Quadrinhos da Semana (15/09) – Parte 2

BOOKS OF MAGICK – LIFE DURING WARTIME 3
Vertigo
A nova revista mensal dedicada ao mago Timothy Hunter tem tudo certo: os desenhos do inglês Dean Ormston são adequadamente bizarros; o primeiro arco de quatro histórias tem o aval e co-autoria de Neil Gaiman, que criou o personagem na já clássica minissérie The Books of Magic; e as capas são as melhores do mercado atual, a cargo do sempre brilhante Frank Quitely. Só esqueceram do roteirista. OK, o tal Si Spencer não é um roteirista ruim. Pelo contrário. Mas parece que ele está tentando mesclar o que ele queria fazer na série com as idéias propostas por Gaiman. E elas simplesmente não combinam.

A história se passa num futuro possível, com Timothy Hunter já adulto, com uns 22 anos de idade. Ele está sendo mantido escondido no que parece ser a nossa realidade por John Constantine, que agora é o líder de uma resistência de magos abrigada em um castelo em Cracóvia. Enquanto isso, Zatanna age como agente secreta da magia em missões em Jerusalém, que agora é uma cidade comandada com mão de ferro por umas criaturas bisonhas. Algumas idéias são muito boas: homens-bomba que explodem em encantos; sonhos-bomba, que atazanam a cabeça dos alvos por magia; demonstrações da ciência mais prosaica e circense em uma realidade totalmente dominada pela magia, onde os rigores científicos são vistos apenas como truques baratos. Mas há uma guerra acontecendo, entre diferentes facções místicas. Constantine e Zatanna, ao que parece, estão enfrentando criaturas que querem… ainda não está claro o que elas querem. Mas é vital manter Tim Hunter escondido delas.

Enquanto isso, Hunter perambula por aí com sua namorada Molly, trabalha em uma loja de aquários e se diverte tomando Crystal Meth e cocaína. A história é interessante e tem seus bons momentos. Os diálogos são bons e os desenhos chamam a atenção. Mas está tudo muito confuso ainda, dando a impressão de que são duas idéias e estilos diferentes mesclados a fórceps. Mas está intrigante o suficiente e com cenas bizarras demais, na medida para que a gente continue lendo só para ver no que vai dar tudo isso.
Tá, é bacana (7 / 10)

HUMAN TARGET 14
Vertigo
O principal problema de Human Target é que é a melhor série que praticamente ninguém está lendo. Uma pena. Mas esse número 14 é uma boa edição para começar a acompanhar a revista. O Alvo Humano, claro, é aquele personagem dos anos 70, Christopher Chance, cuja profissão é se disfarçar tomando o lugar de pessoas que estejam sendo ameaçadas de morte ou corram risco de vida. Ou seja, o cara tem que desmascarar o assassino e se manter vivo enquanto faz isso. A versão Vertigo recriada e escrita por Peter Milligan é basicamente a mesma dos anos 70, só que com tramas e roteiros mais adultos e legais. Bem mais “normal” que outros trabalhos de Milligan, como X-Statix e Enigma, Human Target é leitura obrigatória para quem gosta de aventura e policial.

A história que começa nesta edição, The Second Coming, mostra Christopher Chance tomando o lugar de um desses messias milagrosos de novas religiões do meio-oeste americano. Milligan aproveita para tocar no tema religião, mas nunca perdendo a história de vista. Os desenhos de Cliff Chiang são sensacionais: limpos, estilosos e um pouco seguindo a linha clara européia, só que com tons pastéis que dão à série um climão Edward Hopper. Fantástico.
Excelente (9,5 / 10)

BOOKS OF MAGICK – LIFE DURING WARTIME 3
Vertigo
A nova revista mensal dedicada ao mago Timothy Hunter tem tudo certo: os desenhos do inglês Dean Ormston são adequadamente bizarros; o primeiro arco de quatro histórias tem o aval e co-autoria de Neil Gaiman, que criou o personagem na já clássica minissérie The Books of Magic; e as capas são as melhores do mercado atual, a cargo do sempre brilhante Frank Quitely. Só esqueceram do roteirista. OK, o tal Si Spencer não é um roteirista ruim. Pelo contrário. Mas parece que ele está tentando mesclar o que ele queria fazer na série com as idéias propostas por Gaiman. E elas simplesmente não combinam.

A história se passa num futuro possível, com Timothy Hunter já adulto, com uns 22 anos de idade. Ele está sendo mantido escondido no que parece ser a nossa realidade por John Constantine, que agora é o líder de uma resistência de magos abrigada em um castelo em Cracóvia. Enquanto isso, Zatanna age como agente secreta da magia em missões em Jerusalém, que agora é uma cidade comandada com mão de ferro por umas criaturas bisonhas. Algumas idéias são muito boas: homens-bomba que explodem em encantos; sonhos-bomba, que atazanam a cabeça dos alvos por magia; demonstrações da ciência mais prosaica e circense em uma realidade totalmente dominada pela magia, onde os rigores científicos são vistos apenas como truques baratos. Mas há uma guerra acontecendo, entre diferentes facções místicas. Constantine e Zatanna, ao que parece, estão enfrentando criaturas que querem… ainda não está claro o que elas querem. Mas é vital manter Tim Hunter escondido delas.

Enquanto isso, Hunter perambula por aí com sua namorada Molly, trabalha em uma loja de aquários e se diverte tomando Crystal Meth e cocaína. A história é interessante e tem seus bons momentos. Os diálogos são bons e os desenhos chamam a atenção. Mas está tudo muito confuso ainda, dando a impressão de que são duas idéias e estilos diferentes mesclados a fórceps. Mas está intrigante o suficiente e com cenas bizarras demais, na medida para que a gente continue lendo só para ver no que vai dar tudo isso.
Tá, é bacana (7 / 10)

HUMAN TARGET 14
Vertigo
O principal problema de Human Target é que é a melhor série que praticamente ninguém está lendo. Uma pena. Mas esse número 14 é uma boa edição para começar a acompanhar a revista. O Alvo Humano, claro, é aquele personagem dos anos 70, Christopher Chance, cuja profissão é se disfarçar tomando o lugar de pessoas que estejam sendo ameaçadas de morte ou corram risco de vida. Ou seja, o cara tem que desmascarar o assassino e se manter vivo enquanto faz isso. A versão Vertigo recriada e escrita por Peter Milligan é basicamente a mesma dos anos 70, só que com tramas e roteiros mais adultos e legais. Bem mais “normal” que outros trabalhos de Milligan, como X-Statix e Enigma, Human Target é leitura obrigatória para quem gosta de aventura e policial.

A história que começa nesta edição, The Second Coming, mostra Christopher Chance tomando o lugar de um desses messias milagrosos de novas religiões do meio-oeste americano. Milligan aproveita para tocar no tema religião, mas nunca perdendo a história de vista. Os desenhos de Cliff Chiang são sensacionais: limpos, estilosos e um pouco seguindo a linha clara européia, só que com tons pastéis que dão à série um climão Edward Hopper. Fantástico.
Excelente (9,5 / 10)

Quadrinhos da Semana (15/09) – Parte 1

Uma das coisas que eu mais gostava de fazer no Hypervoid (quando ele ainda era um blog) era a resenha de quadrinhos. Resolvi voltar a fazer aqui, mas de forma diferente. Ao invés de fazer uma prévia dos quadrinhos que seriam lançados no mês que vem (o que dava uma lista enorme), resolvi fazer uma resenha dos quadrinhos lançados na semana.

