Arco 2004

Começou hoje em Madri a maior feira de arte contemporânea do mundo, a Arco 2004. No total, são quase 23 mil metros quadrados de espaço, espalhados por diversas galerias e museus da cidade. Tem coisas bem estranhas, como uma sala escura onde é tocada uma gravação com vários gritos, para que os visitantes também berrem o mais que puderem e entrem para a gravação seguinte, acumulando cada vez mais gritos. E uma cabeça gigante do George W. Bush, onde as pessoas podem entrar e passear. Vejam mais aqui, tem outras coisas legais.

Começou hoje em Madri a maior feira de arte contemporânea do mundo, a Arco 2004. No total, são quase 23 mil metros quadrados de espaço, espalhados por diversas galerias e museus da cidade. Tem coisas bem estranhas, como uma sala escura onde é tocada uma gravação com vários gritos, para que os visitantes também berrem o mais que puderem e entrem para a gravação seguinte, acumulando cada vez mais gritos. E uma cabeça gigante do George W. Bush, onde as pessoas podem entrar e passear. Vejam mais aqui, tem outras coisas legais.

Eu Fui Um Tagger Adolescente

Richard Sen Agpra é músico e DJ, mas nos anos 80 ele era um “tagger” (grafiteiro), deixando seu nome (“tag”) pelos metrôs de Londres. Nesta entrevista bem legal, Sen explica “porque eu fui um tagger adolescente”.

Richard Sen Agpra é músico e DJ, mas nos anos 80 ele era um “tagger” (grafiteiro), deixando seu nome (“tag”) pelos metrôs de Londres. Nesta entrevista bem legal, Sen explica “porque eu fui um tagger adolescente”.

A Morte da Fotografia de Moda

Já chamado por figuras como Warren Ellis como “o ano em que a cultura pop morreu”, 2003 realmente viu a desintegração de conceitos e estéticas. Confiram este ensaio slide-show sobre A Morte da Fotografia de Moda, por exemplo, clicando aqui. A autora toca em pontos interessantes: como as modelos atuais têm cara de burras e vitimizadas, em comparação com as divas cinquentistas da Vogue e Harper’s Bazaar; como os fotógrafos acham que estão fazendo arte mas estampam apenas o realismo mais chato e pedestre; como o equilíbrio entre arte e comércio desabou, deixando em seu lugar uma arte feia e sem brilho.

Claro, até porque a arte hoje em dia está aqui: confiram esta sensacional galeria com imagens do jogo Final Fantasy X-2 e comparem o resultado estético.

Já chamado por figuras como Warren Ellis como “o ano em que a cultura pop morreu”, 2003 realmente viu a desintegração de conceitos e estéticas. Confiram este ensaio slide-show sobre A Morte da Fotografia de Moda, por exemplo, clicando aqui. A autora toca em pontos interessantes: como as modelos atuais têm cara de burras e vitimizadas, em comparação com as divas cinquentistas da Vogue e Harper’s Bazaar; como os fotógrafos acham que estão fazendo arte mas estampam apenas o realismo mais chato e pedestre; como o equilíbrio entre arte e comércio desabou, deixando em seu lugar uma arte feia e sem brilho.

Claro, até porque a arte hoje em dia está aqui: confiram esta sensacional galeria com imagens do jogo Final Fantasy X-2 e comparem o resultado estético.

Ótimo Site de Grafite

SENSACIONAL SITE voltado para grafite e stencils, com vastas e legais galerias.

SENSACIONAL SITE voltado para grafite e stencils, com vastas e legais galerias.

Vespas

Sensacional este site voltado para as fotos dos calendários das motos Vespa dos anos 60. Várias fotos de meninas sessentistas ao lado de suas scooters. Vale uma olhada.

Sensacional este site voltado para as fotos dos calendários das motos Vespa dos anos 60. Várias fotos de meninas sessentistas ao lado de suas scooters. Vale uma olhada.

THC

Uma das coisas mais legais que surgiram no Rio nos últimos anos foi o grafite. E um dos sites mais legais sobre grafite é o do THC (The High Capacity Crew), que pode ser visitado aqui.

Uma das coisas mais legais que surgiram no Rio nos últimos anos foi o grafite. E um dos sites mais legais sobre grafite é o do THC (The High Capacity Crew), que pode ser visitado aqui.

