Vira, Vira, Vira

The Book of Were-Wolves, de 1865, está inteiro no link aí ao lado. Uma compilação de menções e “visões” de lobisomenes desde a Grécia Antiga até a Europa do século XIX.

The Book of Were-Wolves, de 1865, está inteiro no link aí ao lado. Uma compilação de menções e “visões” de lobisomens desde a Grécia Antiga até a Europa do século XIX.

Sun Wu-Kung, o Macaco-Rei

Já que estamos entrando no Ano do Macaco, segue aí a história do Macaco Rei:

Sun Wu-Kung é o nome do Macaco Rei. Sun, seu nome de família, é baseado na palavra chinesa para “macaco”. Wu-Kung significa “peregrino” e lhe foi dado por seu primeiro instrutor, um pregador taoísta. Ele também é conhecido como Charmoso Macaco Rei, Macaco da Mente e Pi Ma-Wen, embora este último seja considerado quase um insulto e seu uso o deixe enraivecido. Sun Wu-Kung é um dos principais personagens do clássico conto “Viagem para o Oeste”, sobre o monge tang Tripitaka e sua jornada para o Céu Ocidental em busca das escrituras sagradas de Buda, a fim de trazê-las de volta para a China.

Sun Wu-Kung nasceu do caos primordial, saindo de um ovo de pedra chocado pelo céu. Ele governou um reino de macacos em uma ilha remota, adotando o nome de Charmoso Macaco Rei. Certo dia, um macaco ancião morreu e o Charmoso Macaco Rei decidiu deixar a ilha para aprender como se tornar imortal.

Ele viajou pelas terras dos humanos e finalmente encontrou uma montanha onde um pregador taoísta o aceitou como discípulo. Macaco demonstrou ser um estudante profícuo em artes marciais, transformações mágicas e dança nas nuvens, uma arte que o permitia percorrer milhares de quilômetros com um só salto. Mas o Charmoso Macaco Rei era desobediente e finalmente foi expulso do local.

Ele voltou para sua ilha, detruiu monstros que haviam resolvido morar por lá e logo voltou seus olhos para o céu, acreditando ser tão poderoso quanto os deuses. Ele adotou o nome de O Grande Sábio, Uno Com o Céu e exigiu que o Imperador de Jade o reconhecesse como tal. Percebendo seu poder, o Imperador de Jade atendeu seu pedido e indicou o Macaco para a posição de Pi Ma-Wen… que significa “limpador dos estábulos”. Macaco ficou agradecido pelo título e alegremente cumpriu suas tarefas até que percebeu que era um trabalho menor e que os outros deuses estavam rindo dele. Enraivecido, ele atacou o céu, roubando e comendo as pêras da imortalidade que estavam reservadas para um festival e consumindo as pílulas da imortalidade preparadas por Lao Tsé.

Macacou voou de volta para sua ilha e estabeleceu defesas contra os deuses que os perseguiam. Durante a batalha, ele e seu exército de macacos várias vezes desfecharam golpes terríveis nas forças celestes. Finalmente, Lao T´se, o Boddhisattva Kuan Shi-Yin e a fa´mília Deveraja conseguiram subjugá-lo. O Imperador de Jade tentou executá-lo, mas a magia do Macaco era forte demais. Ele foi colocado no caldeirão de Lao Tsé para ser exterminado, mas isso apenas o refinou e ele escapou para causar perturbações no céu mais uma vez. Finalmente, o Imperador de Jade pediu que o próprio Buida o ajudasse. Buda respondeu e fez uma aposta com o Macaco. O Macaco perdeu e foi aprisionado sob uma montanha, onde foi atormentado por 500 anos.

Kuan Shi-Yin providenciou sua libertação, indicando o polêmico macaco para ser guarda-costas do santo monge que iria atravessar a China até o Céu Ocidental para recuperar as escrituras do próprio Buda. Isso acabou sendo mais duro que parecia, já que Tripitaka, o monge enviado na missão, havia tido uma vida de virtudes em suas últimas dez encarnações. Isso significava que comer sua carne poderia garantir imortalidade aos monstros, o que tornou o monge constante alvo de ataques de demônios.

