’ll show you mine and you’ll show me yours”; alguma crianã realmente fala isso?). Sem contar as gírias, que parecem escritas por um cara de 50 anos. Mas, bem, não quero parecer cruel com esta revista, que é um bom quadrinho. Lapham é muito bom no ritmo e na construção de alguns dos personagens (parte deles, infelizmente, é mais unidimensioanl do que qualquer personagem de uma história de super-heróis, como o “vilão” desta edição). Enfim, tem os méritos e os defeitos da maioria das séries “indies” do mercado de quadrinhos americano: tem boas idéias, boas situações e bons personagens, mas cai feiamente em clichês de narrativa e caracterização. No fim das contas, séries como Seaguy ou X-Statix são totalmente diferentes de tudo que você vê nas outras mídias, enquanto este Stray Bullets soa apenas como um David Lynch de categoria inferior. Bem, nem todo mundo pode ser genial como um Jaime Hernandez.
Tá, é Bacana (6,5 / 10)

DETONATOR 1
Image
Texto: Mike Baron
Arte: Mel Rubi
A volta de Mike Baron (Nexus, Badger, Flash, Punisher) aos quadrinhos após mais de uma década afastado, trabalhando como roteirista de TV e cinema. E ele volta em grande estilo, com sua habitual mistura de situações simultaneamente realistas e fantásticas e personagens um tanto insanos. Desta vez o maluco é Frank Grace, apaixonado por explosivos (“especialista” é pouco pra ele, já que ele literalmente dorme sobre caixas de dinamite em uma mina abandonada de Montana) que, em busca de vingança por alguma tramóia a ser explicada nas edições seguintes, vai até Hong Kong explodir a sede do chefão local do crime. É incrível como Baron, habituado ao ritmo mais rápido dos quadrinhos dos anos 80, conta mais história nesta edição do que um Brian Bendis ou um Warren Ellis (o atual Ellis) contam em uma minissérie de seis partes. E isso sem deixar que as coisas fiquem rasas ou unidimensionais. Detonator é lido como um bom filme de ação e certamente vai agradar aos fãs de Badger ou da fase de Baron no Justiceiro. Os desenhos de Mel Rubi são muito legais e pop, com uma agilidade incomum – e recebem um ótimo reforço das cores propositalmente simples e chapadas de Brett Evans. Uma boa estréia.
Bom (7,5 / 10)

As melhores frases da semana são:

“You ain’t never seen a five hunnert pound bungee jumper come flyn’ outta the sky before?”
(do Coisa, em Fantastic Four 520)
e
“Ben, please. There’s no place for sexism in the realm of empirical science”.
(de Reed Richards, em She-Hulk 9)

Lembrando que o sistema de notas é
BUENO EXCELLENTE! (10)
Excelente (9 – 9,5)
Muito Bom (8 – 8,5)
Bom (7 – 7,5)
Tá, é bacana (6 – 6,5)
Só para fãs (4 – 4,5 – 5 – 5,5)
Uma porcaria (2,5 – 3 – 3,5)
Que meleca, hein? (1 – 1,5 – 2)
Fuja dessa merda (0 – 0,5)

Recuperando o tempo perdido para o meu vício pelo RPG online Runescape:

AVENGERS – EARTH’S MIGHTIEST HEROES 2 (de 8)
Marvel
Texto: Joe Casey
Arte: Scott Kolins
Joe Casey realiza um bom trabalho mostrando os diversos ângulos em relação à volota do Capitão América à realidade,após décadas congelado em um iceberg. A reação de Steve Rogers ao ligar a televisão pela primeira vez é ótima, assim como suas conversas com Jarvis (o único “membro” dos Vingadores originais que teria capacidade de entender melhor o Capitão – e vice-versa -, graças à idade. Casey e Kolins estão criando aqui uma história clássica de super-heróis e Joe Casey claramente amam estes personagens, o que se traduz de forma muito positiva na história. A arte de Scott Kolins tem se mostrado fantástica nas cenas sem ação, para minha surpresa. Na verdade, Kolins aqui dá um grande salto de qualidade em relação a trabalhos anteriores. Uma ótima série, realista, escapista, inovadora e clássica na medida certa, como um bom quadrinho deve ser.
Muito Bom (8 / 10)

