Quadrinhos da Semana (08 / 12)

Ainda tirando o atraso de fim-de-ano. Vamos lá:

ANGELTOWN 2 (de 5)
Vertigo
Texto: Gary Phillips
Arte: Shawn Martinbrough
A trama se complica ainda mais neste noir-Los-Angeles-Spike-Lee-GTA 3. O texto de Gary Phillips às vezes soa forçadamente “hip” e “street”, mas funciona. Os desenhos de Martinbrough são simples, mas captam bem o clima realista, ensolarado e exagerado da história, que nesta segunda edição começa a pegar fogo. Mas a narrativa às vezes soa desnecessariamente complicada, em um exemplo perfeito de história que funciona melhor quando lida de uma vez só, em TPB, do que em pílulas mensais.
Bom (7,5 / 10)

AQUAMAN 25
DC
Texto: John Arcudi
Arte: Patrick Gleason
John Arcudi toma as rédeas da nova fase deste título após um arco introdutório a cargo de John Ostrander. Aquaman precisa lidar com algo que nunca viu antes no fundo do mar: viciados em heroína. Isso acontece, claro, em Sub Diego, a antiga San Diego que agora está no fundo do mar, habitada por humanos que respiram debaixo d’água. A condição desgraçada destes humanos, que repentinamente se vêem em uma realidade totalmente diferente, é bem retratada por Arcudi, que é ótimo em caracterizações. Mas não sei se fazer de Aquaman um personagem com uma cidade fixa de atuação é algo tão legal assim.
Bom (7 / 10)

B.P.R.D. – THE DEAD 2 (de 4)
Dark Horse
Texto: Mike Mignola e John Arcudi
Arte: Guy Davis
Hellboy e as séries do grupo B.P.R.D. talvez sejam o que o quadrinho americano tem de mais parecido com um fumetti. Personagens fortes e tramas inteligentes, dentro de uma continuidade clara, mas não dependentes de uma cronologia limitadora. Mignola e Arcudi criam nesta nova mini um bom conto de horror, onde Abe Sapiens finalmente tem parte de seu passado revelado. Enquanto isso, na nova base do Colorado, Liz Sherman, Roger e Johann descobrem algo esquisitíssimo. Guy Davis está ótimo nesta série e o colorista Dave Stewart também merece uma menção.
Muito Bom (8,5 / 10)

DEMO 12 (de 12)
AiT/PlanetLar
Texto: Brian Wood
Arte: Becky Cloonan
A maxissérie em 12 partes Demo é concluída nesta edição, deixando em seu rastro uma trilha de altos e baixos. Grandes momentos se alternaram com outros não tão satisfatórios. Esta edição tem duas histórias. A primeira, com desenhos de Cloonan, a artista da série, é uma pequena pérola. Escrita por Wood através de estrofes, como a letra de uma música silenciosa, é uma espécie de nouvelle vague passada no Brooklyn. A história de back-up inverte os papéis: Cloonan escreve e Wood desenha. É bom ver o ótimo traço de Brian Wood mais uma vez, com toda sua poesia stencil-urbana.
Muito Bom (8,5 / 10)

GOTHAM CENTRAL 26
DC
Texto: Ed Brubaker
Arte: Michael Lark
É a primeira edição sem a excelente arte de Michael Lark, que partiu para um contrato de exclusividade com a Marvel. Uma pena. O texto de Ed Brubaker continua afiado e de altíssima qualidade, tanto em termos de plot como de caracterização e diálogos. Brian Bendis, aliás, faria muito em prestar atenção aqui e aprender como se escreve histórias policiais. Mas o novo artista, Jason Alexander, deixa muito a desejar. Ele não é ruim, mas seu estilo fluido talvez ficasse muito melhor em uma história em preto e branco (e os personagens não são facilmente reconhecíveis, o que é um problema numa revista onde ninguém usa sem super-uniformes; quer dizer, este número é uma exceção, já que aparece em cena a Mulher-Gato, em uma ótima trama de “whodunnit?”).
Bom 7,5 / 10)

HULK & THING – HARD KNOCKS 4 (de 4)
Marvel
Texto: Bruce Jones
Arte: Jae Lee
Que completa perda de tempo. Esta minissérie é uma triste despedida de Bruce Jones de sua fase no Hulk e de seu retorno à Marvel. Ausência total de idéias, os diálogos mais idiotas e forçados do planeta; nem mesmo a arte do normalmente ótimo Jae Lee está boa aqui. Este encontrinho cheio de bate-bocas e briguinhas infantis entre Hulk e Coisa poderia ter rendido uma história divertida de oito páginas para coletâneas como a extinta Marvel Fanfare, mas alguém na Marvel estava doente quando deu sinal verde para que esta coisa fosse transformada em uma minissérie em quatro partes. Chato e pavoroso.
Uma Porcaria (3,5 / 10)