A coisa funciona assim: no mercado americano, toda quarta-feira é dia de quadrinho novo nas lojas. Cada título tem o seu dia certo para sair. Vou fazer uma seleção das coisas mais legais ou interessantes daquela semana, lê-las e então fazer uma micro-resenha aqui. Na semana seguinte, claro, que é pra dar tempo de eu ler as coisas. E sem imagens, porque ninguém é de ferro. Ou seja, hoje estou postando aqui as críticas dos quadrinhos lançados na quarta-feira, dia 15 de setembro – que foi meu aniversário, por sinal, então é um bom dia pra começar a fazer isso.

As resenhas serão curtas, só pra vocês terem uma idéia de a quantas andam as séries mais legais ou importantes. Estão de fora as revistas da linha Ultimate, porque não tenho saco pra realidades alternativas e “novas versões”.

O sistema de notas é:
Excelente! (9,5 ou 10)
Muito Legal (8 a 9)
Tá, é bacana (6 a 7)
Só para fãs (4 a 5)
Uma porcaria (3 a 4)
Que meleca, hein? (1 a 2)
Fuja dessa merda (0 a 0,5)

Vamos lá, então. Os quadrinhos lançados na quarta-feira, dia 15 de setembro. Semana que vem eu posto as resenhas dos quadrinhos lançados na quarta dessa semana, dia 22. Preciso ler primeiro.

Uma das coisas que eu mais gostava de fazer no Hypervoid (quando ele ainda era um blog) era a resenha de quadrinhos. Resolvi voltar a fazer aqui, mas de forma diferente. Ao invés de fazer uma prévia dos quadrinhos que seriam lançados no mês que vem (o que dava uma lista enorme), resolvi fazer uma resenha dos quadrinhos lançados na semana.

A coisa funciona assim: no mercado americano, toda quarta-feira é dia de quadrinho novo nas lojas. Cada título tem o seu dia certo para sair. Vou fazer uma seleção das coisas mais legais ou interessantes daquela semana, lê-las e então fazer uma micro-resenha aqui. Na semana seguinte, claro, que é pra dar tempo de eu ler as coisas. E sem imagens, porque ninguém é de ferro. Ou seja, hoje estou postando aqui as críticas dos quadrinhos lançados na quarta-feira, dia 15 de setembro – que foi meu aniversário, por sinal, então é um bom dia pra começar a fazer isso.

As resenhas serão curtas, só pra vocês terem uma idéia de a quantas andam as séries mais legais ou importantes. Estão de fora as revistas da linha Ultimate, porque não tenho saco pra realidades alternativas e “novas versões”.

O sistema de notas é:
Excelente! (9,5 ou 10)
Muito Legal (8 a 9)
Tá, é bacana (6 a 7)
Só para fãs (4 a 5)
Uma porcaria (3 a 4)
Que meleca, hein? (1 a 2)
Fuja dessa merda (0 a 0,5)

Vamos lá, então. Os quadrinhos lançados na quarta-feira, dia 15 de setembro. Semana que vem eu posto as resenhas dos quadrinhos lançados na quarta dessa semana, dia 22. Preciso ler primeiro.

“E uma garrafa de rum”

O Caso dos Dez Negrinhos é realmente impressionante e, sim, um dos livros mais assustadores de Agatha Christie. É de 1939 e fico imaginando como na época essa sensação deve ter sido amplificada pelo fato de muitas das idéias que apareceram ali ainda serem novidade e não terem sido exploradas pelos seus futuros derivados. Clássico.
Li também a coletânea Um Acidente e Outras Histórias, que já havia lido alguns anos atrás e desta vez me pareceu bem melhor. Cerca de dez contos, dois com Parker Pyne (personagem que adoro), um com Poirot e outro com Miss Marple. O último conto do livro, No Fundo do Espelho, me surpreendeu por conter um elemento sobrenatural, coisa até então ausente de tudo o que havia lido dela.
Enfim, dois grandes livros. Mas, apesar de excelente e uma brilhante obra-prima, O Caso dos Dez Negrinhos não me impressionou mais do que O Assassinato de Roger Ackroyd, até agora o melhor livro que já li da tia Agatha.

O Caso dos Dez Negrinhos é realmente impressionante e, sim, um dos livros mais assustadores de Agatha Christie. É de 1939 e fico imaginando como na época essa sensação deve ter sido amplificada pelo fato de muitas das idéias que apareceram ali ainda serem novidade e não terem sido exploradas pelos seus futuros derivados. Clássico.
Li também a coletânea Um Acidente e Outras Histórias, que já havia lido alguns anos atrás e desta vez me pareceu bem melhor. Cerca de dez contos, dois com Parker Pyne (personagem que adoro), um com Poirot e outro com Miss Marple. O último conto do livro, No Fundo do Espelho, me surpreendeu por conter um elemento sobrenatural, coisa até então ausente de tudo o que havia lido dela.
Enfim, dois grandes livros. Mas, apesar de excelente e uma brilhante obra-prima, O Caso dos Dez Negrinhos não me impressionou mais do que O Assassinato de Roger Ackroyd, até agora o melhor livro que já li da tia Agatha.

DVDs

Os filmes alugados deste fim de semana foram seis. Finalmente vo A Morte Será Sua Herança (The Wild Bunch), de Sam Peckinpah. O “poeta da violência” fez essa pérola do oeste em 1969, com os sensacionais William Holden, Ernest Borgnine e Robert Ryan. É um raro caso de título nacional que se encaixa muito melhor ao filme que o nome original. Revi O Chamado, que desta vez foi bem menos assustador do que no cinema, mas me reafirmou que Gore Verbisnky tem um incrível senso plástico. Vi ainda Ronin, de John Frankenheimer, que me surpreendeu. Mais um daqueles filmes de “mulher arrogante reúne bandidos e mercenários para uma missão estranha”, de que tanto gosto. Frankenheimer dirigiu em 1962 um clássico total do drama conspiratório: The Manchurian Candidate. Neste Ronin, ele cria papéis perfeitos para Robert De Niro, Jean Reno e Sean Bean.

Isso foi na sexta; ontem vi mais três. Revi Shrek e o sempre sensacional Conan, o Bárbaro, que permanece uma obra-prima após mais de duas décadas. John Milius, além de excelente roteirista (Apocalypse Now) é um puta diretor. E vi Mistérios do Passado, filminho legal com Guy Pearce e Helena Bonham Carter, sobre fantasmas, mortes acidentais e traumas. De um certo Michael Petroni, que não conheço mas fez um trabalho bem decente.

