Quadrinhos da Semana (22/09) – Parte 4

LUCIFER 54
Vertigo

Normalmente eu detesto spin-offs da série Sandman. A revista original de Neil Gaiman é um dos meus quadrinhos favoritos, mas odeio quando as editoras se recusam a simplesmente seguir em frente e ficam revirando os ossos de um antigo sucesso. Lucifer não se encaixava nesta definição, porque estreou já com um brilho totalmente próprio, graças ao talento do escritor Mike Carey – na verdade o único que até agora conseguiu fazer algo de bom com o universo criado por Gaiman. Mas a verdade é que a série sofre do mesmo mal que Transmetropolitan sofreu em seus momentos finais: ela já deveria ter sido concluído há vários meses atrás. Não é porque Sandman e Preacher duraram 70 edições em média que toda série da Vertigo tem de ir até este ponto, diabos. Mas nem tudo são más notícias: após meses e meses de redundância de plot, a coisa finalmente parece voltar a avançar. E até mesmo Lucifer, o personagem-título, voltou a fazer alguma coisa!

Esta edição é melhor que as anteriores, com Lucifer às voltas com Yggdrasil, a a´rvore-mundo, e sendo atacado por um grotesco Fenris, o deus-lobo dos nórdicos. Finalmente vemos alguma ação (aliás, bastante grand-guignol até) e a revista teria ganho uma nota mais alta se não fossem os desenhos de Peter Gross. Normalmente um sujeito competente, Gross aqui parece ter feito tudo às pressas e a revista acaba parecendo uma daquelas minisséries mal-desenhadas que a Vertigo adorava lançar em seus primeiros anos. Talvez um arte-finalista tenha feito falta. De qualquer maneira, não chega a ser péssimo a ponto de comprometer a leitura – e fica a esperança de que Gross volta a ser o que era e isso tenha sido apenas o fruto de uma correria. Mas, apesar da melhora no roteiro, espero que a série não demore muitos meses ainda para ser concluída. Já passou um pouco da hora.
Tá, é Bacana (6,5 / 10)

MARVEL KNIGHTS 4 – 10
Marvel Knights

O principal problema de 4 é a redundância. Não há motivo algum para uma segunda série mensal do Quarteto Fantástico, ainda mais quando a revista Fantastic Four está num momento tão divertido. Este 4 parece existir somente para honrar o convite que a Marvel havia feito ao dramaturgo Roberto Aguirre-Sacasa para escrever o Quarteto. De qualquer forma, apesar das irritantes inconsistências cronológicas entre as duas revistas (o que acontece em Fantastic Four não tem nada a ver com que se passa em 4 e vice-versa), não é uma série ruim. Aguirre-Sacasa parece amar estes personagens e issso passa positivamente para as histórias. Jim Muniz é um bom desenhista e sua versão da família fantástica é bem competente, um mix entre o realismo e o cartum que tem funcionado muito bem.

Se nas outras edições Sacasa pareceu direcionar as histórias para os personagens, desta vez uma ameaça digna do Quarteto finalmente dá as caras: o Psico-Homem, um dos vilões mais bizarros, ameaçadores e interessantes da história da série. Stan Lee estava inspirado quando criou o sujeito: não bastasse ele ser capaz de transformar em realidade o medo das pessoas e fazê-las visualizar realidades que não existem (ou seja, ele é uma espécie de K-Hole humano, bad trip de Crystal Meth transformada em um cara), ele ainda vem de um mundo subatômico, para tornar tudo ainda mais bizarro. Sensacional.

Um número de setup apenas, marcando passo para a próxima edição. Mas que funciona razoavelmente bem. Poderia ser melhor se os surreais ataques do Psico-Homem à toda a cidade de Nova York fossem mostrados nasd cenas e não apenas narrados por um locutor enquanto o Quarteto Fantástico assiste a um telejornal. Qual a vantagem de ter um vilão capaz de transformar pontes em loops de montanha-russa, transformar postes em serpentes e apagar o Sol se não estamos vendo isso, caralho? Não quero ler sobre essas coisas enquanto olho para o desenho de uma TV. Isso arruina as últimas páginas da história e me parece preguiça do desenhista. Ou pior: uma decisão totalmente errada de não deixar a revista ficar “fantástica demais”. Mas, errr, é o Quarteto Fantástico, né? Podem relaxar, caras, os leitores dessa série estão acostumados com essas coisas e querem ver justamente isso. Ou faltou verba para os efeitos especiais?
Tá, é Bacana (6 / 10)