CAPTAIN AMERICA 1
Marvel
Texto: Ed Brubaker
Arte: Steve Epting
O quinto “número 1” na história do Capitão América. E desta vez a nova fase fica a cargo de Ed Brubaker e Steve Epting. Por mais que eu gostde Brubaker e do que ele fez em séries ótimas como Batman e Deadenders, eu tinha dúvidas de que ele fosse o escritor certo para esta revista. Bom, a julgar por esta primeira edição, nada há a se temer. Brubaker usa um ritmo mais lento e climático, incomum para o Capitão América, mas que funciona incrivelmente bem (claro, não é a lentidão sem motivo da “descompressão”, onde nada acontece). Coube a Brubaker assentar a vida de Steve Rogers após as tragédias de Avengers Disassembled: a destruição da Mansão dos Vingadores; a morte do Gavião Arqueiro; a traição da Feiticeira Escarlate; a total destruição do prédio de apartamentos onde Rogers morava; o fim dos Vingadores, etc. felizmente, Brubaker não perde tempo em reminiscências sobre a péssima fase de Brian Bendis em Avengers e vai direto ao ponto. Rogers agora mora em um imenso loft abandonado no Brooklyn, com direito a entrada de parede holográfica e outras defesas típicas da SHIELD. Nesta edição, ele recebe a visita de Sharon Carter, que agora é seu elo oficial de ligação com a agência de contra-espionagem. Nos bastidores, o Caveira Vermelha prepara sua volta, após escapar da prisão (ele foi preso na edição do mês passado, ainda a cargo de RObert Kirkman) e recuperar o Cubo Cósmico. Ainda que isso pareça uma história padrão do Capitão, o ritmo, a ambientação, os ótimos diálogos e a boa caracterização, cortesia de Brubaker, fazem a diferença. Sem falar no final, que me pegou totalmente de surpresa e certamente muda os rumos da vida do Capitão. Destaque ainda para a excelente arte de Steve Epting, que trilhou um longo caminho desde os tempos em que desenhava os Vingadores de Bob Harras, nos anos 90. Seu estilo aqui está maduro, hiperrealista, cheio de nuances e extremamente competente tanto nas cenas de ação como nos diálogos (ele faz você realmente acreditar que aquele escudo possa fazer aquelas coisas bizarras).Um forte e impressionante começo, para uma série que promete. Já era hora do Capitão América voltar a ter boas histórias, o que não acontecia desde, sei lá, a primeira fase de Mark Waid no título, anos atrás.
Muito Bom (8 / 10)

CONAN 10
Dark Horse
Texto: Kurt Busiek
Arte: Cary Nord e Thomas Yeates
Busiek volta a adaptar mais um conto de Robert E. Howard, cumprindo a função deste título, que é contar todas as histórias de Conan criadas por Howard em sua ordem cronológica, intercalando-as com contos originais criados por Busiek, como os das duas últimas edições. No caso de adaptações do texto de Howard, como acontece nesta edição, boa parte dos diálogos e recordatórios vêm das linhas originais de Howard. O conto em questão é The God in the Bowl, aqui com o nome de The Temple of Kallian Publico. Dando prosseguimento ao contrato que assumiu na edição anterior, em uma taverna, Conan invade um templo com a intenção de recuperar um objeto, supostamente roubado dos pertences do sujeito que o contratou, um nobre almofadinha típico do reino da Nemédia. Mas Conan é surpreendido por um dos guardas e, para piorar tudo, o dono do templo é encontrado morto, estrangulado. É o ponto de partida para que Busiek (após Howard, claro) nos surpreenda contando uma história de mistério policial no título do Conan. Funciona muito bem, graças ao senso climático de Busiek e à arte lírica de Cary Nord.
Bom (7,5 / 10)