Os filmes alugados deste fim de semana foram seis. Finalmente vi A Morte Será Sua Herança (The Wild Bunch), de Sam Peckinpah. O “poeta da violência” fez essa pérola do oeste em 1969, com os sensacionais William Holden, Ernest Borgnine e Robert Ryan. É um raro caso de título nacional que se encaixa muito melhor ao filme que o nome original. Revi O Chamado, que desta vez foi bem menos assustador do que no cinema, mas me reafirmou que Gore Verbisnky tem um incrível senso plástico. Vi ainda Ronin, de John Frankenheimer, que me surpreendeu. Mais um daqueles filmes de “mulher arrogante reúne bandidos e mercenários para uma missão estranha”, de que tanto gosto. Frankenheimer dirigiu em 1962 um clássico total do drama conspiratório: The Manchurian Candidate. Neste Ronin, ele cria papéis perfeitos para Robert De Niro, Jean Reno e Sean Bean.

Isso foi na sexta; ontem vi mais três. Revi Shrek e o sempre sensacional Conan, o Bárbaro, que permanece uma obra-prima após mais de duas décadas. John Milius, além de excelente roteirista (Apocalypse Now) é um puta diretor. E vi Mistérios do Passado, filminho legal com Guy Pearce e Helena Bonham Carter, sobre fantasmas, mortes acidentais e traumas. De um certo Michael Petroni, que não conheço mas fez um trabalho bem decente.

Beco

Continuo na minha deliciosa tarefa de ler todos os livros da Agatha Christie na ordem cronológica em que foram publicados. A vítima atual é Assassinato no Beco, de 1937. Quatro contos em tamanho maior protagonizados por Hercule Poirot. Tia Christie é sensacional. Não é minha autora favorita, mas é a escritora que me faz entender seus personagens “psicologicamente” da maneira mais imediata e fácil. Eu sei quem e como são aquelas pessoas e porquê elas são o que são. Talvez porque tia Christie tenha nascido no mesmo dia que eu – ponto para a astrologia.
E os comentários de Poirot neste livro, simpatizando com as ações de Guy Fawkes, são impagáveis. Fawkes é o cara que, no século XVII, tentou explodir as Casas do Parlamento e inspirou Alan Moore a criar seu herói anarquista em V de Vingança.

Continuo na minha deliciosa tarefa de ler todos os livros da Agatha Christie na ordem cronológica em que foram publicados. A vítima atual é Assassinato no Beco, de 1937. Quatro contos em tamanho maior protagonizados por Hercule Poirot. Tia Christie é sensacional. Não é minha autora favorita, mas é a escritora que me faz entender seus personagens “psicologicamente” da maneira mais imediata e fácil. Eu sei quem e como são aquelas pessoas e porquê elas são o que são. Talvez porque tia Christie tenha nascido no mesmo dia que eu – ponto para a astrologia.
E os comentários de Poirot neste livro, simpatizando com as ações de Guy Fawkes, são impagáveis. Fawkes é o cara que, no século XVII, tentou explodir as Casas do Parlamento e inspirou Alan Moore a criar seu herói anarquista em V de Vingança.

A Casa do Penhasco

Terminei essa madrugada o ótimo A Casa do Penhasco, de Agatha Christie. Mais um final extremamente surpreendente, nos moldes dos clássicos e revolucionários Assassinato no Orient Express, O Caso dos Dez Negrinhos e O Assassinato de Roger Ackroyd. Desde já coloco A Casa do Penhasco (Peril at End House) ao lado destas três obras-primas. São quatro livros que simplesmente subvertem os clichês do romance policial whodunnit? e não posso cansar de recomendar.

O próximo da lista de leituras cronológicas da Christie, aliás, é Os Treze Problemas, treze contos interligados estrelados por Miss Jane Marple em seu fantástico vilarejo de St. Mary Mead. Descobri que não tenho, o que vai fatalmente me colocar amanhã em nova busca pelos sebos da zona de prostituição da Praça Tiradentes (ô, lugarzinho fedorento).

Terminei essa madrugada o ótimo A Casa do Penhasco, de Agatha Christie. Mais um final extremamente surpreendente, nos moldes dos clássicos e revolucionários Assassinato no Orient Express, O Caso dos Dez Negrinhos e O Assassinato de Roger Ackroyd. Desde já coloco A Casa do Penhasco (Peril at End House) ao lado destas três obras-primas. São quatro livros que simplesmente subvertem os clichês do romance policial whodunnit? e não posso cansar de recomendar.

O próximo da lista de leituras cronológicas da Christie, aliás, é Os Treze Problemas, treze contos interligados estrelados por Miss Jane Marple em seu fantástico vilarejo de St. Mary Mead. Descobri que não tenho, o que vai fatalmente me colocar amanhã em nova busca pelos sebos da zona de prostituição da Praça Tiradentes (ô, lugarzinho fedorento).

For Christie’s Sake

Continuo no meu firme propósito de ler todos os livros de Agatha Christie na ordem cronológica. Terminei dois essa semana: Assassinato na Casa do Pastor e O Mistério de Sittaford. O primeiro é a estréia da personagem Miss Marple e é sensacional. Já havia lido quando tinha uns 15 anos (a maior parte da coleção da Agatha era da minha mãe) e não lembrava nada (felizmente). Personagens excelentes e a aldeia de St. Mary Mead é mostrada de forma sensacional.

O Mistério de Sittaford é um livro menor. Não é ruim, mas as coincidências são um tanto forçadas. Ainda assim, tem momentos ótimos. Mais uma vez chegou a vez de um livro que não tenho (A Casa do Penhasco), que começarei a procurar em sebos.

Christie nasceu no mesmo dia que eu e, assim como eu (guardadas as devidas e terríveis proporções, claro), gostava mais de pensar na idéia e plot dos livros do que de escrever propriamente (que ela chamava de “a parte chata”). Não sou tão radical, mas entendo o que ela quer dizer. Os planos são infinitamente mais divertidos que as execuções.

Mas isso tudo é pra dizer como, na minha opinião, o diálogo se tornou uma arte perdida. As pessoas falam muito mal hoje em dia. Não que devessem falar de forma pomposa (ficaria ainda pior), mas um pouco mais de “witty” não faria mal, eh, eh.

Preciso me decidir entre o anarquismo e a aristocracia.

Ouvindo: Ladytron, Seventeen (clássico maior desse início de século/década)

Continuo no meu firme propósito de ler todos os livros de Agatha Christie na ordem cronológica. Terminei dois essa semana: Assassinato na Casa do Pastor e O Mistério de Sittaford. O primeiro é a estréia da personagem Miss Marple e é sensacional. Já havia lido quando tinha uns 15 anos (a maior parte da coleção da Agatha era da minha mãe) e não lembrava nada (felizmente). Personagens excelentes e a aldeia de St. Mary Mead é mostrada de forma sensacional.

O Mistério de Sittaford é um livro menor. Não é ruim, mas as coincidências são um tanto forçadas. Ainda assim, tem momentos ótimos. Mais uma vez chegou a vez de um livro que não tenho (A Casa do Penhasco), que começarei a procurar em sebos.

Christie nasceu no mesmo dia que eu e, assim como eu (guardadas as devidas e terríveis proporções, claro), gostava mais de pensar na idéia e plot dos livros do que de escrever propriamente (que ela chamava de “a parte chata”). Não sou tão radical, mas entendo o que ela quer dizer. Os planos são infinitamente mais divertidos que as execuções.