LUCIFER 54
Vertigo

Normalmente eu detesto spin-offs da série Sandman. A revista original de Neil Gaiman é um dos meus quadrinhos favoritos, mas odeio quando as editoras se recusam a simplesmente seguir em frente e ficam revirando os ossos de um antigo sucesso. Lucifer não se encaixava nesta definição, porque estreou já com um brilho totalmente próprio, graças ao talento do escritor Mike Carey – na verdade o único que até agora conseguiu fazer algo de bom com o universo criado por Gaiman. Mas a verdade é que a série sofre do mesmo mal que Transmetropolitan sofreu em seus momentos finais: ela já deveria ter sido concluído há vários meses atrás. Não é porque Sandman e Preacher duraram 70 edições em média que toda série da Vertigo tem de ir até este ponto, diabos. Mas nem tudo são más notícias: após meses e meses de redundância de plot, a coisa finalmente parece voltar a avançar. E até mesmo Lucifer, o personagem-título, voltou a fazer alguma coisa!

Esta edição é melhor que as anteriores, com Lucifer às voltas com Yggdrasil, a a´rvore-mundo, e sendo atacado por um grotesco Fenris, o deus-lobo dos nórdicos. Finalmente vemos alguma ação (aliás, bastante grand-guignol até) e a revista teria ganho uma nota mais alta se não fossem os desenhos de Peter Gross. Normalmente um sujeito competente, Gross aqui parece ter feito tudo às pressas e a revista acaba parecendo uma daquelas minisséries mal-desenhadas que a Vertigo adorava lançar em seus primeiros anos. Talvez um arte-finalista tenha feito falta. De qualquer maneira, não chega a ser péssimo a ponto de comprometer a leitura – e fica a esperança de que Gross volta a ser o que era e isso tenha sido apenas o fruto de uma correria. Mas, apesar da melhora no roteiro, espero que a série não demore muitos meses ainda para ser concluída. Já passou um pouco da hora.
Tá, é Bacana (6,5 / 10)

MARVEL KNIGHTS 4 – 10
Marvel Knights

O principal problema de 4 é a redundância. Não há motivo algum para uma segunda série mensal do Quarteto Fantástico, ainda mais quando a revista Fantastic Four está num momento tão divertido. Este 4 parece existir somente para honrar o convite que a Marvel havia feito ao dramaturgo Roberto Aguirre-Sacasa para escrever o Quarteto. De qualquer forma, apesar das irritantes inconsistências cronológicas entre as duas revistas (o que acontece em Fantastic Four não tem nada a ver com que se passa em 4 e vice-versa), não é uma série ruim. Aguirre-Sacasa parece amar estes personagens e issso passa positivamente para as histórias. Jim Muniz é um bom desenhista e sua versão da família fantástica é bem competente, um mix entre o realismo e o cartum que tem funcionado muito bem.

Se nas outras edições Sacasa pareceu direcionar as histórias para os personagens, desta vez uma ameaça digna do Quarteto finalmente dá as caras: o Psico-Homem, um dos vilões mais bizarros, ameaçadores e interessantes da história da série. Stan Lee estava inspirado quando criou o sujeito: não bastasse ele ser capaz de transformar em realidade o medo das pessoas e fazê-las visualizar realidades que não existem (ou seja, ele é uma espécie de K-Hole humano, bad trip de Crystal Meth transformada em um cara), ele ainda vem de um mundo subatômico, para tornar tudo ainda mais bizarro. Sensacional.

Um número de setup apenas, marcando passo para a próxima edição. Mas que funciona razoavelmente bem. Poderia ser melhor se os surreais ataques do Psico-Homem à toda a cidade de Nova York fossem mostrados nasd cenas e não apenas narrados por um locutor enquanto o Quarteto Fantástico assiste a um telejornal. Qual a vantagem de ter um vilão capaz de transformar pontes em loops de montanha-russa, transformar postes em serpentes e apagar o Sol se não estamos vendo isso, caralho? Não quero ler sobre essas coisas enquanto olho para o desenho de uma TV. Isso arruina as últimas páginas da história e me parece preguiça do desenhista. Ou pior: uma decisão totalmente errada de não deixar a revista ficar “fantástica demais”. Mas, errr, é o Quarteto Fantástico, né? Podem relaxar, caras, os leitores dessa série estão acostumados com essas coisas e querem ver justamente isso. Ou faltou verba para os efeitos especiais?
Tá, é Bacana (6 / 10)

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