Quadrinhos da Semana (15/09) – Parte 3

DAREDEVIL 64
Marvel Knights
Brian Bendis e Alex Maleev terminam o arco em quatro partes chamado The Widow. Natasha Romanoff, a Viúva Negra, vai à Cozinha do Inferno pedir a ajuda de seu ex-namorado, Matt Murdock, o Demolidor. Alguém colocou a cabeça da espiã à prêmio. OK, já vimos isso antes, mas funciona. Bendis até que não exagera muito nos diálogos “eu assisto Law & Order” nesta edição, mas os desenhos de Alex Maleev, apesar de interessantes e competentes, já começaram a cansar. Pra falar a verdade, é como olhar para várias páginas de cópias xerox coloridas e, francamente, chega uma hora em que você quer sair dali.

Bom, a casa onde mora Matt Murdock (afinal, todo mundo agora sabe que ele é o Demolidor) é atacada por mercenários que querem a cabeça da Viúva Negra. Dois problemas aí: o líder dos mercenários é o Retalho (Jigsaw), aquele antigo inimigo do Justiceiro que tem a cara toda rasgada por cortes. Bom, Retalho morreu anos atrás e esqueceram de avisar o Bendis, que sequer dá uma explicação pra volta do cara. E os caras vão atrás da Viúva Negra mas, quando a encontram, não a reconhecem. Fala sério, o cara que empregou esses manés não tinha nem uma foto dela? E aqui chegamos a um outro problema desse arco: o empregador dos mercenários. Lááá pelo final, a Viúva Negra descobre que quem queria sua cabeça era (atenção, SPOILER) seu primeiro marido, o Guardião Vermelho. Mas, peraí, o Guardião Vermelho morreu há milênios atrás, em Avengers 33. E pior, naquela história sessentista dos Vingadores, ele já voltava para sacanear a Viúva após se fingir de morto. E por que diabos ele aparece aqui como um coroa gordo e grisalho? Ele tem a mesma idade da Viúva, afinal, e ela continua ali com tudo em cima. Enfim, Bendis e cronologia definitivamente não se entendem.

Mas é um quadrinho bem razoável. Apesar desses furos e da lentidão da coisa toda (só há uma cena de ação na revista inteira, um mero soco que a Viúva dá num cara), é conduzido de forma interessante. Os problemas são os mesmos inerentes ao trabalho do Bendis como um todo: é leeeeeeeento, os diálogos são artificiais demais (ironicamente, por quererem soar “realistas”) e os personagens são obrigados a se encaixar no plot, ao invés do contrário, que seria o correto em qualquer situação. E, pelo amor de Deus, chega de desenhistas “galeria de arte” no Demolidor.
Tá, é bacana (6 / 10)

FANTASTIC FOUR 518
Marvel
Mark Waid consegue entender como ninguém o que faz o Quarteto Fantástico funcionar. Em toda a sua fase até agora no título dos primeiros personagens do universo Marvel, ele demonstrou excelente domínio do plot e ótimas idéias, além de perfeita caracterização do Quarteto. Está tudo ali: a extrema confiança (sem soar arrogante) frente aos perigos mais escabrosos; a relação peculiar entre cada um dos membros da família Fantástica; a Nova York sujeita aos riscos cósmicos mais bizarros. Enfim, uma das melhores fases do Quarteto.

Mike Wieringo tem um estilo diferente de todos os desenhistas que já passaram pela série (Kirby, Byrne, etc), mais cartunesco e com ecos de mangá, mas funciona muito bem, sem parecer forçado. Neste arco, um bando de monstrengos espaciais ataca a Terra, mas nesta edição o Quarteto descobre que o objetivo das criaturas é supostamente “nobre”. Ao que parece, eles descobriram que a Terra (Manhattan, pra ser exato) possui algo capaz de anular a grande invenção dos alienígenas: uma camada de invisibilidade planetária capaz de esconder astros inteiros da ação predatória de Galactus, o Devorador de Planetas. Claro, o tal “algo” é a Mulher Invisível. Funciona como um aperitivo antes da inevitável aparição de Galactus, mas é bom ver que a Marvel está voltando a usar vilões clássicos de vez em quando. O único senão é que os aliens e criaturas de Wieringo na maior parte das vezes soam “cute” e inofensivos demais. Mas uma série que segue bastante sólida em sua atual fase.
Muito legal (8 / 10)