Mas isso tudo é pra dizer como, na minha opinião, o diálogo se tornou uma arte perdida. As pessoas falam muito mal hoje em dia. Não que devessem falar de forma pomposa (ficaria ainda pior), mas um pouco mais de “witty” não faria mal, eh, eh.

Preciso me decidir entre o anarquismo e a aristocracia.

Ouvindo: Ladytron, Seventeen (clássico maior desse início de século/década)

Comics – Junho de 2004

A partir de agora, todo início de mês vou postar minhas dicas dos melhores quadrinhos que serão lançados no mês seguinte. São sugestões de compras, voltadas para o não-fã de quadrinhos. Ou seja, são histórias que podem ser entendidas numa boa sem que você tenha que ser um PhD em “cronologia mutante” ou qualquer outra babaquice semelhante.

Com isso, claro, a maioria das dicas será para álbuns e graphic novels, além de minisséries, porque são os formatos que contêm histórias fechadas e completas. Mas algumas revistas mensais podem pintar na lista, se o material for muito bom e puder ser razoavelmente entendido sem a leitura prévia dos números anteriores. Vale lembrar que os quadrinhos são sempre anunciados com antecedência. Portanto, estes aí embaixo são parte da lista de lançamentos do mês de junho. Clique nos thumbnails para ver a imagem em tamanho maior.

DC Comics:
Catwoman 31
A atual série mensal da Catwoman (Mulher-Gato) é sensacional. Histórias policiais e de assalto, em uma ambientação pop e realista. Escrita por Ed Brubaker, o mesmo de Deadenders, e desenhada pelo veterano Paul Gulacy (Mestre do Kung Fu), que também faz as capas. Nesta edição, Selina Kyle, a Mulher-Gato, está nas mãos de um antigo culto egípcio, que parece ter planos sisnistros para a ladra.
$2.50 –

Gotham Central 19
Série mensal do gênero policial, apresentando os detetives da delegacia de Gotham City. Nenhum super-herói aparece e, melhor ainda, tem o mesmo clima de uma boa série de TV, como Hill Street Blues. Escrita pelo mesmo Ed Brubaker (que já foi traficante de drogas) e desenhada pelo sensacional Michael Lark (de Terminal City), que também faz as capas. Nesta edição, uma investigação sobre um sequestro leva a um caso de assasinato em massa ocorrido dez anos atrás e, estranhamente, ao detetive Harvey Bullock, que periga cair em desgraça.
$2.50

Gregory Treasury Vol. 2 (Encadernado)
Esta edição contém o terceiro e o quarto volumes da aclamada série Gregory, escrita e desenhada por Marc Hempel (Sandman: The Kindly Ones). Gregory é um órfão insano, que vive em um asilo e sempre é adotado por famílias ainda mais disfuncionais que ele. A edição tem 144 páginas e contém tiras e esboços raros de Gregory.
$9.95

Vertigo:
Bite Club 2
Segunda edição da minissérie em seis partes. Escrita por Howard Chaykin (American Flagg!) e David Tischmann (American Century), com capas de Frank Quitely (Flex Mentallo). Anunciei essa série aqui vários meses atrás, quando foi divulgada. Ela aborda uma família mafiosa que na verdade é um clã de vampiros. Cosa Nostra e horror mesclados de forma pop como somente Chaykin sabe fazer. Leto Del Toro, o primeiro padre vampiro da história, acaba de herdar os “negócios” da família. Mas conseguirá um cristão deixar seu pai orgulhoso ao controlar o maior cartel de drogas de Miami?
$2.95

The Filth (Encadernado)
Compilando em uma só edição a minissérie escrita por Grant Morrison e desenhada por Gary Erskine. Uma coletânea de idéias absurdas e imaginário bizarro, The Filth inclui golfinhos com próteses, chimpanzés fumantes e a história de Greg Feely, um sujeito solitário e que se preocupa com seu gato doente. Mas Feely na verdade é uma parapersonalidade criada como um avatar para Ned Slade, um agente da organização conhecida como The Hand, um esquadrão extradimensional encarregado de manter o bem-estar daqueles que controlam a sociedade, o Status: Q. 320 páginas.
$19.95

Seaguy 1
Número de estréia da minissérie em três partes escrita por Grant Morrison (The Invisibles) e desenhada por Cameron Stewart. Parques temáticos sinistros, belas mulheres barbadas, um golfinho fumante e um mundo onde todas as batalhas já foram vencidas. Seaguy é um “herói” involuntário que, ao lado de seu amigo Chubby Da Choona, embarca em uma bizarra viagem por um mundo pós-utópico.
$2.95

Wildstorm:
WildCATS Version 3.0 21
Os WildCATS precisam chegar à Europa antes que Zealot seja torturado até a morte pelos membros da Coda. A versão 3.0 deste até então péssimo título mensal está sensacional, graças ao escritor Joe Casey (X-Men), que imagina como um grupo de “super-heróis” (ah, ah) seria se fosse apenas parte do departamento de marketing de uma mega-corporação. Desenhos de Duncan Rouleau, com capas de Dustin Nguyen.
$2.95

Dark Horse:
Book of Witchcraft (em capa dura)
Uma coletânea de contos bizarros, por vários artistas. Mike Mignola escreve e desenha uma história inédita de seu personagem Hellboy (cujo versão cinematográfica de Guillermo Del Toro estréia ainda este ano). Evan Dorkin e Jill Thompson retornam aos personagens de sua série Stray. Scott Morse apresenta um conto sobre a velha cidade de Salem, na Pensilvânia, território da caça-às-bruxas do puritanismo protestante. Contém ainda vários outros escritores e artistas, além de um conto inédito do autor de horror Clark Aston Smith e capa do fantástico Gary Gianni. 96 páginas.
$14.95

Last Train to Deadsville: A Cal McDonald Mystery 1
Primeira edição da série esccrita pelo autor de horror Steve Niles, com desenhos de Kelley Jones (Sandman). O investigador do sobrenatural Cal McDonald, principal criação de Niles, tem problemas quando um adolescente com mullet dos subúrbios leva seus devaneios místicos um pouco longe demais.
$2.99

Spyboy: Final Exam 1
O aguardado retorno da fantástica série Spyboy, desta vez em uma minissérie em três partes, escrita pelo criador do personagem, Peter David (Fallen Angel) e desenhada pelo extra-mangá-pop Pop Mhan (Flash). Spyboy é uma homenagem aos filmes de espionagem e a James Bond, com um sabor pop mais contemporâneo. Desta vez, Alex Fleming, o Spyboy, descobre a verdade sobre sua mãe. E ainda precisa se formar enquanto enfrenta o bizarro Spyguy.
$2.99

Syn (encadernado)
Compilando o material criado por Keith Giffen (Punx) e Greg Titus em um só álbum. No futuro, quando humanos estão extintos e máquinas governam o planeta, uma nova tag de programação é compilada: “know man”. Mas quando essa ordem é levada a sério demais e as máquinas começam a agir como seres humanos, um mercenário é chamado para resolver a situação. 120 páginas.
$13.95

