Quadrinhos da Semana (15/09) – Parte 2

BOOKS OF MAGICK – LIFE DURING WARTIME 3
Vertigo
A nova revista mensal dedicada ao mago Timothy Hunter tem tudo certo: os desenhos do inglês Dean Ormston são adequadamente bizarros; o primeiro arco de quatro histórias tem o aval e co-autoria de Neil Gaiman, que criou o personagem na já clássica minissérie The Books of Magic; e as capas são as melhores do mercado atual, a cargo do sempre brilhante Frank Quitely. Só esqueceram do roteirista. OK, o tal Si Spencer não é um roteirista ruim. Pelo contrário. Mas parece que ele está tentando mesclar o que ele queria fazer na série com as idéias propostas por Gaiman. E elas simplesmente não combinam.

A história se passa num futuro possível, com Timothy Hunter já adulto, com uns 22 anos de idade. Ele está sendo mantido escondido no que parece ser a nossa realidade por John Constantine, que agora é o líder de uma resistência de magos abrigada em um castelo em Cracóvia. Enquanto isso, Zatanna age como agente secreta da magia em missões em Jerusalém, que agora é uma cidade comandada com mão de ferro por umas criaturas bisonhas. Algumas idéias são muito boas: homens-bomba que explodem em encantos; sonhos-bomba, que atazanam a cabeça dos alvos por magia; demonstrações da ciência mais prosaica e circense em uma realidade totalmente dominada pela magia, onde os rigores científicos são vistos apenas como truques baratos. Mas há uma guerra acontecendo, entre diferentes facções místicas. Constantine e Zatanna, ao que parece, estão enfrentando criaturas que querem… ainda não está claro o que elas querem. Mas é vital manter Tim Hunter escondido delas.

Enquanto isso, Hunter perambula por aí com sua namorada Molly, trabalha em uma loja de aquários e se diverte tomando Crystal Meth e cocaína. A história é interessante e tem seus bons momentos. Os diálogos são bons e os desenhos chamam a atenção. Mas está tudo muito confuso ainda, dando a impressão de que são duas idéias e estilos diferentes mesclados a fórceps. Mas está intrigante o suficiente e com cenas bizarras demais, na medida para que a gente continue lendo só para ver no que vai dar tudo isso.
Tá, é bacana (7 / 10)

HUMAN TARGET 14
Vertigo
O principal problema de Human Target é que é a melhor série que praticamente ninguém está lendo. Uma pena. Mas esse número 14 é uma boa edição para começar a acompanhar a revista. O Alvo Humano, claro, é aquele personagem dos anos 70, Christopher Chance, cuja profissão é se disfarçar tomando o lugar de pessoas que estejam sendo ameaçadas de morte ou corram risco de vida. Ou seja, o cara tem que desmascarar o assassino e se manter vivo enquanto faz isso. A versão Vertigo recriada e escrita por Peter Milligan é basicamente a mesma dos anos 70, só que com tramas e roteiros mais adultos e legais. Bem mais “normal” que outros trabalhos de Milligan, como X-Statix e Enigma, Human Target é leitura obrigatória para quem gosta de aventura e policial.

A história que começa nesta edição, The Second Coming, mostra Christopher Chance tomando o lugar de um desses messias milagrosos de novas religiões do meio-oeste americano. Milligan aproveita para tocar no tema religião, mas nunca perdendo a história de vista. Os desenhos de Cliff Chiang são sensacionais: limpos, estilosos e um pouco seguindo a linha clara européia, só que com tons pastéis que dão à série um climão Edward Hopper. Fantástico.
Excelente (9,5 / 10)

BOOKS OF MAGICK – LIFE DURING WARTIME 3
Vertigo
A nova revista mensal dedicada ao mago Timothy Hunter tem tudo certo: os desenhos do inglês Dean Ormston são adequadamente bizarros; o primeiro arco de quatro histórias tem o aval e co-autoria de Neil Gaiman, que criou o personagem na já clássica minissérie The Books of Magic; e as capas são as melhores do mercado atual, a cargo do sempre brilhante Frank Quitely. Só esqueceram do roteirista. OK, o tal Si Spencer não é um roteirista ruim. Pelo contrário. Mas parece que ele está tentando mesclar o que ele queria fazer na série com as idéias propostas por Gaiman. E elas simplesmente não combinam.