Mas a essa altura o Macaco havia adquirido e desenvolvido vastos poderes, o que fazia dele um guarda-costas formidável. Ele sabia realizar 72 transformações e assim conseguia metamorfosear-se em seres do tamanho de uma pulga ou de um imenso gigante. Além disso, cada um de seus pêlos também podia se transformar; assim, arrancando alguns deles e mastigando-os, ele podia produzir um exército de cópias de si mesmo. Ele podia ainda se disfarçar como qualquer criatura que já houvesse encontrado e somente os deuses eram capazes de distingui-lo dos seres originais. Sua visão era excelente e ele conseguia enxergar monstros a 10 mil milhas de distância durante o dia. Ele também possuía uma arma mágica, que havia ganho dos Reis Dragões do oceano. Ele a chamava de seu Bastão de Submissão, uma vara de metal que mudava de forma e que pesava várias toneladas. Ele normalmente a usava atrás de sua orelha, sob a forma e o tamanho de um palito de dentes, mas quando a batalha se aproximava o bastão assumia sua verdadeira forma e ainda podia gerar milhares de cópias.

Em sua forma normal, o Macaco era uma criatura pequena, com feições simiescas e membros fortes. Quando viajava entre os humanos, sua forma e postura se tornavam mais humanóides, mas ele mantinha seu rosto de macaco, o corpo peludo e seu rabo. Após ter sido cozinhado no caldeirão de Lao Tsé, seus olhos viraram diamantes e suas pupilas eram de um vermelho ardente.

Ele teve que vigiar o monge durante quase toda a jornada, tornando-se seu discípulo, ao lado de Chu Pa-Chieh, o Monge Sha e o Cavalo Dragão. Enfrentou vários monstros, alguns deles antigos aliados de seu próprio passado monstruoso. Finalmente, as escrituras foram resgatadas e Sun Wu-Kung se tornou o Buda da Vitória Pela Persistência.

Sun Wu-Kung é às vezes chamado de Sun Hou-Zi ou associado ao deus hindu Hanuman, símbolo da Devoção e do Serviço.

(Texto baseado em verbetes da Encyclopedia Mythica, traduzidos por mim).

Uma imagem de Hanuman:

Já que estamos entrando no Ano do Macaco, segue aí a história do Macaco Rei:

Sun Wu-Kung é o nome do Macaco Rei. Sun, seu nome de família, é baseado na palavra chinesa para “macaco”. Wu-Kung significa “peregrino” e lhe foi dado por seu primeiro instrutor, um pregador taoísta. Ele também é conhecido como Charmoso Macaco Rei, Macaco da Mente e Pi Ma-Wen, embora este último seja considerado quase um insulto e seu uso o deixe enraivecido. Sun Wu-Kung é um dos principais personagens do clássico conto “Viagem para o Oeste”, sobre o monge tang Tripitaka e sua jornada para o Céu Ocidental em busca das escrituras sagradas de Buda, a fim de trazê-las de volta para a China.

Sun Wu-Kung nasceu do caos primordial, saindo de um ovo de pedra chocado pelo céu. Ele governou um reino de macacos em uma ilha remota, adotando o nome de Charmoso Macaco Rei. Certo dia, um macaco ancião morreu e o Charmoso Macaco Rei decidiu deixar a ilha para aprender como se tornar imortal.

Ele viajou pelas terras dos humanos e finalmente encontrou uma montanha onde um pregador taoísta o aceitou como discípulo. Macaco demonstrou ser um estudante profícuo em artes marciais, transformações mágicas e dança nas nuvens, uma arte que o permitia percorrer milhares de quilômetros com um só salto. Mas o Charmoso Macaco Rei era desobediente e finalmente foi expulso do local.