Image:
Age of Bronze Vol. 2: Sacrifice
Edição em capa dura que compila os números 10 a 19 da aclamada série Age of Bronze, escrita e desenhada por Eric Shanower (The Elsewhere Prince). É uma quadrinização da Guerra de Tróia, com o belo traço de Shanower emulando a estética da Grécia clássica. Neste segundo volume, o príncipe troiano Paris retorna à Tróia com Helena, enquanto os barcos dos aqueus são pegos em uma tempestade. 224 páginas.
$29.95

Rex Mundi 12
Uma das melhores séries da atualidade, Rex Mundi é escrita por Nelson e desenhada por Eric J. Em sua primeira série publicada, a dupla mostra do que é capaz neste intrigante e misterioso conto envolvendo conspirações, cavaleiros templários e quem governa o mundo. Nesta edição, Julien, o personagem principal, descobre uma ligação entre um grupo de hereges medievais e os cavaleiros Templários. Série sensacional, que merece ser comprada em sua versão mensal, ao invés de esperar pela edição encadernada, como forma de garantir sua sobrevivência. De longe, a revelação de 2003.
$2.95

Tokyopop:
Deus Vitae Vol. 1 (encadernado)
Escrito e desenhado por Takuya Fujima. A estréia do mês de junho da Tokyopop editora que só publica mangás em formato de álbuns. No ano 2068, o Brain Computer, desenvolvido por humanos para ser o controlador de uma Terra dirigida por máquinas, começa a criar Selenoids, andróides que superam em muito as habilidades humanas. os poucos humanos sobreviventes se reúnem em uma organização revolucionária contra os Selenoids. 200 páginas.
$9.99

AiT/PlanetLar:
Giant Robot Warriors (encadernado)
Álbum escrito por Stuart Moore (ex-editor da Vertigo) e desenhado por Ryan Kelly. Conheça o Departamento Americano de Robôs Gigantes, um grupo desprezado pelo governo que precisa agir rapidamente quando um país do Oriente Médio subitamente desenvolve tecnologia de robôs gigantes. Sátira pop à política externa americana. 96 páginas.
$12.95

Slave Labor:
Lenore 11
Nova edição da série escrita e desenhada por Roman Dirge. Lenore é uma menina que se envolve sempre em acontecimentos bizarros. Neste número, ela e seus amigos precisam enfrentar demônios nazistas e corvos assassinos. Enquanto isso, seu amigo Raggamuffin é atacado por pássaros.
$2.95

Anarchy Studios:
Vampi: Vicious Circle 1
Eu não deveria gostar disso, mas adoro. Vampi é uma versão futurista-mangá da Vampirella, clássica personagem de horror dos anos 60. Esta nova minissérie é uma ótima oportunidade para que novos leitores travem contato com o material. Escrito por B. Clay Moore e desenhado por Gabriel Rearte. Aqui, Vampi ajuda um povo subterrâneo a resistir aos ataques dos assassinos de uma grande corporação. Capas de Greg Lau, escritor e desenhista da série regular de Vampi.
$2.99

El Capitan Books:
Stray Bullets Vol. 1
Edição em capa dura que compila as primeiras histórias da aclamada série Stray Bullets, escrita e desenhada por David Lapham. Stray Bullets mistura diversos acontecimentos urbanos e policiais, sobre diferentes pontos de vista, em uma narrativa elaborada e meta-temporal. Esta edição inclui scripts originais, esboços e fotografias.
$34.95

NBM:
Parsifal – Library of Opera Vol. 2
Edição encadernada apresentando a quadrinização da ópera Parsifal, de Wagner, pelo lendário desenhista P. Craig Russell (Dr. Estranho). Este segundo volume da série Opera, de Russell, traz ainda quadrinizações de Ariane and Bluebeard, de Maeterlinck e Dukas; I Pagliacci, de Leoncavallo; e de duas canções de Gustav Mahler. 132 páginas.
$17.95

Oni Press:
Closer
Álbum escrito por Antony Johnston e desenhado por Mike Norton. O Projeto Hermes deveria ter sido um sucesso: teleporte instantâneo usando tecnologia quântica. Mas foi um retumbante fracasso e ninguém se lembra mais dele. Exceto Graham Butcher, que esta noite convidou seis ex-colegas do projeto para jantar em sua casa. Antony Johnston é um dos escritores mais interessantes a surgir na nova geração. 152 páginas.
$14.95

Titan Books:
Modesty Blaise Vol. 2 – Mister Sun
Segunda edição da série da Titan, compilando as clássicas tiras da espiã Modesty Blaise. Um dos melhores momentos do quadrinho inglês dos anos 60, Blaise aparece aqui em uma história escrita por Peter O’Donell, seu criador, e desenhada por Jim Holdaway, famoso pela tira Romeo Brown. Na história Modesty Blaise enfrenta um mestre do crime de Hong Kong. Clássico total e imperdível para quem gosta de espionagem. 96 páginas.
$16.95

A partir de agora, todo início de mês vou postar minhas dicas dos melhores quadrinhos que serão lançados no mês seguinte. São sugestões de compras, voltadas para o não-fã de quadrinhos. Ou seja, são histórias que podem ser entendidas numa boa sem que você tenha que ser um PhD em “cronologia mutante” ou qualquer outra babaquice semelhante.

Com isso, claro, a maioria das dicas será para álbuns e graphic novels, além de minisséries, porque são os formatos que contêm histórias fechadas e completas. Mas algumas revistas mensais podem pintar na lista, se o material for muito bom e puder ser razoavelmente entendido sem a leitura prévia dos números anteriores. Vale lembrar que os quadrinhos são sempre anunciados com antecedência. Portanto, estes aí embaixo são parte da lista de lançamentos do mês de junho. Clique nos thumbnails para ver a imagem em tamanho maior.

DC Comics:
Catwoman 31
A atual série mensal da Catwoman (Mulher-Gato) é sensacional. Histórias policiais e de assalto, em uma ambientação pop e realista. Escrita por Ed Brubaker, o mesmo de Deadenders, e desenhada pelo veterano Paul Gulacy (Mestre do Kung Fu), que também faz as capas. Nesta edição, Selina Kyle, a Mulher-Gato, está nas mãos de um antigo culto egípcio, que parece ter planos sisnistros para a ladra.
$2.50 –

Gotham Central 19
Série mensal do gênero policial, apresentando os detetives da delegacia de Gotham City. Nenhum super-herói aparece e, melhor ainda, tem o mesmo clima de uma boa série de TV, como Hill Street Blues. Escrita pelo mesmo Ed Brubaker (que já foi traficante de drogas) e desenhada pelo sensacional Michael Lark (de Terminal City), que também faz as capas. Nesta edição, uma investigação sobre um sequestro leva a um caso de assasinato em massa ocorrido dez anos atrás e, estranhamente, ao detetive Harvey Bullock, que periga cair em desgraça.
$2.50

Gregory Treasury Vol. 2 (Encadernado)
Esta edição contém o terceiro e o quarto volumes da aclamada série Gregory, escrita e desenhada por Marc Hempel (Sandman: The Kindly Ones). Gregory é um órfão insano, que vive em um asilo e sempre é adotado por famílias ainda mais disfuncionais que ele. A edição tem 144 páginas e contém tiras e esboços raros de Gregory.
$9.95