FANTASTIC FOUR 520
Marvel
Texto: Mark Waid
Arte: Mike Wieringo
É a primeira parte do arco Rising Storm, em quatro edições, que encerra a ótima fase de Waid e Wieringo no título. Galactus recrutou Johnny Storm como seu novo arauto, já que seus novos poderes de invisibilidade são capazes de rastrear os planetas que estão invisíveis, escondidos do gigante cósmico. Na Terra, Sue, Ben e Reed, que estão sem espaçonaves, pedem a ajuda de Quasar para viajar até o espaço. Entre as cenas, ótimos e curtos lances de flashback que mostram como Waid entende e gosta destes personagens. Uma fase um tanto subestimada desta revista, que parece estar terminando em grande estilo. Diálogos excelentes e hilários, situações bizarras e um tom pop permeando tudo. O Quarteto não era tão bom assim há muito tempo, talvez desde a fase de John Byrne, lááá atrás. Pena que stá no final e só resta torcer para que a Marvel não escolha seus patetas habituais para o próximo grupo de criação desta série.
Muito Bom (8,5 / 10)

GREEN ARROW 44
DC
Texto: Judd Winick
Arte: Phil Hester
O penúltimo e quinto capítulo do arco (sem trocadilhos) New Blood, onde Mia, a sidekick de Oliver Queen, o Arqueiro Verde, descobre que é HIV positiva. Poderia soar barato e apelativo nas mãos de um escritor chulé como Brad Meltzer, mas Judd Winick, que já perdeu um parceiro para a AIDS e tem uma certa sensibilidade de quadrinho independente (ele era o autor de Barry Ween, Boy Genius) lida com esta situação de forma competente. Winick consegue ser esclarecedor sem soar panfletário e sensível sem ser piegas em nenhum momento. Peter David já lidou de forma magistral com a questão da AIDS em seu Hulk, anos atrás, e são poucos os personagens da DC que permitiriam esse tipo de approach sem que tudo soasse forçado. Mas o Arqueiro Verde sempre foi palco para este tipo de temática, desde os anos 70 e as histórias de Denny O’Neil até os anos 80 e a fase “mature readers” a cargo de Mike Grell. Graças a isso e ao bom senso de Winick, o tema não parece fora de lugar aqui. E, claro, é um alívio ler histórias pelo menos razoávgeis do Arqueiro Verde após quase quatro anos de nonsense a cargos de péssimos escritores como Kevin Smith e Brad Meltzer. Phil Hester se firma como bom artista e vem evoluindo visivelmente neste título, com um estilo bem menos confuso do que o que adotou em seu Swamp Thing. Boas caracterizações de Oliver Queen, Mia e Connor Hawke e – felizmente – a mão de Winick jamais chega a pesar sobre o tema, que já é pesado por si só.
Bom (7 / 10)

HUMAN TARGET 16
Vertigo
Texto: Peter Milligan
Arte: Cliff Chiang
A conclusão de The Second Coming e as terríveis consequências do fato de Christopher Chance, o Alvo Humano, estar representando um suposto realizador de milagres. É curioso como Chance se torna Paul James, o tal rapaz miraculoso, agindo e pensando como ele, quase à beira da insanidade. O que é representação, o que é terapia e o que loucura em toda a performance de Chance? Difícil dizer. Milligan, sabiamente, também evita respostas definitivas nesta reta final, o que só iria prejudicar e enfraquecer todo o arco. Chance é louco? Paul James realmente realiza milagres? A morte vem para quem merece? Uma boa conclusão para um momento impressionante desta série, com arte ágil e enxuta de Cliff Chiang, que está cada vez melhor.
Muito Bom (8 / 10)

JLA 108
DC
Texto: Kurt Busiek
Arte: Ron Garney
Em sua edição de estréia, no mês passado, Kurt Busiek mostrou Flash e Ajax enfrentando o Constrtuo, um velho vilão da Liga da Justiça que agora é uma espécie de ciberespaço senciente (ele faz muito mais sentido hoje em dia do que na Era de Prata, graças à Internet, etc). Nesta edição, Busiek concentra seus esforços no Sindicato do Crime da América, a versão negativa da Liga (aquela mesma do especial Terra-2, de Grant Morrison e Frank Quitely). Assim como na edição anterio, Busiek dá a impressão de estar trabalhando com “altos conceitos” e ameaças absurdas, seguindo a linha de Morrison na época em que este escrevia a JLA. Ainda não está claro se o bom e velho Kurt é páreo pra essa missão, aparentemente um pouco distante do seu estilo atual de escrita. Mas este número é melhor que a edição de estréia, que foi meio brochante e repleta de infodump. Entediados, o Sindicato do Crime varre o universo de anti-matéria onde vivem em busca de algo para saquear, até que encontram – justamente – o planeta Qward, lar dos guerreiros trovejantes que são inimigos tradicionais do Lanterna Verde (Hal Jordan).A luta entre o maior grupo de supervilões do universo e a mais terrível raça de guerreiros toma proporções terríveis, claro, até que é interrompida por um esquisitíssimo dèja vu, que faz com que o início da história se repita de forma diferente. O que isso quer dizer, só na próxima dição. Aliás, a LIga em si também é só na próxima edição, já que toda esta história é focada no universo de anti-matéria e no Sindicato do Crime, sem que a Liga apareça sequer em uma ponta. Nenhum problema com isso, mas ainda não está claro o que Busiek pretende não só com este arco, mas com este tipo de abordagem da JLA como um todo. Ainda assim, mais intrigante e interessante que a quase rasteira edição anterior. Ron Garney, um dos meus desenhistas favoritos, sofre com a arte-final de Dan Green, que deixa seu traço um tanto “solto” demais, com jeito de esboço. Esta nova fase a cargo de Busiek tem potencial, mas por enquanto temos a impressão de que ele está tentando escrever a Liga de forma “morrisoniana” e não sei se isso combina com o seu estilo.
Tá, é Bacana (6,5 / 10)

MADROX 3
Marvel Knights
Texto: Peter David
Arte: Pablo Raimondi
James Madrox descobre mais sobre o mistério que envolve a morte de um de seus duplos, em Chicago. Peter David está em plena forma aqui e, quando eu já achava que ele não iria manter o nível das duas primeiras edições, ele surpreende com situações e diálogos inacreditáveis. Madrox, o Homem-Múltiplo, tem um dos poderes mais interessantes e de maior potencial nas mãos de um bom escritor. Felizmente, este é o caso de David. Uma mistura sensacional de noir (propositalmente meio fake, às vezes), mistério, policial e mutantes, com um ótimo plot e desenhos extraordinários de Pablo Raimondi. Uma das melhores coisas do ano, ao lado de Fallen Angel (do mesmo David), We3, Rex Mundi, Love and Rockets e Queen and Country.
Excelente (9 / 10)

BOOKS OF MAGICK – LIFE DURING WARTIME 5
Vertigo
Texto: Si Spencer (a partir de uma história de Spencer e Neil Gaiman)
Arte: Dean Ormston
O mais legal desta série é que, apesar de envolver magia, uma realidade alternativa (futuro possível?), a Rainha de Faerie e essas coisas todas, ela soa mais como uma história de espionagem e guerra do que um conto de fadas. Quero dizer, todo o plot gira em torno de magia, mas o clima geral é mais épico do que fantasioso. Si Spencer tem boas i´dieas e agora que o plot está mais claro, a fica mais fácil curtir esta série. Nesta edição, Brewster (na verdade, Sirius) aparentemente se sacrifica para salvar Timothy Hunter, enquanto Zatanna consegue se apossar da terceira e última chave capaz de invocar os Livros de Magia (que, por sua vez, serão usados para conjurar Hunter da falsa realidade onde ele está preso). No final, a surpreendente revelação de que Constantine (claro, tinha que ser ele) na verdade tem um plano maior e está agindo em conjunto com sua suposta inimiga, a Rainha de Faerie – e, ao que parece, prestes a trair seus amigos, como Lorde Midian e Zatanna. Uma exótica mistura de magia, fantasia, guerra e intriga de espionagem. E, pior, tem funcionado. Os desenhos de Dean Ormston são bem especiais e provocam o tom de estranheza necessário (este número, por sinal, foi o que mais se pareceu com uma história de horror até agora, com toques bem bizarros).
Bom (7,5 / 10)