JLA 109
DC
Texto: Kurt Busiek
Arte: Ron Garney
O Sindicato do Crime deixa a Terra-2 e chega à nossa realidade, enquanto o planeta Qward passa por uma pequena revolução política e se prepara para voltar a ser o império colonialista de décadas atrás. A Liga aparece brevemente por duas páginas (o que já é um avanço, já que ela esteve sumida completamente da edição anterior). Busiek demonstra boas idéias aqui (como de praxe), mas há algo de errado no ritmo e abordagem desta história. E o que diabos aconteceu com o antes excelente Ron garney? Não está ruim, mas é uma mera amostra do que ele desenhava antes.
Tá, é Bacana (6 / 10)

THE PUNISHER 15
MAX
Texto: Garth Ennis
Arte: Dougie Braithwaite
A terceira parte do arco “Mother Russia” e Frank Castle e um delta force mané invadem uma base nuclear secreta na Rússia, para “salvar” uma menina que carrega um vírus mortal. Ennis acerta mais a mão nesta edição do que nas anteriores, com boas cenas de ação e tiroteios absurdamente exagerados. Braithwaite é um artista apenas correto e por vezes seu estilo soa um tanto repetitivo. Nada demais, mas um bom quadrinho de ação, despretensioso e ágil. Ainda assim, bem diferente da fase anterior de Ennis na revista, quando ele lançava mão do humor negro em altas doses.
Tá, é Bacana (6,5 / 10)

SHE-HULK 10
Marvel
Texto: Dan Slott
Arte: Paul Pelletier
Um número atípico, onde Dan Slott conta a origem secreta de Titãnia, desde sua infância até a época de Secret Wars. Slott tem uma grande vantagem sobre outros escritores: ao invés de ignorar a cronologia passada destes personagens ou, num outro extremo, de ceder sob o peso de épocas anteriores, ele utiliza a continuidade a seu favor, tecendo histórias divertidas e inteligentes. Com certeza um dos melhores argumentistas atualmente escrevendo para a Marvel, ele tem feito um ótimo trabalho nesta série. pelletier, sempre competente, continua aqui com seu estilo normal, bastante semelhante ao de Alan Davis.
Bom (7,5 / 10)

Ainda tirando o atraso de fim-de-ano. Vamos lá:

ANGELTOWN 2 (de 5)
Vertigo
Texto: Gary Phillips
Arte: Shawn Martinbrough
A trama se complica ainda mais neste noir-Los-Angeles-Spike-Lee-GTA 3. O texto de Gary Phillips às vezes soa forçadamente “hip” e “street”, mas funciona. Os desenhos de Martinbrough são simples, mas captam bem o clima realista, ensolarado e exagerado da história, que nesta segunda edição começa a pegar fogo. Mas a narrativa às vezes soa desnecessariamente complicada, em um exemplo perfeito de história que funciona melhor quando lida de uma vez só, em TPB, do que em pílulas mensais.
Bom (7,5 / 10)

AQUAMAN 25
DC
Texto: John Arcudi
Arte: Patrick Gleason
John Arcudi toma as rédeas da nova fase deste título após um arco introdutório a cargo de John Ostrander. Aquaman precisa lidar com algo que nunca viu antes no fundo do mar: viciados em heroína. Isso acontece, claro, em Sub Diego, a antiga San Diego que agora está no fundo do mar, habitada por humanos que respiram debaixo d’água. A condição desgraçada destes humanos, que repentinamente se vêem em uma realidade totalmente diferente, é bem retratada por Arcudi, que é ótimo em caracterizações. Mas não sei se fazer de Aquaman um personagem com uma cidade fixa de atuação é algo tão legal assim.
Bom (7 / 10)

B.P.R.D. – THE DEAD 2 (de 4)
Dark Horse
Texto: Mike Mignola e John Arcudi
Arte: Guy Davis
Hellboy e as séries do grupo B.P.R.D. talvez sejam o que o quadrinho americano tem de mais parecido com um fumetti. Personagens fortes e tramas inteligentes, dentro de uma continuidade clara, mas não dependentes de uma cronologia limitadora. Mignola e Arcudi criam nesta nova mini um bom conto de horror, onde Abe Sapiens finalmente tem parte de seu passado revelado. Enquanto isso, na nova base do Colorado, Liz Sherman, Roger e Johann descobrem algo esquisitíssimo. Guy Davis está ótimo nesta série e o colorista Dave Stewart também merece uma menção.
Muito Bom (8,5 / 10)

