For relaxing times, make it Suntory time

Num país onde tão pouca gente lê em inglês (ao menos segundo pesquisas) tradutores deveriam ter muito mais crédito.
Sou a favor inclusive de que seja como acontece na França: nome do tradutor já na capa do livro.
Afinal, é uma adaptação, sempre. Por mais que vc queira ser fiel, toda mudança de língua passa por um modem: você modula, desmodula e a coisa vira uma outra parada.

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O aniversário de 100 anos da Fonte de Duchamp, hoje (sim, um século) é um ótimo momento para lembrar que o rompimento de ontem é o dogma de hoje. Precisamos de uma nova fonte, em vários sentidos da palavra.

The road goes ever on and on

Trabalho 9 horas por dia em uma autarquia pública federal, olhando para dois monitores de 23 polegadas e usando um sistema com UI no mínimo dúbia. Nas minhas horas livres faço traduções, de autores como Terry Pratchett, Dan Chaon, etc. Nas horas que restam ainda escrevo minhas coisas (contos, romances e artigos) e faço música, tudo sempre olhando para a tela de um computador. Minha visão, que já não era boa (sou míope e uso óculos desde os 6 anos de idade), está piorando: agora tenho visto cansada tb, o que me obriga a ter um segundo par de óculos, para leitura. Para piorar, apareceram manchas voadoras (mosquinhas) enormes no meu campo de visão, há há uns dez anos. São como poças de óleo flutuando no humor vítreo e muito irritantes.
Outro efeito colateral é que tudo é feito sentado. E a cada dia médicos descobrem novos problemas ligados a quem trabalha sentado por várias horas: de hipertensão a hipertrofia muscular, de obesidade a diabetes.
O resultado disso é que preciso diminuir algo aí. Como quero muito continuar escrevendo contos e romances e ao mesmo tempo meu trabalho como funcionário público é o que paga as minhas contas, as traduções terão que perder espaço. Decidi passar a fazer apenas um romance por ano, ao invés dos 4 ou 5 que eu estava fazendo. Menos grana na conta, mas também mais tempo livre e, claro, mais contos meus por aí. Quero muito mais ser escritor do que tradutor e, como dizem os bretões, something’s got to give.

No dia 19 de fevereiro mudei do Centro do Rio de Janeiro para Visconde de Mauá: a vista da minha janela mudou de Blade Runner para O Hobbit.

“Death came in like thunder”

Parece que ambient é a trilha do quase morte. Mais epecificamente, cientistas descobriram que esta faixa de ambient drone, de um músico grego de new age dos anos 70, é a que mais se aproxima do som que teria sido ouvido pelas pessoas que passaram pela experiência de quase morte e penetrado naquele tal túnel de luz etc e tal.

Escutem:

Perdão pela imagem.

Bem, de qualquer forma, me pareceu irônico (e, se eu fosse paranoico e pessimista, teria achado também alarmante) que a ambient music tenha ganho força redobrada justamente agora, na esquisitíssima década de 10.

Traduzi hoje 4431 palavras, cerca de nove páginas. É mais ou menos a média diária com a qual me sinto confortável, em termos de tradução, para este livro e tendo que compartilhar as traduções com meu day job diário. Muito menos do que isso é pouco e mais do que isso fica mais cansativo do que eu gostaria.

Mais de 30 pessoas demitidas do jornal O Dia, onde trabalhei entre 1999 e 2001, como sub-editor do caderno semanal de informática e tecnologia (e onde mantive ainda uma coluna sobre games). mais uma da série de demissões em massa recentes que têm assolado o jornalismo impresso. Entendo que o jornalismo impresso não tenha meios de competir com o imediatismo da Internet, mas continua sendo algo triste, ainda que o taoista em mim ache tudo isso normal. Mais triste ainda por ser no Brasil, onde os motivos da crise passam ainda por analfabetismo funcional, crença na capacidade do Facebook de mostrar notícias e multiplicação de blogs escritos por pessoas que não sabem concatenar as frases com seus respectivos e supostos (e bota supostos nisso) raciocínios.

