Brown Nose

Recebo um e-mail de um tal “Nariz Errante” onde ele, no que pensa ser “educadamente” (ou seja, de forma beletrista e cafona, verdadeira renderização de um político nordestino) diz que visitou o Hypervoid e ficou “chocado em ver como eu ‘surrupio’ notícias de sites alheios”. E mais: ficou surpreso ao “descobrir que eu era jornalista e, mesmo assim, lançava mão de técnicas que beiravam o plágio, além de usar (sic) um texto confuso e pouco claro, que não tem lugar em um site de notícias”.

Ahh… (suspiro profundo).

Errante, meu filho, o Hypervoid NÃO É um site de notícias. Eu sou jornalista, mas se acha que aqui vai encontrar o meu trabalho, errou de porta. O void é um blog (já disse isso antes pra um cara meses atrás, nos comentários). Mas parece que as pessoas ainda não captaram. Um blog é um “web log”. Ou seja, um “log” de coisas legais que eu acho na “web”. De forma mais clara: uma seleção de notas e links para artigos ou notícias que o criador do blog julgou interessantes em sua ronda diária pela Internet. Um web log tradicional e típico sequer abriga textos, somente um punhado de textos curtos e links para outros sites da Internet. Não é o caso do Hypervoid, que tem mais coisas além disso, mas isso deixa bem claro que essas críticas não têm o menor sentido ou embasamento. Repita comigo: “link não é plágio, link não é plágio”, 23 vezes, até o blog do Warren Ellis abrir no seu browser como num passe de mágica.
Aí aproveita e vai no Google, digita “web logs history” e lê com atenção o que aparecer.

Por fim: blog não é jornalismo. O texto não precisa ser claro ou conciso, sequer imparcial. É o meu blog, portanto ele terá a minha opinião. Não estou sendo pago, então não vou trabalhar aqui. Vou me divertir. Diabos, já postei coisas aqui que escrevi dando “copy and paste” de trechos aleatórios de textos (meus) completamente diferentes. Posso postar cut-ups a la William Burroughs, novidades sobre o novo game da série Broken Sword ou dicas de como evocar Baphomet. Se eu estivesse escrevendo para algum jornal, eu teria a obrigação de ser claro, imparcial e tatibitati, de forma que até você, Errante, entenderia. Mas aqui, não. Aqui eu posso usar o estilo que eu quiser. Não quero informar, elucidar ou ser imparcial. Quero me divertir imerso no void.

Mergulhe na insanidade ou fique fora d’água.

Recebo um e-mail de um tal “Nariz Errante” onde ele, no que pensa ser “educadamente” (ou seja, de forma beletrista e cafona, verdadeira renderização de um político nordestino) diz que visitou o Hypervoid e ficou “chocado em ver como eu ‘surrupio’ notícias de sites alheios”. E mais: ficou surpreso ao “descobrir que eu era jornalista e, mesmo assim, lançava mão de técnicas que beiravam o plágio, além de usar (sic) um texto confuso e pouco claro, que não tem lugar em um site de notícias”.

Ahh… (suspiro profundo).

Errante, meu filho, o Hypervoid NÃO É um site de notícias. Eu sou jornalista, mas se acha que aqui vai encontrar o meu trabalho, errou de porta. O void é um blog (já disse isso antes pra um cara meses atrás, nos comentários). Mas parece que as pessoas ainda não captaram. Um blog é um “web log”. Ou seja, um “log” de coisas legais que eu acho na “web”. De forma mais clara: uma seleção de notas e links para artigos ou notícias que o criador do blog julgou interessantes em sua ronda diária pela Internet. Um web log tradicional e típico sequer abriga textos, somente um punhado de textos curtos e links para outros sites da Internet. Não é o caso do Hypervoid, que tem mais coisas além disso, mas isso deixa bem claro que essas críticas não têm o menor sentido ou embasamento. Repita comigo: “link não é plágio, link não é plágio”, 23 vezes, até o blog do Warren Ellis abrir no seu browser como num passe de mágica.
Aí aproveita e vai no Google, digita “web logs history” e lê com atenção o que aparecer.

Por fim: blog não é jornalismo. O texto não precisa ser claro ou conciso, sequer imparcial. É o meu blog, portanto ele terá a minha opinião. Não estou sendo pago, então não vou trabalhar aqui. Vou me divertir. Diabos, já postei coisas aqui que escrevi dando “copy and paste” de trechos aleatórios de textos (meus) completamente diferentes. Posso postar cut-ups a la William Burroughs, novidades sobre o novo game da série Broken Sword ou dicas de como evocar Baphomet. Se eu estivesse escrevendo para algum jornal, eu teria a obrigação de ser claro, imparcial e tatibitati, de forma que até você, Errante, entenderia. Mas aqui, não. Aqui eu posso usar o estilo que eu quiser. Não quero informar, elucidar ou ser imparcial. Quero me divertir imerso no void.

