Quadrinhos da Semana (22/09) – Parte 6

CATWOMAN 35
DC

Os crossovers que volta e meia assolam as revistas ligadas à franquia Batman são como quimioterapia para um paciente de câncer: melhoram as vendas de alguns títulos, mas deterioram a qualidade dos poucos que já estavam bons. É o caso de Catwoman, que está em excelente fase graças ao roteirista Ed Brubaker e que, nesta edição 35, oferece uma história bem aquém do padrão da série graças ao fato de ser um crossover da saga War Games. Como não estou lendo os outros títulos ligados ao morcego, que estão em sua maioria em fases de qualidade duvidosa, a história desta edição de Catwoman (assim como a da anterior e, provavelmente, da próxima) parece contada pela metade. Pelo que entendi, as quadrilhas de Gotham estão em guerra e, ao que parece, graças a algum vacilo do Batman. A pobre revista está espremida nisso. Crossovers são uma merda.
Ainda assim, Ed Brubaker mantém a qualidade do texto e obtém brilho em pelo menos uma sequência: a da luta entre Catwoman e duas pistoleiras, que param de lutar para observar, maravilhadas, os movimentos da Mulher-Gato e, graças a isso, são nocauteadas.
Os desenhos do veterano mestre Paul Gulacy são sempre impressionantes, o que ajuda a garantir a qualidade da revista. Uma pena que, quando War Games finalmente acabar, terá chegado o momento de Ed Brubaker abandonar a revista, para dar lugar ao roteirista Scott Morse. Vamos ver se vale a pena continuar resenhando a série após isso. De qualquer forma, War Games fez o nível da revista, que era excelente, cair.
Só Para Fãs (5,5 / 10)

ELRIC – THE MAKING OF A SORCERER 1
DC

O escritor Michael Moorcock comparece pessoalmente para os roteiros desta minissérie que pretende mostrar os acontecimentos que precederam seu livro Elric of Melniboné. Para tal, a DC convocou o extraodrinário desenhista Walter Simonson. Esta primeira edição tem o dobro do número normal de páginas e Simonson mostra todo o seu brilho. Os diversos aspectos geográficos e místicos do reino de Melniboné são retratados com a mesma maestria época que ele demonstrou em Orion e Thor. O problema aqui, por incrível que pareça, é o criador do personagem, Michael Moorcock.

Moorocock é um escritor sensacional, que já ganhou – merecidamente – diversos prêmios, não só por Elric (que na verdade talvez seja sua criação literária mais fraca). Mas, quando se trata de quadrinhos, ele sempre funciona melhor quando é adaptado por algum outro roteirista. Aqui, ele mesmo escreve a história. E, se isso confere a Elric – The Making of a Sorcerer uma qualidade canônica não encontrada em outros quadrinhos esporádicos do personagem, torna a leitura meio mala. O estilo de Moorcock é pesado demais para algo que utiliza imagens e não apenas textos. os textos dele soam “épicos demais” e, pior, estranhamente sessentistas. Não é um texto ruim, claro, mas inadequado ao meio. O texto tenta mostrar como toda a coisa é épica e mitológica, quando isso deveria ser feito pelos desenhos. Como a arte de Simonson realmemnte faz isso – e muito bem – fica a impressão de dois caras querendo acertar duas flechas no mesmo alvo. Ainda assim, é um bom número 1, com uma ou duas sequências realmente impressionantes. A história mostra os perrengues pelos quais Elric teve de passar para se tornar feiticeiro, antes de ser o rei de Melniboné. Destaque total para a invasão do castelo de um gigante, cercado por um mar de lava e, claro, para a origem da espada negra de Elric. Apesar do tom excessivamente arrastado do texto de Moorcock, isso só compromete principalmente a primeira parte da história e os desenhos de Simonson são sensacionais demais para permitir que a nota caia muito.
Tá, é Bacana (7,5 / 10)

Entre as revistas que deverão sair na próxima quarta, dia 29, estão a nova versão de Adam Strange, a cargo de Andy Diggle; a última edição de The New Frontier, minissérie de Darwyn Cooke; Hellblazer 200; The Losers 16; Amazing Spider-Man 512; a edição de aniversário de Daredevil 65; e mais coisas. Até lá.