Vertigo:
Bite Club 2
Segunda edição da minissérie em seis partes. Escrita por Howard Chaykin (American Flagg!) e David Tischmann (American Century), com capas de Frank Quitely (Flex Mentallo). Anunciei essa série aqui vários meses atrás, quando foi divulgada. Ela aborda uma família mafiosa que na verdade é um clã de vampiros. Cosa Nostra e horror mesclados de forma pop como somente Chaykin sabe fazer. Leto Del Toro, o primeiro padre vampiro da história, acaba de herdar os “negócios” da família. Mas conseguirá um cristão deixar seu pai orgulhoso ao controlar o maior cartel de drogas de Miami?
$2.95

The Filth (Encadernado)
Compilando em uma só edição a minissérie escrita por Grant Morrison e desenhada por Gary Erskine. Uma coletânea de idéias absurdas e imaginário bizarro, The Filth inclui golfinhos com próteses, chimpanzés fumantes e a história de Greg Feely, um sujeito solitário e que se preocupa com seu gato doente. Mas Feely na verdade é uma parapersonalidade criada como um avatar para Ned Slade, um agente da organização conhecida como The Hand, um esquadrão extradimensional encarregado de manter o bem-estar daqueles que controlam a sociedade, o Status: Q. 320 páginas.
$19.95

Seaguy 1
Número de estréia da minissérie em três partes escrita por Grant Morrison (The Invisibles) e desenhada por Cameron Stewart. Parques temáticos sinistros, belas mulheres barbadas, um golfinho fumante e um mundo onde todas as batalhas já foram vencidas. Seaguy é um “herói” involuntário que, ao lado de seu amigo Chubby Da Choona, embarca em uma bizarra viagem por um mundo pós-utópico.
$2.95

Wildstorm:
WildCATS Version 3.0 21
Os WildCATS precisam chegar à Europa antes que Zealot seja torturado até a morte pelos membros da Coda. A versão 3.0 deste até então péssimo título mensal está sensacional, graças ao escritor Joe Casey (X-Men), que imagina como um grupo de “super-heróis” (ah, ah) seria se fosse apenas parte do departamento de marketing de uma mega-corporação. Desenhos de Duncan Rouleau, com capas de Dustin Nguyen.
$2.95

Dark Horse:
Book of Witchcraft (em capa dura)
Uma coletânea de contos bizarros, por vários artistas. Mike Mignola escreve e desenha uma história inédita de seu personagem Hellboy (cujo versão cinematográfica de Guillermo Del Toro estréia ainda este ano). Evan Dorkin e Jill Thompson retornam aos personagens de sua série Stray. Scott Morse apresenta um conto sobre a velha cidade de Salem, na Pensilvânia, território da caça-às-bruxas do puritanismo protestante. Contém ainda vários outros escritores e artistas, além de um conto inédito do autor de horror Clark Aston Smith e capa do fantástico Gary Gianni. 96 páginas.
$14.95

Last Train to Deadsville: A Cal McDonald Mystery 1
Primeira edição da série esccrita pelo autor de horror Steve Niles, com desenhos de Kelley Jones (Sandman). O investigador do sobrenatural Cal McDonald, principal criação de Niles, tem problemas quando um adolescente com mullet dos subúrbios leva seus devaneios místicos um pouco longe demais.
$2.99

Spyboy: Final Exam 1
O aguardado retorno da fantástica série Spyboy, desta vez em uma minissérie em três partes, escrita pelo criador do personagem, Peter David (Fallen Angel) e desenhada pelo extra-mangá-pop Pop Mhan (Flash). Spyboy é uma homenagem aos filmes de espionagem e a James Bond, com um sabor pop mais contemporâneo. Desta vez, Alex Fleming, o Spyboy, descobre a verdade sobre sua mãe. E ainda precisa se formar enquanto enfrenta o bizarro Spyguy.
$2.99

Syn (encadernado)
Compilando o material criado por Keith Giffen (Punx) e Greg Titus em um só álbum. No futuro, quando humanos estão extintos e máquinas governam o planeta, uma nova tag de programação é compilada: “know man”. Mas quando essa ordem é levada a sério demais e as máquinas começam a agir como seres humanos, um mercenário é chamado para resolver a situação. 120 páginas.
$13.95

Image:
Age of Bronze Vol. 2: Sacrifice
Edição em capa dura que compila os números 10 a 19 da aclamada série Age of Bronze, escrita e desenhada por Eric Shanower (The Elsewhere Prince). É uma quadrinização da Guerra de Tróia, com o belo traço de Shanower emulando a estética da Grécia clássica. Neste segundo volume, o príncipe troiano Paris retorna à Tróia com Helena, enquanto os barcos dos aqueus são pegos em uma tempestade. 224 páginas.
$29.95

Rex Mundi 12
Uma das melhores séries da atualidade, Rex Mundi é escrita por Nelson e desenhada por Eric J. Em sua primeira série publicada, a dupla mostra do que é capaz neste intrigante e misterioso conto envolvendo conspirações, cavaleiros templários e quem governa o mundo. Nesta edição, Julien, o personagem principal, descobre uma ligação entre um grupo de hereges medievais e os cavaleiros Templários. Série sensacional, que merece ser comprada em sua versão mensal, ao invés de esperar pela edição encadernada, como forma de garantir sua sobrevivência. De longe, a revelação de 2003.
$2.95

Tokyopop:
Deus Vitae Vol. 1 (encadernado)
Escrito e desenhado por Takuya Fujima. A estréia do mês de junho da Tokyopop editora que só publica mangás em formato de álbuns. No ano 2068, o Brain Computer, desenvolvido por humanos para ser o controlador de uma Terra dirigida por máquinas, começa a criar Selenoids, andróides que superam em muito as habilidades humanas. os poucos humanos sobreviventes se reúnem em uma organização revolucionária contra os Selenoids. 200 páginas.
$9.99

AiT/PlanetLar:
Giant Robot Warriors (encadernado)
Álbum escrito por Stuart Moore (ex-editor da Vertigo) e desenhado por Ryan Kelly. Conheça o Departamento Americano de Robôs Gigantes, um grupo desprezado pelo governo que precisa agir rapidamente quando um país do Oriente Médio subitamente desenvolve tecnologia de robôs gigantes. Sátira pop à política externa americana. 96 páginas.
$12.95

Slave Labor:
Lenore 11
Nova edição da série escrita e desenhada por Roman Dirge. Lenore é uma menina que se envolve sempre em acontecimentos bizarros. Neste número, ela e seus amigos precisam enfrentar demônios nazistas e corvos assassinos. Enquanto isso, seu amigo Raggamuffin é atacado por pássaros.
$2.95

Anarchy Studios:
Vampi: Vicious Circle 1
Eu não deveria gostar disso, mas adoro. Vampi é uma versão futurista-mangá da Vampirella, clássica personagem de horror dos anos 60. Esta nova minissérie é uma ótima oportunidade para que novos leitores travem contato com o material. Escrito por B. Clay Moore e desenhado por Gabriel Rearte. Aqui, Vampi ajuda um povo subterrâneo a resistir aos ataques dos assassinos de uma grande corporação. Capas de Greg Lau, escritor e desenhista da série regular de Vampi.
$2.99