A história se passa num futuro possível, com Timothy Hunter já adulto, com uns 22 anos de idade. Ele está sendo mantido escondido no que parece ser a nossa realidade por John Constantine, que agora é o líder de uma resistência de magos abrigada em um castelo em Cracóvia. Enquanto isso, Zatanna age como agente secreta da magia em missões em Jerusalém, que agora é uma cidade comandada com mão de ferro por umas criaturas bisonhas. Algumas idéias são muito boas: homens-bomba que explodem em encantos; sonhos-bomba, que atazanam a cabeça dos alvos por magia; demonstrações da ciência mais prosaica e circense em uma realidade totalmente dominada pela magia, onde os rigores científicos são vistos apenas como truques baratos. Mas há uma guerra acontecendo, entre diferentes facções místicas. Constantine e Zatanna, ao que parece, estão enfrentando criaturas que querem… ainda não está claro o que elas querem. Mas é vital manter Tim Hunter escondido delas.

Enquanto isso, Hunter perambula por aí com sua namorada Molly, trabalha em uma loja de aquários e se diverte tomando Crystal Meth e cocaína. A história é interessante e tem seus bons momentos. Os diálogos são bons e os desenhos chamam a atenção. Mas está tudo muito confuso ainda, dando a impressão de que são duas idéias e estilos diferentes mesclados a fórceps. Mas está intrigante o suficiente e com cenas bizarras demais, na medida para que a gente continue lendo só para ver no que vai dar tudo isso.
Tá, é bacana (7 / 10)

HUMAN TARGET 14
Vertigo
O principal problema de Human Target é que é a melhor série que praticamente ninguém está lendo. Uma pena. Mas esse número 14 é uma boa edição para começar a acompanhar a revista. O Alvo Humano, claro, é aquele personagem dos anos 70, Christopher Chance, cuja profissão é se disfarçar tomando o lugar de pessoas que estejam sendo ameaçadas de morte ou corram risco de vida. Ou seja, o cara tem que desmascarar o assassino e se manter vivo enquanto faz isso. A versão Vertigo recriada e escrita por Peter Milligan é basicamente a mesma dos anos 70, só que com tramas e roteiros mais adultos e legais. Bem mais “normal” que outros trabalhos de Milligan, como X-Statix e Enigma, Human Target é leitura obrigatória para quem gosta de aventura e policial.

A história que começa nesta edição, The Second Coming, mostra Christopher Chance tomando o lugar de um desses messias milagrosos de novas religiões do meio-oeste americano. Milligan aproveita para tocar no tema religião, mas nunca perdendo a história de vista. Os desenhos de Cliff Chiang são sensacionais: limpos, estilosos e um pouco seguindo a linha clara européia, só que com tons pastéis que dão à série um climão Edward Hopper. Fantástico.
Excelente (9,5 / 10)

4 pensamentos em “Quadrinhos da Semana (15/09) – Parte 2”

  1. Cumé que cê tem acesso a tantas revistas? Que inveja!

    Esse Livros da Magia parece de dar agua na boca!Posted by Anônimo Veneziano at 20:48 Thursday October 23, 2004

  2. As revistas são cortesia do DC++, eh, eh. ; )

    Juro (mesmo) que estaria comprando tudo se estivesse trabalhando. Mas, pô, eu gastei fortunas com quadrinhos entre 1991 e 2002, mensalmente, então agora nesta sombria hora de desemprego é bom ir à forra e contar com os superpoderes do file-sharing para me salvar ; ))Posted by Alexandre Mandarino at 4:07 Friday October 24, 2004

  3. Valeu, Galvão!Pô, Human Target está mesmo muito boa. Vale a pena mesmo, acho que é o melhor quadrinho atual, se bobear (ao lado de Conan, que tá muito legal tb).Posted by Alexandre de Jarem Indá Mandar at 13:56 Saturday October 25, 2004

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