Argh

Tá impossível ler os cadernos de cultura brasileiros. No Rio, então, parece que tem que ser mongolóide pra ser crítico de cinema, artes plásticas ou coisa que o valha. No Brasil acontece uma coisa bem estranha, que é a forma das nossas “críticas”. Não só as críticas e resenhas de arte, etc, mas a forma como qualquer coisa é criticada no Brasil: através do clichê. Os argumentos levantados contra ou a favor de qualquer coisa ou pessoa são totalmente lugar comum e isso se reflete nos elogios e alfinetadas dos nossos “críticos”, articulistas e jornalistas em geral. Os elogios são sempre os mesmos, motivados pelas mesmas “qualidades” (devem ler algum manual universal de boas qualidades nas faculdades de jornalismo). E as alfinetadas são sempre as mesmas, pelos mesmos motivos. Deviam oficializar logo a alfinetada ranheta e rasteira como elemento padrão do texto, como o lead. Já vejo até o verbete no Manual de Redação da Folha:

“Alfinetada: Parte do texto – normalmente no final – onde o autor economiza
dinheiro com sessões de psicanálise e enxerga no objeto de sua crítica
todos os seus medos e neuroses, realizando uma troca – em via de mão única
– com o escritor, músico, cineasta, artista plástico, etc – que se torna
obviamente responsável por todas as décadas de frustrações do autor do
artigo. Exemplos: “o trabalho de fulano é raso”; “o filme lida com questões
importantes”; “sicrano não é mais o mesmo” e por aí vai.

Na verdade, as frases querem dizer o seguinte:
O trabalho de fulano é raso porque eu não entendi nada do que ele escreveu,
pintou ou dirigiu;

O filme lida com questões importantes que estão em baila há anos mas sobre
as quais sempre tive preguiça de ler, então a fita me foi muito útil;

Sicrano não é mais o mesmo desde que deixou de pintar quadros sobre pênis
em estado de dormência e aliviava minha angústia por ser impotente; agora
que ele pinta pênis eretos e mulheres de cinta-liga, ele afronta
diretamente todos os traumas que tento encobrir com litros e litros de café
e viagens a Garopaba.

Tá impossível ler os cadernos de cultura brasileiros. No Rio, então, parece que tem que ser mongolóide pra ser crítico de cinema, artes plásticas ou coisa que o valha. No Brasil acontece uma coisa bem estranha, que é a forma das nossas “críticas”. Não só as críticas e resenhas de arte, etc, mas a forma como qualquer coisa é criticada no Brasil: através do clichê. Os argumentos levantados contra ou a favor de qualquer coisa ou pessoa são totalmente lugar comum e isso se reflete nos elogios e alfinetadas dos nossos “críticos”, articulistas e jornalistas em geral. Os elogios são sempre os mesmos, motivados pelas mesmas “qualidades” (devem ler algum manual universal de boas qualidades nas faculdades de jornalismo). E as alfinetadas são sempre as mesmas, pelos mesmos motivos. Deviam oficializar logo a alfinetada ranheta e rasteira como elemento padrão do texto, como o lead. Já vejo até o verbete no Manual de Redação da Folha:

“Alfinetada: Parte do texto – normalmente no final – onde o autor economiza
dinheiro com sessões de psicanálise e enxerga no objeto de sua crítica
todos os seus medos e neuroses, realizando uma troca – em via de mão única
– com o escritor, músico, cineasta, artista plástico, etc – que se torna
obviamente responsável por todas as décadas de frustrações do autor do
artigo. Exemplos: “o trabalho de fulano é raso”; “o filme lida com questões
importantes”; “sicrano não é mais o mesmo” e por aí vai.

Na verdade, as frases querem dizer o seguinte:
O trabalho de fulano é raso porque eu não entendi nada do que ele escreveu,
pintou ou dirigiu;

O filme lida com questões importantes que estão em baila há anos mas sobre
as quais sempre tive preguiça de ler, então a fita me foi muito útil;

Sicrano não é mais o mesmo desde que deixou de pintar quadros sobre pênis
em estado de dormência e aliviava minha angústia por ser impotente; agora
que ele pinta pênis eretos e mulheres de cinta-liga, ele afronta
diretamente todos os traumas que tento encobrir com litros e litros de café
e viagens a Garopaba.

Quadros Roubados

Alguém roubou três quadros de uma galeria de Londres e deixou um bilhete onde dizia que o roubo não visava fins lucrativos, mas sim denunciar as falhas no sistema de segurança. A Fortificação de Paris, de Van Gogh; Pobreza, de Picasso; e Paisagem do Taiti, de Gauguin, têm juntas um valor estimado de 1,6 milhão de dólares. Os três quadros foram encontrados enrolados em um tubo, em um banheiro público de Londres, após um telefonema anônimo.