Ele voltou para sua ilha, detruiu monstros que haviam resolvido morar por lá e logo voltou seus olhos para o céu, acreditando ser tão poderoso quanto os deuses. Ele adotou o nome de O Grande Sábio, Uno Com o Céu e exigiu que o Imperador de Jade o reconhecesse como tal. Percebendo seu poder, o Imperador de Jade atendeu seu pedido e indicou o Macaco para a posição de Pi Ma-Wen… que significa “limpador dos estábulos”. Macaco ficou agradecido pelo título e alegremente cumpriu suas tarefas até que percebeu que era um trabalho menor e que os outros deuses estavam rindo dele. Enraivecido, ele atacou o céu, roubando e comendo as pêras da imortalidade que estavam reservadas para um festival e consumindo as pílulas da imortalidade preparadas por Lao Tsé.

Macacou voou de volta para sua ilha e estabeleceu defesas contra os deuses que os perseguiam. Durante a batalha, ele e seu exército de macacos várias vezes desfecharam golpes terríveis nas forças celestes. Finalmente, Lao T´se, o Boddhisattva Kuan Shi-Yin e a fa´mília Deveraja conseguiram subjugá-lo. O Imperador de Jade tentou executá-lo, mas a magia do Macaco era forte demais. Ele foi colocado no caldeirão de Lao Tsé para ser exterminado, mas isso apenas o refinou e ele escapou para causar perturbações no céu mais uma vez. Finalmente, o Imperador de Jade pediu que o próprio Buida o ajudasse. Buda respondeu e fez uma aposta com o Macaco. O Macaco perdeu e foi aprisionado sob uma montanha, onde foi atormentado por 500 anos.

Kuan Shi-Yin providenciou sua libertação, indicando o polêmico macaco para ser guarda-costas do santo monge que iria atravessar a China até o Céu Ocidental para recuperar as escrituras do próprio Buda. Isso acabou sendo mais duro que parecia, já que Tripitaka, o monge enviado na missão, havia tido uma vida de virtudes em suas últimas dez encarnações. Isso significava que comer sua carne poderia garantir imortalidade aos monstros, o que tornou o monge constante alvo de ataques de demônios.

Mas a essa altura o Macaco havia adquirido e desenvolvido vastos poderes, o que fazia dele um guarda-costas formidável. Ele sabia realizar 72 transformações e assim conseguia metamorfosear-se em seres do tamanho de uma pulga ou de um imenso gigante. Além disso, cada um de seus pêlos também podia se transformar; assim, arrancando alguns deles e mastigando-os, ele podia produzir um exército de cópias de si mesmo. Ele podia ainda se disfarçar como qualquer criatura que já houvesse encontrado e somente os deuses eram capazes de distingui-lo dos seres originais. Sua visão era excelente e ele conseguia enxergar monstros a 10 mil milhas de distância durante o dia. Ele também possuía uma arma mágica, que havia ganho dos Reis Dragões do oceano. Ele a chamava de seu Bastão de Submissão, uma vara de metal que mudava de forma e que pesava várias toneladas. Ele normalmente a usava atrás de sua orelha, sob a forma e o tamanho de um palito de dentes, mas quando a batalha se aproximava o bastão assumia sua verdadeira forma e ainda podia gerar milhares de cópias.

Em sua forma normal, o Macaco era uma criatura pequena, com feições simiescas e membros fortes. Quando viajava entre os humanos, sua forma e postura se tornavam mais humanóides, mas ele mantinha seu rosto de macaco, o corpo peludo e seu rabo. Após ter sido cozinhado no caldeirão de Lao Tsé, seus olhos viraram diamantes e suas pupilas eram de um vermelho ardente.

Ele teve que vigiar o monge durante quase toda a jornada, tornando-se seu discípulo, ao lado de Chu Pa-Chieh, o Monge Sha e o Cavalo Dragão. Enfrentou vários monstros, alguns deles antigos aliados de seu próprio passado monstruoso. Finalmente, as escrituras foram resgatadas e Sun Wu-Kung se tornou o Buda da Vitória Pela Persistência.

Sun Wu-Kung é às vezes chamado de Sun Hou-Zi ou associado ao deus hindu Hanuman, símbolo da Devoção e do Serviço.

(Texto baseado em verbetes da Encyclopedia Mythica, traduzidos por mim).

Uma imagem de Hanuman: