Escrever

Trabalhei durante 12 anos em jornalismo, esse demônio da “música civilizada e informação relevante”. Doze longos anos, recheados de noites em claro em redações sem janelas, chefes gordos e eunucos, puxa-sacos de todos os tipos e para todos os sacos. Chuva negra.
Desisti desse caminho em 2001, quando resolvi finalmente criar coragem para fazer o que eu sempre quis, desde os 16 anos (estou com 33 agora – essa coragem demorou para vir): escrever. Não, não escrever matérias. Chega de polir a vidraça dos outros. Não me interessa que merda a Adobe está lançadno este mês, o que o Ed Motta pensa do disco novo dele e muito menos que efeitos a nova decisão da Microsoft, da Warner Music ou de alguma ONG pró-mendigos vai ter sobre o dia-a-dia. Foda-se. E me interessa menos ainda informar as pessoas sobre essas coisas. Querem saber de algo? Procurem outra pessoa.
Mas escrever ficção, deixar sair da minha cabeça esse copo de situações, cenários, tramas e personagens absurdos que vêm alimentando o meu cérebro e a minha alma desde que eu era criança. Trabalhar em Jornalismo vicia e estraga seu estilo. Seu texto fica cheio de fórmulas e “leads” morais. É um alívio me ver livre disso.

O estranho é que um certo ranço da “informação” permanece. Tento exorcizar e dar vazão a isso escrevendo a HyperPOP!, uma newsletter semanal. Ali coloco a única informação que me interessa: arte, ciência e política. Arte, esse bálsamo-suco vaginal que nos alimenta a todos e dá sentido à vida: literatura, música, arte, quadrinhos, games, cinema, fotografia, moda, arquitetura. Ciência, o presente dos deuses: nanotecnologia, informática, psicologia. Política, o campo de batalha: conspirações, nossa liberdade pessoal e social.

Informar é preciso, mas do MEU jeito, sobre o que EU quero.

Mas o que realmente me deixa vivo é escrever ficção. Estou exercitando isso em capítulos diários da boa (espero) e velha (mas nem tanto) pulp fiction, no site Hypervoid. Ali coloco alguns contos também, além desses conta-gotas cotidianos de sonho. E aqui neste blog é que eu entro. Entro na Dobra e vou parar do outro lado.

Trabalhei durante 12 anos em jornalismo, esse demônio da “música civilizada e informação relevante”. Doze longos anos, recheados de noites em claro em redações sem janelas, chefes gordos e eunucos, puxa-sacos de todos os tipos e para todos os sacos. Chuva negra.
Desisti desse caminho em 2001, quando resolvi finalmente criar coragem para fazer o que eu sempre quis, desde os 16 anos (estou com 33 agora – essa coragem demorou para vir): escrever. Não, não escrever matérias. Chega de polir a vidraça dos outros. Não me interessa que merda a Adobe está lançadno este mês, o que o Ed Motta pensa do disco novo dele e muito menos que efeitos a nova decisão da Microsoft, da Warner Music ou de alguma ONG pró-mendigos vai ter sobre o dia-a-dia. Foda-se. E me interessa menos ainda informar as pessoas sobre essas coisas. Querem saber de algo? Procurem outra pessoa.
Mas escrever ficção, deixar sair da minha cabeça esse copo de situações, cenários, tramas e personagens absurdos que vêm alimentando o meu cérebro e a minha alma desde que eu era criança. Trabalhar em Jornalismo vicia e estraga seu estilo. Seu texto fica cheio de fórmulas e “leads” morais. É um alívio me ver livre disso.

O estranho é que um certo ranço da “informação” permanece. Tento exorcizar e dar vazão a isso escrevendo a HyperPOP!, uma newsletter semanal. Ali coloco a única informação que me interessa: arte, ciência e política. Arte, esse bálsamo-suco vaginal que nos alimenta a todos e dá sentido à vida: literatura, música, arte, quadrinhos, games, cinema, fotografia, moda, arquitetura. Ciência, o presente dos deuses: nanotecnologia, informática, psicologia. Política, o campo de batalha: conspirações, nossa liberdade pessoal e social.

Informar é preciso, mas do MEU jeito, sobre o que EU quero.

Mas o que realmente me deixa vivo é escrever ficção. Estou exercitando isso em capítulos diários da boa (espero) e velha (mas nem tanto) pulp fiction, no site Hypervoid. Ali coloco alguns contos também, além desses conta-gotas cotidianos de sonho. E aqui neste blog é que eu entro. Entro na Dobra e vou parar do outro lado.

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