Mordida

Canais a cabo têm o poder de fazer com que você assista porcarias que, do contrário, nunca teriam passado pelo seu radar. Graças a isso, hoje vi vários e longos pedaços de Tank Girl, o filme – que é baseado em um de meus quadrinhos favoritos.

Como conseguiram transformar a obra-prima überpop de Alan Martin e Jamie Hewlett naquela… coisa? O filme é uma das experiências mais patéticas que já tive o desprazer de presenciar. TUDO ali está errado. Tudo. Do início ao fim. E não estou falando de “fidelidade ao quadrinho” ou similar nonsense, mas de bom sense mesmo. Que coisa mais cafona é aquele filme. Não adianta, americano é caipira e não entende o bom humor e o “wit” ingleses. Quando o assunto é raciocínio pop, só não são mais sem talento e clueless do que os franceses, que geram aberrações como O Pacto dos Lobos e O Quinto Elemento (filmes mais ridículos). Existe uma tênue e sutil linha entre o humor histriônico pop e a pura e simples cafonice – e americanos e franceses tendem a ficar neste lado mais infeliz da tal linha, quando se trata de pop. Pop é para poucos. Ingleses, alemães, islandeses, espanhóis, mexicanos e novaiorquinos sabem ser pop. Franceses, gregos, portugueses, argentinos e californianos, não. Falta wit, panache e je ne ce fucking qua.

E tem mais: Lori Petty, a “atriz” que interpreta minha querida Tank Girl, é uma VELHA. Como assim?

Felizmente, neste mesmo fim-de-semana assisti o ultra-divertido Snatch. GTA tarantinesca com roteiro inacreditável e atuação brilhante de Brad Pitt. Eu adoro esses filmes de bandidos e pessoas esquisitas que se envolvem em dezenas de sub-plots que se interligam e são repletos de piadas racistas e regionais. E Snatch é brilhantemente bem dirigido.

Canais a cabo têm o poder de fazer com que você assista porcarias que, do contrário, nunca teriam passado pelo seu radar. Graças a isso, hoje vi vários e longos pedaços de Tank Girl, o filme – que é baseado em um de meus quadrinhos favoritos.

Como conseguiram transformar a obra-prima überpop de Alan Martin e Jamie Hewlett naquela… coisa? O filme é uma das experiências mais patéticas que já tive o desprazer de presenciar. TUDO ali está errado. Tudo. Do início ao fim. E não estou falando de “fidelidade ao quadrinho” ou similar nonsense, mas de bom sense mesmo. Que coisa mais cafona é aquele filme. Não adianta, americano é caipira e não entende o bom humor e o “wit” ingleses. Quando o assunto é raciocínio pop, só não são mais sem talento e clueless do que os franceses, que geram aberrações como O Pacto dos Lobos e O Quinto Elemento (filmes mais ridículos). Existe uma tênue e sutil linha entre o humor histriônico pop e a pura e simples cafonice – e americanos e franceses tendem a ficar neste lado mais infeliz da tal linha, quando se trata de pop. Pop é para poucos. Ingleses, alemães, islandeses, espanhóis, mexicanos e novaiorquinos sabem ser pop. Franceses, gregos, portugueses, argentinos e californianos, não. Falta wit, panache e je ne ce fucking qua.

E tem mais: Lori Petty, a “atriz” que interpreta minha querida Tank Girl, é uma VELHA. Como assim?

Felizmente, neste mesmo fim-de-semana assisti o ultra-divertido Snatch. GTA tarantinesca com roteiro inacreditável e atuação brilhante de Brad Pitt. Eu adoro esses filmes de bandidos e pessoas esquisitas que se envolvem em dezenas de sub-plots que se interligam e são repletos de piadas racistas e regionais. E Snatch é brilhantemente bem dirigido.

7 pensamentos em “Mordida”

  1. ; ))É que como as propostas são bem diferentes, assim fica mais fácil de cada um achar o que quer. Muita gente que lia o antigo blog não gostava das notícias, só das notas mais pessoais – e vice-versa. Na prática, os únicos que são atualizados com frequência são o blog (aqui) e o Hypervoid (com os textos em capítulos).O McQueen é atualizado bem esporadicamente e o HyperPOP! nunca é atualizado, é só a página pra que assinem a newsletter, mesmo.É que acho melhor não misturar os textos de ficção, as notícias e o blog (MUITA gente achava que eu tava tentando dizer que os textos de ficção eram autobiográficos e que as notícias eram de minha “autoria” quando estavam misturadas com o blog pessoal.

  2. Tava brincando cara! Quanto mais melhor! E faz sentido você separar as coisas.

    Eu também gosto desses filmes tipo videoclip-de-malaco-europeu-com-mil-historinhas. Adoro o Snatch e seu irmao mais velho, Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes (do qual surrupiei o nome para fazer uma HQ).

  3. Eh, eh, eu sei, cara! ; ))) Mas é que realmente existe o risco de ficar coisa demais. Mas tava com saudade de escrever esses trecos mais pessoais ; )

    Vi o Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes uns anos atrás, na casa de uma amiga. Gostei do filme, mas foi num dia em que eu tava com tanto sono que confesso que não lembro de nada do filme – eu me esforçava pra continuar acordado. E os filmes do Guy Ritchie têm roteiros bizarramente enrolados, então não é uma boa ver com sono! Vou ver se alugo e revejo o filme.

    E fala mais dessa HQ aí!

  4. O nome da bicha é OVNIS, TRAPAÇAS E DOIS CANOS FUMEGANTES. Uma HQ curtinha desenhada pelo ilustríssimo Antonio Eder que já foi até letreirada. Ontem eu tava dando uma revisa, a acho que vai ficar engraçadinha sim. Quando tiver mais novidades dou o toque.

  5. Assisti poucos e não tão longos pedaços do Tank Girl hoje. Agora lembro que já tinha visto antes. Entendo o que eles tentaram fazer, mas acho que não deu certo. Ficou ruim.

    E a atriz não raspou a cabeça. Ficou esquisito o contraste quando apareceram os desenhos do quadrinho. Acho isso um grande desleixo do ator em relação ao personagem. Nunca perdoei o Gene Hackman por fazer um Luthor cabeludo. E se o diretor não insistisse ele nem teria raspado o bigode. Se acham que um filme baseado em quadrinhos não é pra ser levado a sério que não aceitem o papel.Posted by Anônimo Veneziano at 22:12 Saturday July 26, 2004

  6. Exatamente! É o que penso também. Como a Halle Berry, que após ganhar o Oscar começou a ridicularizar o papel da Tempestade. Acho que ela tava é com raiva por não ser a protagonista.

    E é isso mesmo, se o cara acha que, por ser baseado em quadrinhos, o papel é “menor”, é melhor não aceitar. Lembro que achei na época o Lex Luthor do Gene Hackman tão sem graça em comparação ao dos quadrinhos… E aquele filme é brilhante.Posted by Alexandre Mandarino(www) at 22:02 Monday July 28, 2004

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