El Capitan Books:
Stray Bullets Vol. 1
Edição em capa dura que compila as primeiras histórias da aclamada série Stray Bullets, escrita e desenhada por David Lapham. Stray Bullets mistura diversos acontecimentos urbanos e policiais, sobre diferentes pontos de vista, em uma narrativa elaborada e meta-temporal. Esta edição inclui scripts originais, esboços e fotografias.
$34.95

NBM:
Parsifal – Library of Opera Vol. 2
Edição encadernada apresentando a quadrinização da ópera Parsifal, de Wagner, pelo lendário desenhista P. Craig Russell (Dr. Estranho). Este segundo volume da série Opera, de Russell, traz ainda quadrinizações de Ariane and Bluebeard, de Maeterlinck e Dukas; I Pagliacci, de Leoncavallo; e de duas canções de Gustav Mahler. 132 páginas.
$17.95

Oni Press:
Closer
Álbum escrito por Antony Johnston e desenhado por Mike Norton. O Projeto Hermes deveria ter sido um sucesso: teleporte instantâneo usando tecnologia quântica. Mas foi um retumbante fracasso e ninguém se lembra mais dele. Exceto Graham Butcher, que esta noite convidou seis ex-colegas do projeto para jantar em sua casa. Antony Johnston é um dos escritores mais interessantes a surgir na nova geração. 152 páginas.
$14.95

Titan Books:
Modesty Blaise Vol. 2 – Mister Sun
Segunda edição da série da Titan, compilando as clássicas tiras da espiã Modesty Blaise. Um dos melhores momentos do quadrinho inglês dos anos 60, Blaise aparece aqui em uma história escrita por Peter O’Donell, seu criador, e desenhada por Jim Holdaway, famoso pela tira Romeo Brown. Na história Modesty Blaise enfrenta um mestre do crime de Hong Kong. Clássico total e imperdível para quem gosta de espionagem. 96 páginas.
$16.95

Mystic River

Assisti ontem ao filme Sobre Meninos e Lobos (Mystic River), de Clint Eastwood.

Ainda estava com um gosto amargo na boca ontem e só hoje (acho) que dá para falar sobre o filme. Talvez seja o melhor filme do ano e, se Sean Penn, Tim Robbins e Marcia Gay Harden não levarem os Oscar de melhor ator, ator coadjuvante e atriz, o Oscar é uma marmelada. Eastwood está dirigindo de forma cada vez mais magistral (lembram-se dos excelentes Bird e os Imperdoáveis?). E Mystic River ao menos mostra definitivamente que o velho Clint definitivamente NÃO É Stallone ou Charlton Heston e passa muito, muito longe da National Rifle Association. O filme é uma corrente de acontecimentos que teve origem em uma tragédia infantil e mostra como escolhas e encruzilhadas ruins desembocam em novas escolhas ruins. Imperdível (vá assistir hoje mesmo – mas vá de bom humor).

Clint Eastwood era acusado de ser canastrão e fascista quando eu era garoto, nos anos 70. Não entendia os motivos. Adorava os filmes dele. A série Dirty Harry é a única coisa que se aproxima dessa visão, mas ainda assim isso é discutível. Clint fez papéis em filmes excelentes, trabalhou com uma lenda viva como Sergio Leone em ótimas produções. E, de “canastrão pistoleiro”, evoluiu para o diretor de Bird (o filme de jazz definitivo), Os Imperdoáveis (o faroeste definitivo) e agora esse Mystic River, que tem sucesso onde Michael Moore não teve. Moore, em seu Bowling for Columbine, procurou “culpados”, sem encontrar nenhum. Eastwood vai mais além: ele não procura nada, mas encontra. Não existem culpados no terreno da tragédia.

Mystic River é sensacional e tem apenas UM tiro na história. Um único tiro, realçado pela direção de Clint de forma magistral, nos fazendo lembrar que balas não são paçoca, que podem ser distribuídas livremente por aí. Para desespero dos caras do meu lado no cinema, que acharam o filme lento, arrastado, chato e ruim (maldita síndrome do déficit de atenção, até onde ela pode ir??). Clint é um autor sensacional: além de excelente diretor, tem um estilo próprio facilmente perceptível nos filmes que dirige. E, para minha surpresa, nos créditos finais descobri que a trilha sonora do filme (ótima) também é dele.

De pistoleiro western-spaghetti a talvez o melhor diretor americano atual, cineasta no sentido original da palavra, autor e compositor. Como não admirar um cara desses?

Vão correndo ver Mystic River (título que, não por acaso, soa como “river of mistakes”). Além das excelentes performances de Sean Penn, Marcia Gay Harden (adoro ela) e Tim Robbins (Oscar neles!), o filme tem Kevin Bacon e Laurence Fishburne, em bons momentos.

Assisti ontem ao filme Sobre Meninos e Lobos (Mystic River), de Clint Eastwood.

Ainda estava com um gosto amargo na boca ontem e só hoje (acho) que dá para falar sobre o filme. Talvez seja o melhor filme do ano e, se Sean Penn, Tim Robbins e Marcia Gay Harden não levarem os Oscar de melhor ator, ator coadjuvante e atriz, o Oscar é uma marmelada. Eastwood está dirigindo de forma cada vez mais magistral (lembram-se dos excelentes Bird e os Imperdoáveis?). E Mystic River ao menos mostra definitivamente que o velho Clint definitivamente NÃO É Stallone ou Charlton Heston e passa muito, muito longe da National Rifle Association. O filme é uma corrente de acontecimentos que teve origem em uma tragédia infantil e mostra como escolhas e encruzilhadas ruins desembocam em novas escolhas ruins. Imperdível (vá assistir hoje mesmo – mas vá de bom humor).

Clint Eastwood era acusado de ser canastrão e fascista quando eu era garoto, nos anos 70. Não entendia os motivos. Adorava os filmes dele. A série Dirty Harry é a única coisa que se aproxima dessa visão, mas ainda assim isso é discutível. Clint fez papéis em filmes excelentes, trabalhou com uma lenda viva como Sergio Leone em ótimas produções. E, de “canastrão pistoleiro”, evoluiu para o diretor de Bird (o filme de jazz definitivo), Os Imperdoáveis (o faroeste definitivo) e agora esse Mystic River, que tem sucesso onde Michael Moore não teve. Moore, em seu Bowling for Columbine, procurou “culpados”, sem encontrar nenhum. Eastwood vai mais além: ele não procura nada, mas encontra. Não existem culpados no terreno da tragédia.

Mystic River é sensacional e tem apenas UM tiro na história. Um único tiro, realçado pela direção de Clint de forma magistral, nos fazendo lembrar que balas não são paçoca, que podem ser distribuídas livremente por aí. Para desespero dos caras do meu lado no cinema, que acharam o filme lento, arrastado, chato e ruim (maldita síndrome do déficit de atenção, até onde ela pode ir??). Clint é um autor sensacional: além de excelente diretor, tem um estilo próprio facilmente perceptível nos filmes que dirige. E, para minha surpresa, nos créditos finais descobri que a trilha sonora do filme (ótima) também é dele.

De pistoleiro western-spaghetti a talvez o melhor diretor americano atual, cineasta no sentido original da palavra, autor e compositor. Como não admirar um cara desses?