LUCIFER 56
Vertigo
Texto: Mike Carey
Arte: Peter Gross
Mais uma edição sem a presença do personagem-título, mas funciona. Mazikeel resolve ir em busca de sua mãe, Lilith, para saber sobre o paradeiro de Lúcifer, que desapareceu nas raízes de Yggdrasil, a Árvore-Mundo. Ela encontra Lilith de partida de seu mundo, que cai em ruínas enquanto ela se afasta. Lilith conta que chegou o momento de equilíbrio, onde a balança pode pender para qualquer lado. No Inferno, as hostes estão unidas pela primeira vez, como um só exército: demônios e condenados, lado a lado. Lilith então nos leva a uma sequência de flashback, onde ela conta a Mazikeel como abandonou um de seus filhos à danação infinita após iniciar uma jornada pelo caos, pelos terrenos além da criação e do mundo sólido. Nesse limbo, o “mundo mole”, ela encontra nada menos que um restaurante macrobiótico (um genial trocadilho, já que o restaurante se assentava sobre uma das raríssimas bases sólidas do caos, uma espécie de montanha viva, uma “macro-voda”. Lá ela encontra uma pequena conspiração para destronar Yahweh e arruinar a Cidade Prateada (os céus). Uma edição interessante, mas espero que Lucifer não demore mais tanto tempo para concluir seus principais plots. Peter Gross oferece uma arte sólida, no estilo tradicional de fantasia da Vertigo.
Bom (7 / 10)

METAL HURLANT 13
Humanoids/DC
Vários artistas
Compilações são o meu formato favorito de revistas, mais ainda do que o álbum ou TPB. Adoro essa mistura de gêneros, artistas e climas. Infelizmente, não é um veículo que venda muito atualmente no mercado americano. Metal Hurlant, por exemplo, em sua nova encarnação, vende pouquíssimo e só existe ainda porque a Humanoids (braço americano da francesa Humanoides Associés, criadora da primeira e seminal Mètal Hurlant) se associou à DC Comics para efeito de distribuição e vendas. Bom, normalmente essa nova Metal Hurlant é meio irregular, mas quando acerta no alvo acerta lindamente. A primeira história desta edição, The Second Son, é um bom exemplo. Intriga e brigas familiares em uma ambientação de fantasia, com textos de Brian Robertson e belíssimos desenhos do francês Fred Beltran. A melhor história da edição é a estréia da série Lucha Libre, a cargo de Jerry Frissen (plot) e Bill (texto e desenhos). A arte do francês Bill é caricatural e hilária, se encaixando á perfeição nesta absurda história que mostra um grupo de lutadores de telecatch (no estilo do Santo, aquele personagem mexicano) que são a “reencarnação das múmias astecas”. Os cinco – El Gladiator, Red Demon, Diablo Loco, Kid Karateca e Dr. Panthera – devem enfrentar uma gangue de lobisomens que roubam rádios e toca-fitas de carros. Mas, coitados, sempre se fodem e são ridicularizados. Absurdo e sensacional, que venham mais histórias dos Luchadores Five.
Elemental, por Jim Alexandre e David Lloyd, é um típico quadrinho inglês de horror, que funciona a contento. A série The Zombies That Ate The World, por Jerry Frissen e Guy Davis, prossegue com sua absurda história de um mundo onde humanos devem conviver pacificamente com zumbis. Tem momentos hilários, mas às vezes soa meio forçada. Marcel, dos franceses Nicolas Pothier e Yannick Carboz é uma boa história curta envolvendo um sujeito e seus devaneios com o mundo dos gangsters. Finalmente, Fragile é uma série em continuação, a cargo do italiano Stefano Raffaele. Um desenho ágil e expressivo, mas a história em si demora a decolar (e, apesar de não envolver humor e ser realista, sua ambientação é um tanto parecida demais com a da outra série em capítulos da revista, The Zombies That Ate The World: num mundo apocalíptico, o planeta é habitado por zumbis.
Enfim, os pontos altos são The Second Son, Lucha Libre e Marcel, que elevam o nível da revista. As demais histórias não são ruins, pelo contrário. Mas se mantêm em um patamar padrão de qualidade para o quadrinho europeu e americano. Acho que essa revista se beneficiaria com a ausência de histórias seriadas.
Bom (7,5 / 10)

