Quadrinhos e Games

Estrearam esta semana minhas colunas de Quadrinhos e Games/Informática no Almanaque Virtual.

O site ainda tá em fase beta, tateando, mas tem um rol de colaboradores bem bacana que daqui a pouco vão começar a fazer suas colunas por lá, também. A coluna de quadrinhos vai ao ar toda egunda-feira, com notícias e resenhas (que foram poucas nessa estréia, mas nas próximas irão crescendo de número); a de games vai ao ar toda terça-feira e tem notícias de games, resenhas e coisas de informática que tenham alguma relação com a cultura.

Vão lá conferir e postem suas críticas aqui (tá em beta ainda, coisas podem mudar mais pra frente).

Estrearam esta semana minhas colunas de Quadrinhos e Games/Informática no Almanaque Virtual.

O site ainda tá em fase beta, tateando, mas tem um rol de colaboradores bem bacana que daqui a pouco vão começar a fazer suas colunas por lá, também. A coluna de quadrinhos vai ao ar toda egunda-feira, com notícias e resenhas (que foram poucas nessa estréia, mas nas próximas irão crescendo de número); a de games vai ao ar toda terça-feira e tem notícias de games, resenhas e coisas de informática que tenham alguma relação com a cultura.

Vão lá conferir e postem suas críticas aqui (tá em beta ainda, coisas podem mudar mais pra frente).

Batman Begins

Rolou também o especial Batman Begins; eu escrevi os textos do Batman nos quadrinhos, nos desenhos animados e a galeria cronológica de batmóveis.

Rolou também o especial Batman Begins; eu escrevi os textos do Batman nos quadrinhos, nos desenhos animados e a galeria cronológica de batmóveis.

Quarteto

Especial sobre o Quarteto Fantástico:

Eu fiz os três primeiros textos: o Quarteto nos quadrinhos, nos desenhos da Hanna-Barbera e no “filme” do Roger Corman.

Especial sobre o Quarteto Fantástico:

Eu fiz os três primeiros textos: o Quarteto nos quadrinhos, nos desenhos da Hanna-Barbera e no “filme” do Roger Corman.

Vizoo – Diatribe

E a minha nova coluna mensal na revista Vizoo estreou este mês (na edição de novembro). O nome da cuja é Diatribe e, nesta primeira edição, volto a detonar os manés modernóides da cena “electro” carioca (e também detono os jornalistas que os detona, porque ninguém é de ferro e adoro ser esquizofrênico).
Vale a pena, a revista está bem legal. Confiram a Vizoo.

E a minha nova coluna mensal na revista Vizoo estreou este mês (na edição de novembro). O nome da cuja é Diatribe e, nesta primeira edição, volto a detonar os manés modernóides da cena “electro” carioca (e também detono os jornalistas que os detona, porque ninguém é de ferro e adoro ser esquizofrênico).
Vale a pena, a revista está bem legal. Confiram a Vizoo.

Raso, Tudo Raso

E, já que eu tô falando de cinema, vamos falar sério agora. O que está havendo com os críticos de cinema? Que geração bisonha é essa que está escrevendo nos jornais? Vão escrever mal assim lá em Kinshasa. TODOS eles, não se salva NENHUM crítico. A lógica de seus argumentos é pífia, tudo descamba para um achismo auto-centrado que revela a mais profunda ignorância estética, cinematográfica, artística, cultural, sexual, etc. Que leva mais desgraçada.

Os textos de TODOS os críticos de cinema do Globo, por exemplo, simplesmente não fazem o menor sentido, com graus diferenciados de aberrações, dependendo de quem escreve. Mas, falando sério, é uma gente que não deveria mesmo ser permitida a fazer isso. E pior que eu vi isso começar a acontecer, essa transformação da crítica de cinema no escaninho estúpido das redações. Infelizmente, é uma coisa típica da minha geração, eu vi essas pessoas começarem a escrever sobre cinema. E, sabendo como elas eram em suas vidas cultural e noturna, sabia que a coisa ia desandar pra esse gigantesco Saara de neurônios.

E, já que eu tô falando de cinema, vamos falar sério agora. O que está havendo com os críticos de cinema? Que geração bisonha é essa que está escrevendo nos jornais? Vão escrever mal assim lá em Kinshasa. TODOS eles, não se salva NENHUM crítico. A lógica de seus argumentos é pífia, tudo descamba para um achismo auto-centrado que revela a mais profunda ignorância estética, cinematográfica, artística, cultural, sexual, etc. Que leva mais desgraçada.

Os textos de TODOS os críticos de cinema do Globo, por exemplo, simplesmente não fazem o menor sentido, com graus diferenciados de aberrações, dependendo de quem escreve. Mas, falando sério, é uma gente que não deveria mesmo ser permitida a fazer isso. E pior que eu vi isso começar a acontecer, essa transformação da crítica de cinema no escaninho estúpido das redações. Infelizmente, é uma coisa típica da minha geração, eu vi essas pessoas começarem a escrever sobre cinema. E, sabendo como elas eram em suas vidas cultural e noturna, sabia que a coisa ia desandar pra esse gigantesco Saara de neurônios.