CATWOMAN 35
DC

Os crossovers que volta e meia assolam as revistas ligadas à franquia Batman são como quimioterapia para um paciente de câncer: melhoram as vendas de alguns títulos, mas deterioram a qualidade dos poucos que já estavam bons. É o caso de Catwoman, que está em excelente fase graças ao roteirista Ed Brubaker e que, nesta edição 35, oferece uma história bem aquém do padrão da série graças ao fato de ser um crossover da saga War Games. Como não estou lendo os outros títulos ligados ao morcego, que estão em sua maioria em fases de qualidade duvidosa, a história desta edição de Catwoman (assim como a da anterior e, provavelmente, da próxima) parece contada pela metade. Pelo que entendi, as quadrilhas de Gotham estão em guerra e, ao que parece, graças a algum vacilo do Batman. A pobre revista está espremida nisso. Crossovers são uma merda.
Ainda assim, Ed Brubaker mantém a qualidade do texto e obtém brilho em pelo menos uma sequência: a da luta entre Catwoman e duas pistoleiras, que param de lutar para observar, maravilhadas, os movimentos da Mulher-Gato e, graças a isso, são nocauteadas.
Os desenhos do veterano mestre Paul Gulacy são sempre impressionantes, o que ajuda a garantir a qualidade da revista. Uma pena que, quando War Games finalmente acabar, terá chegado o momento de Ed Brubaker abandonar a revista, para dar lugar ao roteirista Scott Morse. Vamos ver se vale a pena continuar resenhando a série após isso. De qualquer forma, War Games fez o nível da revista, que era excelente, cair.
Só Para Fãs (5,5 / 10)

ELRIC – THE MAKING OF A SORCERER 1
DC

O escritor Michael Moorcock comparece pessoalmente para os roteiros desta minissérie que pretende mostrar os acontecimentos que precederam seu livro Elric of Melniboné. Para tal, a DC convocou o extraodrinário desenhista Walter Simonson. Esta primeira edição tem o dobro do número normal de páginas e Simonson mostra todo o seu brilho. Os diversos aspectos geográficos e místicos do reino de Melniboné são retratados com a mesma maestria época que ele demonstrou em Orion e Thor. O problema aqui, por incrível que pareça, é o criador do personagem, Michael Moorcock.

Moorocock é um escritor sensacional, que já ganhou – merecidamente – diversos prêmios, não só por Elric (que na verdade talvez seja sua criação literária mais fraca). Mas, quando se trata de quadrinhos, ele sempre funciona melhor quando é adaptado por algum outro roteirista. Aqui, ele mesmo escreve a história. E, se isso confere a Elric – The Making of a Sorcerer uma qualidade canônica não encontrada em outros quadrinhos esporádicos do personagem, torna a leitura meio mala. O estilo de Moorcock é pesado demais para algo que utiliza imagens e não apenas textos. os textos dele soam “épicos demais” e, pior, estranhamente sessentistas. Não é um texto ruim, claro, mas inadequado ao meio. O texto tenta mostrar como toda a coisa é épica e mitológica, quando isso deveria ser feito pelos desenhos. Como a arte de Simonson realmemnte faz isso – e muito bem – fica a impressão de dois caras querendo acertar duas flechas no mesmo alvo. Ainda assim, é um bom número 1, com uma ou duas sequências realmente impressionantes. A história mostra os perrengues pelos quais Elric teve de passar para se tornar feiticeiro, antes de ser o rei de Melniboné. Destaque total para a invasão do castelo de um gigante, cercado por um mar de lava e, claro, para a origem da espada negra de Elric. Apesar do tom excessivamente arrastado do texto de Moorcock, isso só compromete principalmente a primeira parte da história e os desenhos de Simonson são sensacionais demais para permitir que a nota caia muito.
Tá, é Bacana (7,5 / 10)

Entre as revistas que deverão sair na próxima quarta, dia 29, estão a nova versão de Adam Strange, a cargo de Andy Diggle; a última edição de The New Frontier, minissérie de Darwyn Cooke; Hellblazer 200; The Losers 16; Amazing Spider-Man 512; a edição de aniversário de Daredevil 65; e mais coisas. Até lá.

4 pensamentos em “Quadrinhos da Semana (22/09) – Parte 6”

  1. Tô atras de “The Queen of The Swords” do Moorcock, é o livro do meio da trilogia do Corum (tenho os outros 2). Vou tentar entrar no DC++, assim que baixar uns arquivões do eMule.

    Já reparou como o Jim Starlin plagia o Moorcock descaradamente?Posted by Anônimo Veneziano at 12:49 Monday October 27, 2004

  2. Putz, é verdade… Nunca tinha feito essa ponte entre o Moorcock e o Starlin, mas vc tem toda a razão. O estranho é que o Starlin já plagiava o cara poucos anos depois dos livros dele, ainda nos anos 70. Ou seja, nem deixou a coisa esfriar.Posted by Alexandre Mandarino at 1:02 Monday October 28, 2004

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