THE PUNISHER 13 e 14
Marvel Max
Texto: Garth Ennis
Arte: Dougie Braithwaite
Duas edições de The Punisher esse mês, abrindo a saga Mother Russia. Na primeira edição, Frank Castle mata um líder da máfia russa em Nova York, somente para descobrir que era uma isca plantada por Nick Fury. O agente da SHIELD deseja contratar Castle para um serviço federal extra-oficial: invadir uma base militar na Rússia e obter uma amostra de um novo vírus capaz de fazer o Ebola parecer uma gripe. Bom, Garth Ennis é um escritor de talento, com ótimos diálogos e boas idéias, mas seu Justiceiro, desde que passou a ser mature readers e parte do selo Max, se mostrou uma leitura no máximo correto e bastante burocrática. Não há nada de errado com os plots e roteiros, mas eles não são nem um pouco empolgantes. Parece que Ennis está em piloto automático nesta série e nestas duas edições em especial ele ainda tem a extremamente infeliz idéia de usar sua “versão Max” do Nick Fury, que apareceu pela primeira vez na minissérie Fury. Acontece que este Nick Fury “garth-enisado” é simplesmente insuportável, um velho linha dura chato, ranheta e “durão”. E duvido que Frank Castle estaria disposto a realizar serviços sujos para o governo americano. Enfim, não é uma leitura ruim, mas é burocrática, irritante às vezes (principalmente as cenas envolvendo Fury) e bem aquém do que Ennis é capaz de fazer. Aliás, após anos de histórias de guerra e do Justiceiro, está na hora de Ennis mudar o disco. A arte de Braithwaite é competente e realista, mas nada demais. O melhor acaba sendo a arte-final de Bill Reinhold, ex-desenhista de Badger e do próprio Justiceiro, na época em que o personagem era escrito por Mike Baron. Seu estilo dá um certo brilho ao desenho.
Tá, é Bacana (6 / 10)

BIRDS OF PREY 76
DC
Texto: Gail Simone
Arte: Joe Prado e Ed Benes.
Gail Simone é uma boa escritora e Birds of Prey vem mantendo um bom nível de qualidade nos textos. Esta edição mantém esta qualidade, embora eu não esteja tão certo de que esta série permita a aparição de seres super-poderosos de forma confortável. Canário Negro, Caçadora e Oráculo devem resolver o problema de uma adolescente capaz de utilizar poderes mágicos de outras pessoas e que está matando traficante de drogas (seria uma espécie de versão teen e feminina do Justiceiro, se ela não pudesse replicar os poderes do Sr. destino e Zatanna, entre outros. Meio fora de lugar nesta série, mas a história se mantém graças ao bom ritmo e diálogos do texto de Gail. A edição, contudo, perde pontos com o desenho burocrático e pobre de Prado e Benes, que insistem na falida opção pelo sub-mangá.
Tá, é Bacana (6,5 / 10)

CATWOMAN 37
DC
Texto: Ed Brubaker
Arte: Paul Gulacy
A despedida de Ed Brubaker desta série, após mais de três anos e de ter feito Selina Kyle uma personagem interessante novamente, resgatando a Mulher-Gato das trevas da fase desenhada pelo horroroso Jim Balent. Nada muito a fazer, a não ser se despedir dos personagens. Todos eles aparecem: é aniversário de Selina e estão lá, entre outros, Ted Grant (o Pantera) e Slam Bradley. Uma história low-profile concluindo uma das melhores séries dos últimos anos (infelizmente atrapalhada pelo crossover War Games nas edições recentes). Felizmente, Paul Gulacy permanece na arte e, apesar das críticas dos fariseus, mostra que ainda é um excelente desenhista. Vamos ver o que novo roteirista, Scott Morse, tem reservado para esta série, no mês que vem. Mas sem Brubaker não vai ser mais a mesma coisa.
Bom (7 / 10)