Brown Nose

Recebo um e-mail de um tal “Nariz Errante” onde ele, no que pensa ser “educadamente” (ou seja, de forma beletrista e cafona, verdadeira renderização de um político nordestino) diz que visitou o Hypervoid e ficou “chocado em ver como eu ‘surrupio’ notícias de sites alheios”. E mais: ficou surpreso ao “descobrir que eu era jornalista e, mesmo assim, lançava mão de técnicas que beiravam o plágio, além de usar (sic) um texto confuso e pouco claro, que não tem lugar em um site de notícias”.

Ahh… (suspiro profundo).

Errante, meu filho, o Hypervoid NÃO É um site de notícias. Eu sou jornalista, mas se acha que aqui vai encontrar o meu trabalho, errou de porta. O void é um blog (já disse isso antes pra um cara meses atrás, nos comentários). Mas parece que as pessoas ainda não captaram. Um blog é um “web log”. Ou seja, um “log” de coisas legais que eu acho na “web”. De forma mais clara: uma seleção de notas e links para artigos ou notícias que o criador do blog julgou interessantes em sua ronda diária pela Internet. Um web log tradicional e típico sequer abriga textos, somente um punhado de textos curtos e links para outros sites da Internet. Não é o caso do Hypervoid, que tem mais coisas além disso, mas isso deixa bem claro que essas críticas não têm o menor sentido ou embasamento. Repita comigo: “link não é plágio, link não é plágio”, 23 vezes, até o blog do Warren Ellis abrir no seu browser como num passe de mágica.
Aí aproveita e vai no Google, digita “web logs history” e lê com atenção o que aparecer.

Por fim: blog não é jornalismo. O texto não precisa ser claro ou conciso, sequer imparcial. É o meu blog, portanto ele terá a minha opinião. Não estou sendo pago, então não vou trabalhar aqui. Vou me divertir. Diabos, já postei coisas aqui que escrevi dando “copy and paste” de trechos aleatórios de textos (meus) completamente diferentes. Posso postar cut-ups a la William Burroughs, novidades sobre o novo game da série Broken Sword ou dicas de como evocar Baphomet. Se eu estivesse escrevendo para algum jornal, eu teria a obrigação de ser claro, imparcial e tatibitati, de forma que até você, Errante, entenderia. Mas aqui, não. Aqui eu posso usar o estilo que eu quiser. Não quero informar, elucidar ou ser imparcial. Quero me divertir imerso no void.

Mergulhe na insanidade ou fique fora d’água.

Recebo um e-mail de um tal “Nariz Errante” onde ele, no que pensa ser “educadamente” (ou seja, de forma beletrista e cafona, verdadeira renderização de um político nordestino) diz que visitou o Hypervoid e ficou “chocado em ver como eu ‘surrupio’ notícias de sites alheios”. E mais: ficou surpreso ao “descobrir que eu era jornalista e, mesmo assim, lançava mão de técnicas que beiravam o plágio, além de usar (sic) um texto confuso e pouco claro, que não tem lugar em um site de notícias”.

Ahh… (suspiro profundo).

Errante, meu filho, o Hypervoid NÃO É um site de notícias. Eu sou jornalista, mas se acha que aqui vai encontrar o meu trabalho, errou de porta. O void é um blog (já disse isso antes pra um cara meses atrás, nos comentários). Mas parece que as pessoas ainda não captaram. Um blog é um “web log”. Ou seja, um “log” de coisas legais que eu acho na “web”. De forma mais clara: uma seleção de notas e links para artigos ou notícias que o criador do blog julgou interessantes em sua ronda diária pela Internet. Um web log tradicional e típico sequer abriga textos, somente um punhado de textos curtos e links para outros sites da Internet. Não é o caso do Hypervoid, que tem mais coisas além disso, mas isso deixa bem claro que essas críticas não têm o menor sentido ou embasamento. Repita comigo: “link não é plágio, link não é plágio”, 23 vezes, até o blog do Warren Ellis abrir no seu browser como num passe de mágica.
Aí aproveita e vai no Google, digita “web logs history” e lê com atenção o que aparecer.

Por fim: blog não é jornalismo. O texto não precisa ser claro ou conciso, sequer imparcial. É o meu blog, portanto ele terá a minha opinião. Não estou sendo pago, então não vou trabalhar aqui. Vou me divertir. Diabos, já postei coisas aqui que escrevi dando “copy and paste” de trechos aleatórios de textos (meus) completamente diferentes. Posso postar cut-ups a la William Burroughs, novidades sobre o novo game da série Broken Sword ou dicas de como evocar Baphomet. Se eu estivesse escrevendo para algum jornal, eu teria a obrigação de ser claro, imparcial e tatibitati, de forma que até você, Errante, entenderia. Mas aqui, não. Aqui eu posso usar o estilo que eu quiser. Não quero informar, elucidar ou ser imparcial. Quero me divertir imerso no void.