DAREDEVIL 64
Marvel Knights
Brian Bendis e Alex Maleev terminam o arco em quatro partes chamado The Widow. Natasha Romanoff, a Viúva Negra, vai à Cozinha do Inferno pedir a ajuda de seu ex-namorado, Matt Murdock, o Demolidor. Alguém colocou a cabeça da espiã à prêmio. OK, já vimos isso antes, mas funciona. Bendis até que não exagera muito nos diálogos “eu assisto Law & Order” nesta edição, mas os desenhos de Alex Maleev, apesar de interessantes e competentes, já começaram a cansar. Pra falar a verdade, é como olhar para várias páginas de cópias xerox coloridas e, francamente, chega uma hora em que você quer sair dali.

Bom, a casa onde mora Matt Murdock (afinal, todo mundo agora sabe que ele é o Demolidor) é atacada por mercenários que querem a cabeça da Viúva Negra. Dois problemas aí: o líder dos mercenários é o Retalho (Jigsaw), aquele antigo inimigo do Justiceiro que tem a cara toda rasgada por cortes. Bom, Retalho morreu anos atrás e esqueceram de avisar o Bendis, que sequer dá uma explicação pra volta do cara. E os caras vão atrás da Viúva Negra mas, quando a encontram, não a reconhecem. Fala sério, o cara que empregou esses manés não tinha nem uma foto dela? E aqui chegamos a um outro problema desse arco: o empregador dos mercenários. Lááá pelo final, a Viúva Negra descobre que quem queria sua cabeça era (atenção, SPOILER) seu primeiro marido, o Guardião Vermelho. Mas, peraí, o Guardião Vermelho morreu há milênios atrás, em Avengers 33. E pior, naquela história sessentista dos Vingadores, ele já voltava para sacanear a Viúva após se fingir de morto. E por que diabos ele aparece aqui como um coroa gordo e grisalho? Ele tem a mesma idade da Viúva, afinal, e ela continua ali com tudo em cima. Enfim, Bendis e cronologia definitivamente não se entendem.

Mas é um quadrinho bem razoável. Apesar desses furos e da lentidão da coisa toda (só há uma cena de ação na revista inteira, um mero soco que a Viúva dá num cara), é conduzido de forma interessante. Os problemas são os mesmos inerentes ao trabalho do Bendis como um todo: é leeeeeeeento, os diálogos são artificiais demais (ironicamente, por quererem soar “realistas”) e os personagens são obrigados a se encaixar no plot, ao invés do contrário, que seria o correto em qualquer situação. E, pelo amor de Deus, chega de desenhistas “galeria de arte” no Demolidor.
Tá, é bacana (6 / 10)

FANTASTIC FOUR 518
Marvel
Mark Waid consegue entender como ninguém o que faz o Quarteto Fantástico funcionar. Em toda a sua fase até agora no título dos primeiros personagens do universo Marvel, ele demonstrou excelente domínio do plot e ótimas idéias, além de perfeita caracterização do Quarteto. Está tudo ali: a extrema confiança (sem soar arrogante) frente aos perigos mais escabrosos; a relação peculiar entre cada um dos membros da família Fantástica; a Nova York sujeita aos riscos cósmicos mais bizarros. Enfim, uma das melhores fases do Quarteto.

Mike Wieringo tem um estilo diferente de todos os desenhistas que já passaram pela série (Kirby, Byrne, etc), mais cartunesco e com ecos de mangá, mas funciona muito bem, sem parecer forçado. Neste arco, um bando de monstrengos espaciais ataca a Terra, mas nesta edição o Quarteto descobre que o objetivo das criaturas é supostamente “nobre”. Ao que parece, eles descobriram que a Terra (Manhattan, pra ser exato) possui algo capaz de anular a grande invenção dos alienígenas: uma camada de invisibilidade planetária capaz de esconder astros inteiros da ação predatória de Galactus, o Devorador de Planetas. Claro, o tal “algo” é a Mulher Invisível. Funciona como um aperitivo antes da inevitável aparição de Galactus, mas é bom ver que a Marvel está voltando a usar vilões clássicos de vez em quando. O único senão é que os aliens e criaturas de Wieringo na maior parte das vezes soam “cute” e inofensivos demais. Mas uma série que segue bastante sólida em sua atual fase.
Muito legal (8 / 10)

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