Só que a preocupação com a segurança saiu pela culatra: a polícia disse que enquadrará os culpados por furto (assim que encontrarem uma pista de quem são, claro). E pior: há suspeitas de que as obras tenham sido danificadas pela umidade do banheiro. Especialistas estão analisando as pinturas para verificar se isso aconteceu. Mais informações aqui.

A Fortificação de Paris, de Van Gogh:

Alguém roubou três quadros de uma galeria de Londres e deixou um bilhete onde dizia que o roubo não visava fins lucrativos, mas sim denunciar as falhas no sistema de segurança. A Fortificação de Paris, de Van Gogh; Pobreza, de Picasso; e Paisagem do Taiti, de Gauguin, têm juntas um valor estimado de 1,6 milhão de dólares. Os três quadros foram encontrados enrolados em um tubo, em um banheiro público de Londres, após um telefonema anônimo.

Só que a preocupação com a segurança saiu pela culatra: a polícia disse que enquadrará os culpados por furto (assim que encontrarem uma pista de quem são, claro). E pior: há suspeitas de que as obras tenham sido danificadas pela umidade do banheiro. Especialistas estão analisando as pinturas para verificar se isso aconteceu. Mais informações aqui.

A Fortificação de Paris, de Van Gogh:

Coisas da Semana:

Quadrinhos da semana: O Prisioneiro, de Dean Motter. Minissérie em quatro partes baseada na clássica série sessentista de TV. Desenhos maravilhosos do Motter, com um estilo que remete um pouco ao design e ao desenho de moda. Bem legal (é de 1990, uma pena – deve ser difícil de achar). O site do Dean Motter é bem legal, cliquem aí.
Filme da semana: O Pianista, de Roman Polanski. O que posso dizer? Mereceu a Palma de Ouro e certamente deveria ganhar o Oscar. Direção, roteiro e atuações perfeitas, em um dos melhores filmes da extensa carreira do cineasta polonês. E ainda é perfeito para a atual situação mundial. Vão assistir amanhã mesmo.
Livro da semana: Semana sem grandes leituras. Carnaval dá preguiça.
Música da semana: Son of Mustang Ford, do Swervedriver. Uma das melhores pérolas do rock do início dos anos 90. Swervedriver era sensacional.
Site da semana: Adventureland, site e mecanismo de buscas voltado para o meu gênero mais querido de games: o adventure (que infelizmente, graças à falta de habilidade para pensar típica dos dias de hoje, está em franca extinção). Quanto mais os games avançam tecnologicamente, mais regridem em charme, jogabilidade e inteligência. Mais sobre isso outro dia.
CD da semana: Last Splash, The Breeders. O melhor antídoto anti-chatice do Carnaval. Repitam comigo: “One divine hammer…”
Game da semana: Gabriel Knight – Sins of the Fathers. O primeiro da série, do já distante ano de 1993. Gabriel Knight é talvez o melhor personagem já criado para um game (cortesia da escritora Jane Jensen). Este primeiro episódio mescla vodu, assassinatos em série e New Orleans. Pixels gigantes para os padrões de hoje, musiquinhas em MIDI, mas um charme e um roteiro que nenhum hiper-mega-engine 3D consegue suplantar. Tomara que a Sierra concorde em lançar um quarto episódio da série. É o único título de adventure que sai atualmente por uma grande distribuidora.
Acontecimento da semana: Não é Gabriel Knight, John Constantine nem Jim Crow, mas também está às voltas com os Loas. Michael Jackson fazendo vodu para matar Steven Spielberg é ao mesmo tempo hilário, inacreditável, triste e genial. Who’s Bad?