DEMO 12 (de 12)
AiT/PlanetLar
Texto: Brian Wood
Arte: Becky Cloonan
A maxissérie em 12 partes Demo é concluída nesta edição, deixando em seu rastro uma trilha de altos e baixos. Grandes momentos se alternaram com outros não tão satisfatórios. Esta edição tem duas histórias. A primeira, com desenhos de Cloonan, a artista da série, é uma pequena pérola. Escrita por Wood através de estrofes, como a letra de uma música silenciosa, é uma espécie de nouvelle vague passada no Brooklyn. A história de back-up inverte os papéis: Cloonan escreve e Wood desenha. É bom ver o ótimo traço de Brian Wood mais uma vez, com toda sua poesia stencil-urbana.
Muito Bom (8,5 / 10)

GOTHAM CENTRAL 26
DC
Texto: Ed Brubaker
Arte: Michael Lark
É a primeira edição sem a excelente arte de Michael Lark, que partiu para um contrato de exclusividade com a Marvel. Uma pena. O texto de Ed Brubaker continua afiado e de altíssima qualidade, tanto em termos de plot como de caracterização e diálogos. Brian Bendis, aliás, faria muito em prestar atenção aqui e aprender como se escreve histórias policiais. Mas o novo artista, Jason Alexander, deixa muito a desejar. Ele não é ruim, mas seu estilo fluido talvez ficasse muito melhor em uma história em preto e branco (e os personagens não são facilmente reconhecíveis, o que é um problema numa revista onde ninguém usa sem super-uniformes; quer dizer, este número é uma exceção, já que aparece em cena a Mulher-Gato, em uma ótima trama de “whodunnit?”).
Bom 7,5 / 10)

HULK & THING – HARD KNOCKS 4 (de 4)
Marvel
Texto: Bruce Jones
Arte: Jae Lee
Que completa perda de tempo. Esta minissérie é uma triste despedida de Bruce Jones de sua fase no Hulk e de seu retorno à Marvel. Ausência total de idéias, os diálogos mais idiotas e forçados do planeta; nem mesmo a arte do normalmente ótimo Jae Lee está boa aqui. Este encontrinho cheio de bate-bocas e briguinhas infantis entre Hulk e Coisa poderia ter rendido uma história divertida de oito páginas para coletâneas como a extinta Marvel Fanfare, mas alguém na Marvel estava doente quando deu sinal verde para que esta coisa fosse transformada em uma minissérie em quatro partes. Chato e pavoroso.
Uma Porcaria (3,5 / 10)

JLA 109
DC
Texto: Kurt Busiek
Arte: Ron Garney
O Sindicato do Crime deixa a Terra-2 e chega à nossa realidade, enquanto o planeta Qward passa por uma pequena revolução política e se prepara para voltar a ser o império colonialista de décadas atrás. A Liga aparece brevemente por duas páginas (o que já é um avanço, já que ela esteve sumida completamente da edição anterior). Busiek demonstra boas idéias aqui (como de praxe), mas há algo de errado no ritmo e abordagem desta história. E o que diabos aconteceu com o antes excelente Ron garney? Não está ruim, mas é uma mera amostra do que ele desenhava antes.
Tá, é Bacana (6 / 10)

THE PUNISHER 15
MAX
Texto: Garth Ennis
Arte: Dougie Braithwaite
A terceira parte do arco “Mother Russia” e Frank Castle e um delta force mané invadem uma base nuclear secreta na Rússia, para “salvar” uma menina que carrega um vírus mortal. Ennis acerta mais a mão nesta edição do que nas anteriores, com boas cenas de ação e tiroteios absurdamente exagerados. Braithwaite é um artista apenas correto e por vezes seu estilo soa um tanto repetitivo. Nada demais, mas um bom quadrinho de ação, despretensioso e ágil. Ainda assim, bem diferente da fase anterior de Ennis na revista, quando ele lançava mão do humor negro em altas doses.
Tá, é Bacana (6,5 / 10)

SHE-HULK 10
Marvel
Texto: Dan Slott
Arte: Paul Pelletier
Um número atípico, onde Dan Slott conta a origem secreta de Titãnia, desde sua infância até a época de Secret Wars. Slott tem uma grande vantagem sobre outros escritores: ao invés de ignorar a cronologia passada destes personagens ou, num outro extremo, de ceder sob o peso de épocas anteriores, ele utiliza a continuidade a seu favor, tecendo histórias divertidas e inteligentes. Com certeza um dos melhores argumentistas atualmente escrevendo para a Marvel, ele tem feito um ótimo trabalho nesta série. pelletier, sempre competente, continua aqui com seu estilo normal, bastante semelhante ao de Alan Davis.
Bom (7,5 / 10)

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