Under My Skin

Após os cinco anos que com certeza foram os piores anos da minha vida (quase cinco anos de desemprego e de freelas estúpidos que pagam pouco); indefinição profissional; namoros conturbados; a morte do meu pai; sumiço de amigos (com alguns deles se revelando perfeitos escrotos interesseiros), finalmente parece que as coisas estão se revertendo. Nada de concreto aconteceu ainda no plano profissional, mas tenho pela primeira vez a sensação de que, sim, caralho, vai acontecer. No plano pessoal, por outro lado, tudo aconteceu. Nas últimas semanas uma das pessoas mais importantes da minha vida apareceu quase que do nada, totalmente de surpresa, mudando tudo. Tudo. A mulher dos seus sonhos não aparece impunemente, you know.

Me sinto como uma cobra mudando de pele. Acabo de ter minha segunda epifania MDMA, desta vez acompanhado. Desfiz pseudo-sigilos e coisinhas escrotas que estavam atrapalhando a minha vida. E, finalmente, parei de dar atenção a situações e condições que não levam a nada, comezinhas que são. No processo, me desliguei de todas as listas de discussão que assinava na Internet, inclusive da minha própria lista (eh, eh, sim , isso é bizarro; ela deixa de se chamar hypervoid e passa a se chamar snoid, em homenagem ao clássico e querido personagem criado pelo Crumb. Quero mais Es, mais Pacha, mais plano físico e xamânico e menos Internet, menos Li(f)e e menos manés.

If They Move, Kill’ Em.

Ah, e parei de fumar, pondo fim a um hábito de quase 17 anos. O preço das cascas de pele de nicotina que caíram nesta mudança foi uma sucessão de chiliques e vacilos abstêmicos de dar medo a Christiane F, lançados injustamente sobre quem menos merecia (sorry, baby). Parece que não há expurgo sem erupção.

Os restos da pele antiga caem pelo caminho, descascados, multicores, como algas em pó. Eles compõem o pavimento para a ressurreição de Ch(X)ip(e) Totec(hno), são os degraus para a e-pifania prometida e já reservada pelos deuses. Cai a pele velha e carcomida, fica o brilho translúcido e leitoso, prestes a ser resguardado pela fusão inca-asteca.

Intergalactic, planetary, planetary, intergalactic.

Após os cinco anos que com certeza foram os piores anos da minha vida (quase cinco anos de desemprego e de freelas estúpidos que pagam pouco); indefinição profissional; namoros conturbados; a morte do meu pai; sumiço de amigos (com alguns deles se revelando perfeitos escrotos interesseiros), finalmente parece que as coisas estão se revertendo. Nada de concreto aconteceu ainda no plano profissional, mas tenho pela primeira vez a sensação de que, sim, caralho, vai acontecer. No plano pessoal, por outro lado, tudo aconteceu. Nas últimas semanas uma das pessoas mais importantes da minha vida apareceu quase que do nada, totalmente de surpresa, mudando tudo. Tudo. A mulher dos seus sonhos não aparece impunemente, you know.

Me sinto como uma cobra mudando de pele. Acabo de ter minha segunda epifania MDMA, desta vez acompanhado. Desfiz pseudo-sigilos e coisinhas escrotas que estavam atrapalhando a minha vida. E, finalmente, parei de dar atenção a situações e condições que não levam a nada, comezinhas que são. No processo, me desliguei de todas as listas de discussão que assinava na Internet, inclusive da minha própria lista (eh, eh, sim , isso é bizarro; ela deixa de se chamar hypervoid e passa a se chamar snoid, em homenagem ao clássico e querido personagem criado pelo Crumb. Quero mais Es, mais Pacha, mais plano físico e xamânico e menos Internet, menos Li(f)e e menos manés.

If They Move, Kill’ Em.

Ah, e parei de fumar, pondo fim a um hábito de quase 17 anos. O preço das cascas de pele de nicotina que caíram nesta mudança foi uma sucessão de chiliques e vacilos abstêmicos de dar medo a Christiane F, lançados injustamente sobre quem menos merecia (sorry, baby). Parece que não há expurgo sem erupção.

Os restos da pele antiga caem pelo caminho, descascados, multicores, como algas em pó. Eles compõem o pavimento para a ressurreição de Ch(X)ip(e) Totec(hno), são os degraus para a e-pifania prometida e já reservada pelos deuses. Cai a pele velha e carcomida, fica o brilho translúcido e leitoso, prestes a ser resguardado pela fusão inca-asteca.

Intergalactic, planetary, planetary, intergalactic.

4 pensamentos em “Under My Skin”

  1. Torcendo por você. Embora ainda preocupado por suas in(ex?)cursões xamãnicas. Pelo menos da Souza Cruz você parece ter se afastado. Já é bom.Posted by Norrin Kurama at 9:19 Tuesday November 11, 2005

  2. Quebre as amarras companheiro, também tento largar minhas listas de discussões (onde “conheci” vc). A Intempol está no limbo as outras seguem o mesmo caminho, força sempre! Melhoras e vá em paz! Ah, se aparecer por Ribeirão Preto me avise também sou adepto aos apertos de mãos e abraços. ;-)Posted by Lucas Ferrari at 14:01 Tuesday November 11, 2005

  3. good for you.Internet tá se provando mais uma televisão (pior ainda, ela finge ter informação genuinamente útil).Posted by M.A. Lobato at 14:16 Tuesday November 11, 2005

  4. Norrin:Sim, chega da Souza Cruz! ; ) As incursões xamânicas estão sob controle, don’t worry. ; )Um abração, arauto de Galactus!

    Lucas:Pois é, as listas são um aspecto da Internet que cada vez funciona menos. Vou continuar por aqui (reativando o blog, que estava às moscas), em alguns sites e na vida real (assim que for a Ribeirão Preto eu te dou um toque!).

    Lobato:Perfeita a comparação, cara! Não sei se é impressão, mas cinco ou seis anos atrás a Internet parecia mais interativa do que é hoje. Hoje ela aprisiona, ela acorrenta a pessoa a hábitos (“aquele site que eu visito sempre”, “a lista da qual eu faço parte… por quê mesmo eu faço parte dela?”). E por aí vai. ; ))Posted by Alexandre Mandarino(www) at 17:07 Tuesday November 11, 2005

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