EX MACHINA 6
Wildstorm
Texto: Brian K. Vaughan
Arte: Tony Harris
Ex Machina é, facilmente, um dos cinco melhores quadrinhos do ano e de longe a melhor coisa que Vaughan já escreveu (incluindo aqui o ótimo Y – The Last Man). Esta edição é o início do arco Tag, onde Hundred começa a tentar descobrir o que é afinal o estranho símbolo parecido com ideogramas chineses que foi encontrado nos destroços da explosão que lhe deu seus poderes de “comandar” as máquinas. Como além de super-heróis ele também é o prefeito de Nova York (felizmente Ex Machina não se passa em nenhum “universo” compartilhado), a edição tem diversos toques geniais: o papo entre Hundred e um agente federal; a conversa sobre o vale-esco9la e a falência do ensino público; e, ao que parece, em um sensacional cliffhanger, a decisão de Hundred de legalizar o casamento de homossexuais. Soma-se a isso uma fantástica sequência passada no metrô, onde dois operários discutem as diferenças morais entre a ejaculação facial e o golden shower antes de descobrirem um cachorro estranhamente eviscerado e você tem nas mãos o melhor quadrinho da semana.
Excelente (9,5 / 10)

SHE-HULK 9
Marvel
Texto: Dan Slott
Arte: Paul Pelletier
She-Hulk talvez seja a melhor revista mensal da Marvel atualmente, graças ao humor absurdo de Dan Slott, que não por coincidência apresenta ecos da Liga da Justiça de Giffen e DeMatteis. Esta edição mistura um bizarro processo criminal entre Hércules e Constritor, além de uma genial aparição relâmpago de Howard, o Pato, processando George Lucas. O estranho é que, ao mesmo tempo que é histriônica e hilária, esta série soa como material clássico da Marvel dos anos 70 e 80. Faz pensar seriamente como quadrinhos de super-heróis metidos a “adultos” não são apenas ridículos, no final das contas. Em sua estréia nesta série, Paul Pelletier mostra segurança nas cenas de ação e nas situações absurdas.
Excelente (9 / 10)

WONDER WOMAN 210
DC
Texto: Greg Rucka
Arte: Drew Johnson
Após várias edições burocráticas e sem grandes atrativos, Greg Rucka finalmente mostra aqui o brilho e a compreensão dos antigos gregos que ele demonstrou possuir na edição especial Hiketeia. Diana enfrenta Medusa em um estádio de futebol, em uma luta que tem o próprio Ares como juiz. O que ela não sabe é que a luta está sendo televisionada para o mundo todo, graças à feitiçaria grega, em uma tentativa de transformar bilhões de seres em pedra em homenagem à Poseidon. Extremamente brutal, a luta é retratada de forma brilhante, mostrando de vez que, apesar de super-heroína, Diana é uma amazona com seus próprios códigos de ética e honra. Rucka ainda aproveita para mostrar como nosso mundo moderno, apesar de suas barbáries peculiares, está a milhas de distância da selvageria clássica. As últimas páginas têm duas cenas de tirar o fôlego e que certamente vão alterar a personagem Mulher-Maravilha de forma definitiva (pra melhor, acredito). O ponto fraco, mais uma vez, é o desenho sem brilho de Drew Johnson, uma espécie de Ron Randall piorado. Pra quem estava querendo mais ação na fase de Rucka nesta revista, esta edição foi literalmente um pancadão.
Excelente (9 / 10)

STRAY BULLETS 35
El Capitán
Texto e arte: David Lapham
Stray Bullets é legal, mas é meio exagero chamar lapham de gênio, como fazem alguns críticos “especializados”. A série é um bom quadrinho, mas lapham deixa muito a desejar em termos de diálogo, que muitas vezes derrapam nos clichês mais horrendos (como nesta edição e a frase “I’ll show you mine and you’ll show me yours”; alguma crianã realmente fala isso?). Sem contar as gírias, que parecem escritas por um cara de 50 anos. Mas, bem, não quero parecer cruel com esta revista, que é um bom quadrinho. Lapham é muito bom no ritmo e na construção de alguns dos personagens (parte deles, infelizmente, é mais unidimensioanl do que qualquer personagem de uma história de super-heróis, como o “vilão” desta edição). Enfim, tem os méritos e os defeitos da maioria das séries “indies” do mercado de quadrinhos americano: tem boas idéias, boas situações e bons personagens, mas cai feiamente em clichês de narrativa e caracterização. No fim das contas, séries como Seaguy ou X-Statix são totalmente diferentes de tudo que você vê nas outras mídias, enquanto este Stray Bullets soa apenas como um David Lynch de categoria inferior. Bem, nem todo mundo pode ser genial como um Jaime Hernandez.
Tá, é Bacana (6,5 / 10)