Mergulhe na insanidade ou fique fora d’água.

Googlevoid

A última leva de searches que acabaram desembocando no Hypervoid mantém o nível. Vejam só: as pessoas aportaram por aqui após terem procurado por “comprar óculos 3D ultima geração sem fio”, “optimus prime”, “download screensaver death metal”, “doom patrol revistas em quadrinhos”, “fotos das mulheres iraquianas”, “códigos para CounterStrike”, “fotos do a revolução não vai ser televisionada”, “egglondon”, “barra mundial primal” (??), “guantanamo”, “nightclub brasilia”, “swastika” e o inacreditável “babes possuídas”.

A última leva de searches que acabaram desembocando no Hypervoid mantém o nível. Vejam só: as pessoas aportaram por aqui após terem procurado por “comprar óculos 3D ultima geração sem fio”, “optimus prime”, “download screensaver death metal”, “doom patrol revistas em quadrinhos”, “fotos das mulheres iraquianas”, “códigos para CounterStrike”, “fotos do a revolução não vai ser televisionada”, “egglondon”, “barra mundial primal” (??), “guantanamo”, “nightclub brasilia”, “swastika” e o inacreditável “babes possuídas”.

Googlevoid

São hilárias as formas pelas quais as pessoas vêm parar aqui. Visitantes recentes toparam com o Hypervoid após procurarem (em sites como Google e até no MSN Search) por coisas as mais díspares possíveis, como “matrix skin”, “warren ellis escritor”, “hulk filme”, “skin armas counterstrike”, “the sims sem roupas”, “sharom osbourne” (quem?), “truques gta3”, “gta3 portugues” e o mais sensacional de todos, “fotos de penis ereto” (epa).

São hilárias as formas pelas quais as pessoas vêm parar aqui. Visitantes recentes toparam com o Hypervoid após procurarem (em sites como Google e até no MSN Search) por coisas as mais díspares possíveis, como “matrix skin”, “warren ellis escritor”, “hulk filme”, “skin armas counterstrike”, “the sims sem roupas”, “sharom osbourne” (quem?), “truques gta3”, “gta3 portugues” e o mais sensacional de todos, “fotos de penis ereto” (epa).

Insanidade

Já deu pra perceber que resolvi mudar radicalmente a cara do Hypervoid. Estava achando o blog sério demais e frio como um corredor de uma clínica da Barra conveniada à Golden Cross. Isso quer dizer:
a) Chega de notícias. News só rolarão através de links curtos e, mesmo assim, quando estiverem relacionadas à ARTE (música, cinema, quadrinhos, games, literatura, pintura, Ganesh, vodka). Não vou mais posar de correspondente de guerra do além.
b) Isso passa a ser um exercício da MAIS PURA INSANIDADE. Escreverei o que bem entender por aqui. Se quiser colocar contos de amor uraniano, assim será feito. Se quiser colocar 432 fotos da Trinity, idem. Se quiser postar uma página do Aleister Crowley, ibidem. Liber Terrarum.
c) Yeah.
d) Ainda assim, não é um exercício de egolatria e arrogância. Esses ingredientes são facilmente encontráveis aqui. Ao contrário, sendo menos impessoal, frio e mais Yo, acho que vai ficar mais interessante pra todo mundo.
Bem-vindos ao mundo da a(rt)gressividade gratuita, inútil, caótica e élfica.

Já deu pra perceber que resolvi mudar radicalmente a cara do Hypervoid. Estava achando o blog sério demais e frio como um corredor de uma clínica da Barra conveniada à Golden Cross. Isso quer dizer:
a) Chega de notícias. News só rolarão através de links curtos e, mesmo assim, quando estiverem relacionadas à ARTE (música, cinema, quadrinhos, games, literatura, pintura, Ganesh, vodka). Não vou mais posar de correspondente de guerra do além.
b) Isso passa a ser um exercício da MAIS PURA INSANIDADE. Escreverei o que bem entender por aqui. Se quiser colocar contos de amor uraniano, assim será feito. Se quiser colocar 432 fotos da Trinity, idem. Se quiser postar uma página do Aleister Crowley, ibidem. Liber Terrarum.
c) Yeah.
d) Ainda assim, não é um exercício de egolatria e arrogância. Esses ingredientes são facilmente encontráveis aqui. Ao contrário, sendo menos impessoal, frio e mais Yo, acho que vai ficar mais interessante pra todo mundo.
Bem-vindos ao mundo da a(rt)gressividade gratuita, inútil, caótica e élfica.