The Breeders (foto de 2002)
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Quadrinhos da semana: O Prisioneiro, de Dean Motter. Minissérie em quatro partes baseada na clássica série sessentista de TV. Desenhos maravilhosos do Motter, com um estilo que remete um pouco ao design e ao desenho de moda. Bem legal (é de 1990, uma pena – deve ser difícil de achar). O site do Dean Motter é bem legal, cliquem aí.
Filme da semana: O Pianista, de Roman Polanski. O que posso dizer? Mereceu a Palma de Ouro e certamente deveria ganhar o Oscar. Direção, roteiro e atuações perfeitas, em um dos melhores filmes da extensa carreira do cineasta polonês. E ainda é perfeito para a atual situação mundial. Vão assistir amanhã mesmo.
Livro da semana: Semana sem grandes leituras. Carnaval dá preguiça.
Música da semana: Son of Mustang Ford, do Swervedriver. Uma das melhores pérolas do rock do início dos anos 90. Swervedriver era sensacional.
Site da semana: Adventureland, site e mecanismo de buscas voltado para o meu gênero mais querido de games: o adventure (que infelizmente, graças à falta de habilidade para pensar típica dos dias de hoje, está em franca extinção). Quanto mais os games avançam tecnologicamente, mais regridem em charme, jogabilidade e inteligência. Mais sobre isso outro dia.
CD da semana: Last Splash, The Breeders. O melhor antídoto anti-chatice do Carnaval. Repitam comigo: “One divine hammer…”
Game da semana: Gabriel Knight – Sins of the Fathers. O primeiro da série, do já distante ano de 1993. Gabriel Knight é talvez o melhor personagem já criado para um game (cortesia da escritora Jane Jensen). Este primeiro episódio mescla vodu, assassinatos em série e New Orleans. Pixels gigantes para os padrões de hoje, musiquinhas em MIDI, mas um charme e um roteiro que nenhum hiper-mega-engine 3D consegue suplantar. Tomara que a Sierra concorde em lançar um quarto episódio da série. É o único título de adventure que sai atualmente por uma grande distribuidora.
Acontecimento da semana: Não é Gabriel Knight, John Constantine nem Jim Crow, mas também está às voltas com os Loas. Michael Jackson fazendo vodu para matar Steven Spielberg é ao mesmo tempo hilário, inacreditável, triste e genial. Who’s Bad?

The Breeders (foto de 2002)
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Coisas da Semana

Quadrinhos da semana: Skreemer, de Peter Milligan, Brett Ewins e Steve Dillon. Minissérie em seis números, ganhadora de vários prêmios. Peter Milligan e Brett Ewins já haviam criado a ótima série Johnny Nemo (que saiu aqui na revista Animal) e aqui ganham o reforço do então iniciante Steve Dillon (Hellblazer, Justiceiro). Skreemer é uma mistura de Martin Scorsese, Mad Max e Alex Cox.
Filme da semana: Gosford Park, de Robert Altman. A verdade por trás das ambientações de Agatha Christie.
Livro da semana: O Misterioso Caso de Styles, de Agatha Christie. A estréia de Hercule Poirot e suas pequeninas células cinzentas neste clássico pulp-aristocrata de 1921.
Música da semana: I Can’t Get You Out Of My Head, de Kylie Minogue. Sim, é delicioso. Parece o melhor tecnopop de 1983.
Site da semana: Esta página sobre o mistério da igreja de Rennes-le-Chateau.
CD da semana: Public Enemy, It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back. O clássico do rap de 1988 ainda é um dos melhores discos de todos os tempos. Como o hip hop desaprendeu em uma década e meia. Bass, how low can you go?.
Game da semana: Driver, da Infogrames. Reinstalei só para passear por San Francisco á noite, fugindo da polícia.
Acontecimento da semana: Ônibus queimados, veículos metralhados, pessoas incendiadas. O pior da semana foi a abertura para este nosso alegre carnaval. Tanques nas ruas ao lado dos palhaços (em mais de um sentido). Esse ano, nós vamos brincar separados.

A tragédia
pessoal
de Veto Skreemer:
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Quadrinhos da semana: Skreemer, de Peter Milligan, Brett Ewins e Steve Dillon. Minissérie em seis números, ganhadora de vários prêmios. Peter Milligan e Brett Ewins já haviam criado a ótima série Johnny Nemo (que saiu aqui na revista Animal) e aqui ganham o reforço do então iniciante Steve Dillon (Hellblazer, Justiceiro). Skreemer é uma mistura de Martin Scorsese, Mad Max e Alex Cox.
Filme da semana: Gosford Park, de Robert Altman. A verdade por trás das ambientações de Agatha Christie.
Livro da semana: O Misterioso Caso de Styles, de Agatha Christie. A estréia de Hercule Poirot e suas pequeninas células cinzentas neste clássico pulp-aristocrata de 1921.
Música da semana: I Can’t Get You Out Of My Head, de Kylie Minogue. Sim, é delicioso. Parece o melhor tecnopop de 1983.
Site da semana: Esta página sobre o mistério da igreja de Rennes-le-Chateau.
CD da semana: Public Enemy, It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back. O clássico do rap de 1988 ainda é um dos melhores discos de todos os tempos. Como o hip hop desaprendeu em uma década e meia. Bass, how low can you go?.
Game da semana: Driver, da Infogrames. Reinstalei só para passear por San Francisco á noite, fugindo da polícia.
Acontecimento da semana: Ônibus queimados, veículos metralhados, pessoas incendiadas. O pior da semana foi a abertura para este nosso alegre carnaval. Tanques nas ruas ao lado dos palhaços (em mais de um sentido). Esse ano, nós vamos brincar separados.

A tragédia
pessoal
de Veto Skreemer:
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