DETONATOR 1
Image
Texto: Mike Baron
Arte: Mel Rubi
A volta de Mike Baron (Nexus, Badger, Flash, Punisher) aos quadrinhos após mais de uma década afastado, trabalhando como roteirista de TV e cinema. E ele volta em grande estilo, com sua habitual mistura de situações simultaneamente realistas e fantásticas e personagens um tanto insanos. Desta vez o maluco é Frank Grace, apaixonado por explosivos (“especialista” é pouco pra ele, já que ele literalmente dorme sobre caixas de dinamite em uma mina abandonada de Montana) que, em busca de vingança por alguma tramóia a ser explicada nas edições seguintes, vai até Hong Kong explodir a sede do chefão local do crime. É incrível como Baron, habituado ao ritmo mais rápido dos quadrinhos dos anos 80, conta mais história nesta edição do que um Brian Bendis ou um Warren Ellis (o atual Ellis) contam em uma minissérie de seis partes. E isso sem deixar que as coisas fiquem rasas ou unidimensionais. Detonator é lido como um bom filme de ação e certamente vai agradar aos fãs de Badger ou da fase de Baron no Justiceiro. Os desenhos de Mel Rubi são muito legais e pop, com uma agilidade incomum – e recebem um ótimo reforço das cores propositalmente simples e chapadas de Brett Evans. Uma boa estréia.
Bom (7,5 / 10)

As melhores frases da semana são:

“You ain’t never seen a five hunnert pound bungee jumper come flyn’ outta the sky before?”
(do Coisa, em Fantastic Four 520)
e
“Ben, please. There’s no place for sexism in the realm of empirical science”.
(de Reed Richards, em She-Hulk 9)

Lembrando que o sistema de notas é
BUENO EXCELLENTE! (10)
Excelente (9 – 9,5)
Muito Bom (8 – 8,5)
Bom (7 – 7,5)
Tá, é bacana (6 – 6,5)
Só para fãs (4 – 4,5 – 5 – 5,5)
Uma porcaria (2,5 – 3 – 3,5)
Que meleca, hein? (1 – 1,5 – 2)
Fuja dessa merda (0 – 0,5)

6 pensamentos em “Quadrinhos da Semana (17/11)”

  1. Engraçado é que no primeiro arco do Justiceiro Max, ele se recusa a trabalhar pra CIA, com discurso de que não luta mais a guerra dos outros. Como é que agora ele aceita trabalhar pra SHIELD?Posted by Rafael “Lupo” at 10:11 Friday December 26, 2004

  2. E tem tanta gente mais manobravel que o caolho poderia contratar. Inclusive meta-humanos. O Frank me parece muito escandaloso pruma missão do tipo espionagem.Posted by Anônimo Veneziano at 8:45 Sunday December 28, 2004

  3. O Garth Ennis precisa se renovar. Deu no saco já os personagens dele “Bad Ass sem razão”. Um bando de personagens cínicos e bad boys escritos de forma merda por um zé ruela que quer ser Clint Eastwood mas não tem idéia como, ao meio de bizarrices pós-tarantinos que morreu com Guy Ritchie. O Ennis acha que é só forçarem músculos faciais enquanto mastigam seus charutos (tá virando Wolverine anos 90).

    A última que foi boa dele é a que o Justiceiro vai atrás daqueles dois policiais corruptos.Posted by M.A. Lobato at 16:07 Sunday December 28, 2004

  4. Verdade. O Ennis até funciona quando a coisa é mais engraçada, mas quando ele tenta ser realista ele perde feio pra gente como o Greg Rucka (em Queen & Country, por exemplo). Vc acertou em cheio, é meio sub-Eastwood mesmo. Aliás, o Fury nessa história é desenhado pra parecer o velho Clint.

    Um meta-humano mais mané, como o Paladino, por exemplo, seria muito mais adequado, como lembrou o Veneza.Posted by Alexandre Mandarino(www) at 20:57 Sunday December 28, 2004

  5. Era exatamente no Paladino que eu estava pensando…

    a fama de mercenário já pegou.Posted by Anônimo Veneziano at 5:01 Monday December 29, 2004

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