The Losers

Que estranho. O Hypervoid tem tido, desde sua criação, uma média de 39 hits diários. Mas eu tava conferindo os dados mais antigos e vi que, em 28 de abril, ele deu um salto, chegando a emplacar, naquele dia, 154 hits. Em todos os outros dias, a média se manteve mais ou menos a mesma. Fui nos arquivos e vi que o único post diferente daquele dia foi uma nota sobre a série de quadrinhos The Losers. Parece que o roteirista Andy Diggle está mesmo com moral.
Como esses hits provavelmente são de norte-americanos que acabaram parando no Hypervoid via Google, vou escrever os dois nomes mais uma vez:
THE LOSERS
ANDY DIGGLE
Vão chegar aqui e não vão conseguir ler patavinas do texto em português, mas dane-se ; )

Que estranho. O Hypervoid tem tido, desde sua criação, uma média de 39 hits diários. Mas eu tava conferindo os dados mais antigos e vi que, em 28 de abril, ele deu um salto, chegando a emplacar, naquele dia, 154 hits. Em todos os outros dias, a média se manteve mais ou menos a mesma. Fui nos arquivos e vi que o único post diferente daquele dia foi uma nota sobre a série de quadrinhos The Losers. Parece que o roteirista Andy Diggle está mesmo com moral.
Como esses hits provavelmente são de norte-americanos que acabaram parando no Hypervoid via Google, vou escrever os dois nomes mais uma vez:
THE LOSERS
ANDY DIGGLE
Vão chegar aqui e não vão conseguir ler patavinas do texto em português, mas dane-se ; )

Entropia

Ufa.
Passado o momento desabafo, voltamos à nossa programação normal.

Não estou com raiva de nenhum acontecimento ou caso em especial, mas do todo. É muito irritante ver pessoas razoavelmente inteligentes se comportando como se tivessem que provar alguma coisa. A Internet (listas de discussão, blogs, e-mails, fóruns) está tomada por pessoas que, apegadas às certezas que só um fanatismo muito grande é capaz de dar, impedem as discussões, atravancam os threads com ruído e entropia sem sentido e discordam só pelo prazer de discordar. É bizarro como tem se valorizado mais ter “opiniões novas” do que “opiniões inteligentes”. Para vir com opiniões novas, as pessoas têm lançado mão da lógica mais descabida.
Um exemplo:
“Eu gostei muito do filme (ou livro, ou disco) X.”

“Eu também. Embora X tenha roubado todas as suas idéias de Y, que em 1456 já fizera a mesma coisa.”

Enfim, um saco. O sujeito também gostou de X, mas – como ele não pode concordar com qualquer outra pessoa – se vê na obrigação de adicionar um detalhe duvidoso, sem importância e provavelmente não-relacionado somente para mostrar uma suposta abrangência cultural e mostrar que tem “idéias novas.” E nessa busca ensandecida por pontos de vista “inovadores”, misturam alhos com bugalhos e disseminam asneiras. O que tem no leite dessa gente que todos acham que precisam se comportar como Galileu Galilei ou Isaac Newton, descobrindo novas leis e ângulos insuspeitados a cada esquina?
Assim, o diálogo vai pro espaço e a discussão morre. Porque, enquanto você fica tentando falar sobre o produto X, o sujeito do outro lado, na verdade, não pára de falar sobre ele próprio.
Enfim, ego + comunicação = entropia.

Ufa.
Passado o momento desabafo, voltamos à nossa programação normal.

Não estou com raiva de nenhum acontecimento ou caso em especial, mas do todo. É muito irritante ver pessoas razoavelmente inteligentes se comportando como se tivessem que provar alguma coisa. A Internet (listas de discussão, blogs, e-mails, fóruns) está tomada por pessoas que, apegadas às certezas que só um fanatismo muito grande é capaz de dar, impedem as discussões, atravancam os threads com ruído e entropia sem sentido e discordam só pelo prazer de discordar. É bizarro como tem se valorizado mais ter “opiniões novas” do que “opiniões inteligentes”. Para vir com opiniões novas, as pessoas têm lançado mão da lógica mais descabida.
Um exemplo:
“Eu gostei muito do filme (ou livro, ou disco) X.”

“Eu também. Embora X tenha roubado todas as suas idéias de Y, que em 1456 já fizera a mesma coisa.”

Enfim, um saco. O sujeito também gostou de X, mas – como ele não pode concordar com qualquer outra pessoa – se vê na obrigação de adicionar um detalhe duvidoso, sem importância e provavelmente não-relacionado somente para mostrar uma suposta abrangência cultural e mostrar que tem “idéias novas.” E nessa busca ensandecida por pontos de vista “inovadores”, misturam alhos com bugalhos e disseminam asneiras. O que tem no leite dessa gente que todos acham que precisam se comportar como Galileu Galilei ou Isaac Newton, descobrindo novas leis e ângulos insuspeitados a cada esquina?
Assim, o diálogo vai pro espaço e a discussão morre. Porque, enquanto você fica tentando falar sobre o produto X, o sujeito do outro lado, na verdade, não pára de falar sobre ele próprio.
Enfim, ego + comunicação = entropia.