Vão correndo ver Mystic River (título que, não por acaso, soa como “river of mistakes”). Além das excelentes performances de Sean Penn, Marcia Gay Harden (adoro ela) e Tim Robbins (Oscar neles!), o filme tem Kevin Bacon e Laurence Fishburne, em bons momentos.

Personal Velocity

Alguns filmes são divertidos, como Monstros S.A. Outros são divertidos e fazem você pensar um pouquinho, como Matrix. Outros ainda são filmes que marcam uma época em sua vida, como Blade Runner. Existem ainda os filmes que você considera verdadeiras obras-primas e é sempre capaz de rever, como Acossado. Mas poucos são os filmes que parecem ter sido feitos especialmente para você, como Rumble Fish e, agora, O Tempo de Cada Um.

Personal Velocity é o melhor filme do ano, na minha modesta opinião. E olha que este ano a concorrência tem sido forte, com títulos como Hulk (o filme que ninguém compreendeu esteticamente) e o último filme do Spike Lee, The 25th Hour. Mas Personal Velocity (O Tempo de Cada Um) tem aquele detalhe que faz a diferença. Não, não sei qual é. É a direção ao mesmo tempo moderna, artesanal e “fotográfica” de Rebecca Miller? São as histórias ao mesmo tempo contundentes e inconclusas, como as nossas vidas? É a participação sensacional das minhas duas atrizes favoritas da geração dos anos 90, Parker Posey e Fairuza Balk? É a minha vida passando por vários processos de “personal velocity”?

É tudo isso junto, claro. Se você ainda não viu esse filme, veja. Mas corra. Ele está apenas em dois cinemas minúsculos aqui do Rio, a diminuta (mas funcional) Sala 3 do Estação e a Casa de Cultura Laura Alvim (!!!). Minta para alguém, dizendo que vai ver outro filme, mas vá ver O Tempo de Cada Um. Rebecca Miller, que dirigiu e escreveu o roteiro a partir de um livro dela mesma, mostra que herdou boa parte do talento storyteller de seu pai, Arthur Miller. Em seus melhores momentos, ela é um Jim Jarmusch que cresceu e parou de piscar o olho modernamente pra gente.

Aliás, o que tem acontecido com os cinemas, ou melhor, com o público de cinema do Rio? Personal Velocity está em duas salas apenas e que, juntas, não devem somar 400 lugares. The 25th Hour, o sensacional filme de Spike Lee, esteve em cartaz apenas por uma semana e meia no liliputiano Estação Paço. Mas as pessoas lotam eventos como Anima Mundi e até mesmo o Festival de Cinema do Banco Nacional (ainda é esse o nome? Ou é Petrobras, sei lá). Me leva a crer que temos um público grande, sim, mas que não gosta de cinema, gosta de aparecer em eventos que supostamente estão na moda. Por que, se gostassem de cinema, estariam vendo estes filmes.

O Rio de Janeiro é uma terra de ninguém, desolada econômica, estética, social e culturalmente. A paisagem de nosso circuito cultural e/ou noturno dá frios na barriga, de um vazio de dar inveja ao cenário de Mad Max. Cinemas vazios, filmes sensacionais que ficam dias em cartaz, galerias – como o Espaço Helio Oiticica – menos frequentadas que o Círculo Polar Ártico. Mas eventos anuais como Anima Mundi arregimentam um exército de frequentadores, que se acotovelam no foyer do CCBB como em um baile funk. Se amam cinema e animação tanto assim, por que as salas de cinema estão vazias? Vai ver, porque não é capa do Rio Show ou algo assim.

Juro que eu ia falar do filme e não queria cair nessa lenga-lenga, mas é realmente muito triste ver uma cidade com tanto potencial cultural ficar à mercê de um público tão pouco… interessado.

Alguns filmes são divertidos, como Monstros S.A. Outros são divertidos e fazem você pensar um pouquinho, como Matrix. Outros ainda são filmes que marcam uma época em sua vida, como Blade Runner. Existem ainda os filmes que você considera verdadeiras obras-primas e é sempre capaz de rever, como Acossado. Mas poucos são os filmes que parecem ter sido feitos especialmente para você, como Rumble Fish e, agora, O Tempo de Cada Um.

Personal Velocity é o melhor filme do ano, na minha modesta opinião. E olha que este ano a concorrência tem sido forte, com títulos como Hulk (o filme que ninguém compreendeu esteticamente) e o último filme do Spike Lee, The 25th Hour. Mas Personal Velocity (O Tempo de Cada Um) tem aquele detalhe que faz a diferença. Não, não sei qual é. É a direção ao mesmo tempo moderna, artesanal e “fotográfica” de Rebecca Miller? São as histórias ao mesmo tempo contundentes e inconclusas, como as nossas vidas? É a participação sensacional das minhas duas atrizes favoritas da geração dos anos 90, Parker Posey e Fairuza Balk? É a minha vida passando por vários processos de “personal velocity”?

É tudo isso junto, claro. Se você ainda não viu esse filme, veja. Mas corra. Ele está apenas em dois cinemas minúsculos aqui do Rio, a diminuta (mas funcional) Sala 3 do Estação e a Casa de Cultura Laura Alvim (!!!). Minta para alguém, dizendo que vai ver outro filme, mas vá ver O Tempo de Cada Um. Rebecca Miller, que dirigiu e escreveu o roteiro a partir de um livro dela mesma, mostra que herdou boa parte do talento storyteller de seu pai, Arthur Miller. Em seus melhores momentos, ela é um Jim Jarmusch que cresceu e parou de piscar o olho modernamente pra gente.

Aliás, o que tem acontecido com os cinemas, ou melhor, com o público de cinema do Rio? Personal Velocity está em duas salas apenas e que, juntas, não devem somar 400 lugares. The 25th Hour, o sensacional filme de Spike Lee, esteve em cartaz apenas por uma semana e meia no liliputiano Estação Paço. Mas as pessoas lotam eventos como Anima Mundi e até mesmo o Festival de Cinema do Banco Nacional (ainda é esse o nome? Ou é Petrobras, sei lá). Me leva a crer que temos um público grande, sim, mas que não gosta de cinema, gosta de aparecer em eventos que supostamente estão na moda. Por que, se gostassem de cinema, estariam vendo estes filmes.

O Rio de Janeiro é uma terra de ninguém, desolada econômica, estética, social e culturalmente. A paisagem de nosso circuito cultural e/ou noturno dá frios na barriga, de um vazio de dar inveja ao cenário de Mad Max. Cinemas vazios, filmes sensacionais que ficam dias em cartaz, galerias – como o Espaço Helio Oiticica – menos frequentadas que o Círculo Polar Ártico. Mas eventos anuais como Anima Mundi arregimentam um exército de frequentadores, que se acotovelam no foyer do CCBB como em um baile funk. Se amam cinema e animação tanto assim, por que as salas de cinema estão vazias? Vai ver, porque não é capa do Rio Show ou algo assim.

Juro que eu ia falar do filme e não queria cair nessa lenga-lenga, mas é realmente muito triste ver uma cidade com tanto potencial cultural ficar à mercê de um público tão pouco… interessado.