Mergulhe na insanidade ou fique fora d’água.

Argh

Tá impossível ler os cadernos de cultura brasileiros. No Rio, então, parece que tem que ser mongolóide pra ser crítico de cinema, artes plásticas ou coisa que o valha. No Brasil acontece uma coisa bem estranha, que é a forma das nossas “críticas”. Não só as críticas e resenhas de arte, etc, mas a forma como qualquer coisa é criticada no Brasil: através do clichê. Os argumentos levantados contra ou a favor de qualquer coisa ou pessoa são totalmente lugar comum e isso se reflete nos elogios e alfinetadas dos nossos “críticos”, articulistas e jornalistas em geral. Os elogios são sempre os mesmos, motivados pelas mesmas “qualidades” (devem ler algum manual universal de boas qualidades nas faculdades de jornalismo). E as alfinetadas são sempre as mesmas, pelos mesmos motivos. Deviam oficializar logo a alfinetada ranheta e rasteira como elemento padrão do texto, como o lead. Já vejo até o verbete no Manual de Redação da Folha:

“Alfinetada: Parte do texto – normalmente no final – onde o autor economiza
dinheiro com sessões de psicanálise e enxerga no objeto de sua crítica
todos os seus medos e neuroses, realizando uma troca – em via de mão única
– com o escritor, músico, cineasta, artista plástico, etc – que se torna
obviamente responsável por todas as décadas de frustrações do autor do
artigo. Exemplos: “o trabalho de fulano é raso”; “o filme lida com questões
importantes”; “sicrano não é mais o mesmo” e por aí vai.

Na verdade, as frases querem dizer o seguinte:
O trabalho de fulano é raso porque eu não entendi nada do que ele escreveu,
pintou ou dirigiu;

O filme lida com questões importantes que estão em baila há anos mas sobre
as quais sempre tive preguiça de ler, então a fita me foi muito útil;

Sicrano não é mais o mesmo desde que deixou de pintar quadros sobre pênis
em estado de dormência e aliviava minha angústia por ser impotente; agora
que ele pinta pênis eretos e mulheres de cinta-liga, ele afronta
diretamente todos os traumas que tento encobrir com litros e litros de café
e viagens a Garopaba.

Tá impossível ler os cadernos de cultura brasileiros. No Rio, então, parece que tem que ser mongolóide pra ser crítico de cinema, artes plásticas ou coisa que o valha. No Brasil acontece uma coisa bem estranha, que é a forma das nossas “críticas”. Não só as críticas e resenhas de arte, etc, mas a forma como qualquer coisa é criticada no Brasil: através do clichê. Os argumentos levantados contra ou a favor de qualquer coisa ou pessoa são totalmente lugar comum e isso se reflete nos elogios e alfinetadas dos nossos “críticos”, articulistas e jornalistas em geral. Os elogios são sempre os mesmos, motivados pelas mesmas “qualidades” (devem ler algum manual universal de boas qualidades nas faculdades de jornalismo). E as alfinetadas são sempre as mesmas, pelos mesmos motivos. Deviam oficializar logo a alfinetada ranheta e rasteira como elemento padrão do texto, como o lead. Já vejo até o verbete no Manual de Redação da Folha:

“Alfinetada: Parte do texto – normalmente no final – onde o autor economiza
dinheiro com sessões de psicanálise e enxerga no objeto de sua crítica
todos os seus medos e neuroses, realizando uma troca – em via de mão única
– com o escritor, músico, cineasta, artista plástico, etc – que se torna
obviamente responsável por todas as décadas de frustrações do autor do
artigo. Exemplos: “o trabalho de fulano é raso”; “o filme lida com questões
importantes”; “sicrano não é mais o mesmo” e por aí vai.

Na verdade, as frases querem dizer o seguinte:
O trabalho de fulano é raso porque eu não entendi nada do que ele escreveu,
pintou ou dirigiu;

O filme lida com questões importantes que estão em baila há anos mas sobre
as quais sempre tive preguiça de ler, então a fita me foi muito útil;

Sicrano não é mais o mesmo desde que deixou de pintar quadros sobre pênis
em estado de dormência e aliviava minha angústia por ser impotente; agora
que ele pinta pênis eretos e mulheres de cinta-liga, ele afronta
diretamente todos os traumas que tento encobrir com litros e litros de café
e viagens a Garopaba.

A noite do Rio está mesmo em seus estertores, como um zumbi de filme mexicano. Um evento riponga no Armazém 5 do Cais do Porto, há alguns dias, com gente jogando quilos e quilos de farinha do mezzanino do armazém e fazendo esculturas de gelo no chão, mereceu capa do Segundo Caderno do Globo, sob o título “Delicioso Caos”. É, em faculdade de jornalismo não ensinam nem o que é caos, quanto mais estética.