COISAS QUE EU ODEIO:

1) Intelectuais, filósofos e trolls da Internet;
2) Nerds;
3) Neo-hippies;
4) Heavy Metal (qualquer espécie);
5) MPB pós-anos 80;
6) Forró;
7) Livros de auto-ajuda;
8) Esoterismo naïf de boteco;
9) Nacionalistas;
10) Workaholics.

COISAS QUE EU ADORO:
1) Gente que sabe ser genial e inovadora sem fazer pose (ou fazendo uma pose decente);
2) The Invisibles;
3) Electro;
4) Hip Hop anterior a 1990;
5) Filmes policiais e de FC dos anos 70;
6) Romances noir;
7) Oscar Wilde;
8) William Burroughs
9) Paulo Mendes Campos;
10) Punk rock do período 1975-1979.

1) Intelectuais, filósofos e trolls da Internet;
2) Nerds;
3) Neo-hippies;
4) Heavy Metal (qualquer espécie);
5) MPB pós-anos 80;
6) Forró;
7) Livros de auto-ajuda;
8) Esoterismo naïf de boteco;
9) Nacionalistas;
10) Workaholics.

COISAS QUE EU ADORO:
1) Gente que sabe ser genial e inovadora sem fazer pose (ou fazendo uma pose decente);
2) The Invisibles;
3) Electro;
4) Hip Hop anterior a 1990;
5) Filmes policiais e de FC dos anos 70;
6) Romances noir;
7) Oscar Wilde;
8) William Burroughs
9) Paulo Mendes Campos;
10) Punk rock do período 1975-1979.

Hyperpulp: Games

Finalmente coloquei no ar o primeiro texto de não-ficção do Hyperpulp. Quem quiser ler agora, é só clicar aqui ou no link para o Hyperpulp aí no menu à esquerda. Dessa vez eu tento definir os diversos gêneros dos computer games.

Finalmente coloquei no ar o primeiro texto de não-ficção do Hyperpulp. Quem quiser ler agora, é só clicar aqui ou no link para o Hyperpulp aí no menu à esquerda. Dessa vez eu tento definir os diversos gêneros dos computer games.

Monday, April 21, 2003 at 12:43 PM

Problemas no meu computador fizeram com que o blog ficasse meio parado esses dias. Com tudo mais ou menos resolvido, as coisas já podem voltar ao ritmo normal por aqui.
Ah, eu odeio a Microsoft. Muito.

Problemas no meu computador fizeram com que o blog ficasse meio parado esses dias. Com tudo mais ou menos resolvido, as coisas já podem voltar ao ritmo normal por aqui.
Ah, eu odeio a Microsoft. Muito.

Chega

Declaro aqui o meu total divórcio do cinismo e da ironia “esperta”. Coisas que já fizeram sentido, mas isso antes do mundo se mostrar mais cínico e irônico do que todos os cínicos e irônicos juntos jamais puderam imaginar. A única inteligência e rebeldia possíveis no cenário atual (e considero aqui a palavra “cenário” em seu sentido mais amplo, aplicável a qualquer aspecto da vida atual) é o amor. E a arte. O resto já foi feito, dito – até demais.
Os anos 70 precisavam de John Lydon, os 80 precisavam de John Constantine, os 90 precisavam de Kurt Cobain. Os 2000 não precisam de cínicos. O cinismo é levado ao pé da letra agora, a ironia não é mais entendida e foi assimilada como comportamento desejável. O que precisamos agora é de Amélie Poulin.
Boa vontade, compreensão e amor esfregadas na cara do “sistema”.
E aí, o que estão esperando? Podem começar agora mesmo.

Declaro aqui o meu total divórcio do cinismo e da ironia “esperta”. Coisas que já fizeram sentido, mas isso antes do mundo se mostrar mais cínico e irônico do que todos os cínicos e irônicos juntos jamais puderam imaginar. A única inteligência e rebeldia possíveis no cenário atual (e considero aqui a palavra “cenário” em seu sentido mais amplo, aplicável a qualquer aspecto da vida atual) é o amor. E a arte. O resto já foi feito, dito – até demais.
Os anos 70 precisavam de John Lydon, os 80 precisavam de John Constantine, os 90 precisavam de Kurt Cobain. Os 2000 não precisam de cínicos. O cinismo é levado ao pé da letra agora, a ironia não é mais entendida e foi assimilada como comportamento desejável. O que precisamos agora é de Amélie Poulin.
Boa vontade, compreensão e amor esfregadas na cara do “sistema”.
E aí, o que estão esperando? Podem começar agora mesmo.