De certa forma me deu um alívio por ter sido demitido ainda em 2001, quando o jornalismo ainda existia, em seus estertores. Fiquei amargos, longos e traumáticos cinco anos e meio fazendo frilas mal pagos/procurado emprego, mas foi o “estímulo” final para que eu abandonasse de vez essa profissão, da qual nunca realmente gostei. Tendo acontecido em 2001, fez com que eu tivesse tempo para virar funcionário público, ter estabilidade e escapar dessas demissões recentes, muito mais avassaladoras e sem luz no fim do túnel, pois agora nem há para onde correr.

OUVINDO: The Handsome Family.

LENDO: O livro que estou traduzindo.

VENDO: O ocasional episódio (que dá nome a este post) da ótima série policial Longmire.

"She will love you like a fly will never love you"

Voltando a tentar escrever diariamente neste blog e também voltando a tentar tratá-lo como um blog pessoal, um diário, levando em conta o termo ‘log’ (olá, Log lady, long time no see). Não sei se ainda existem leitores de blog, mas sou uma criatura dos primórdios da Internet e gosto do formato blog – o que é irônico, levando em conta que lá pelos idos de 2002, quando criei este blog e ele ainda era chamado Hypervoid, um dos primeiros posts foi justamente explicando como eu desprezava o formato blog e estava apenas vendo a temperatura da água. Pelo jeito a água estava morna.

Cada coisa em seu lugar. Neste blog ficarão coisas desse tipo: blábláblá em primeira pessoa, comentários rápidos sobre coisas que vi/li/ouvi/visitei/etc e sobre a quantas andam minhas tentativas de escrever/editar/traduzir/publicar/revisar/sequenciar samples e beats de forma (in)coerente. Minhas fotos continuarão no Flickr e provavelmente estarão também em algum Tumblr a ser criado. Já artigos maiores onde mandarei caôs sobre temas que me interessam (se quiserem podem chamar de ensaio, crônica ou coisa pretensiosa do tipo) estarão em um blog no Medium ainda a ser criado. Os micro-contos publicados aqui neste blog também serão automaticamente publicados em seu próprio Tumblr.

Por quê Tumblr para as fotos e os micro-contos? Porque Tumblr tem leitores, blogs não mais. Por quê Medium para os artigos maiores? Idem ibidem, Medium tem leitores. Medium e Tumblr são excelentes em catapultar seu conteúdo para o campo de visão de outras pessoas. Por quê então manter o blog pessoal “de escritô/tradutô/sequenciadô de batidinhas” no seu blog mesmo, se blogs não têm mais leitores? Porque não sou famoso e se alguém por algum acaso quiser saber sobre o que estou fazendo virá aqui no meu site pessoal, de qualquer forma. Cada um com seu cada um. Blog pessoal é mais exercício de escrita e flexão de músculos do que qualquer outra coisa. Claro, tentarei colocar coisas interessantes nele, mas a verdade é que é um exercício pessoal.

Ah, sim, o antigo Hypervoid tentava dar notícias, resquícios de uma mente moldada (deturpada?) por 15 anos de trabalho em jornalismo diário e revistas mensais. Essas eu tenho colocado no Twitter e no Facebook mesmo: se prestam pra isso. Fáceis de publicar, fáceis de ler, fáceis de sumir nas areias da timeline. Talvez eu faça uma newsletter mensal, mezzo-pessoal como este blog e mezzo-notícias sobre coisas que chamam a minha atenção neste mundão antropoceno que nos rodeia. Só este mês umas cinco pessoas vieram me dizer que sou “a pessoa que posta as coisas mais legais no Facebook” entre os amigos delas.

Espero que isso conte favoravelmente em relação ao que eu posto e não apenas desfavoravelmente em relação aos tais amigos delas.

Talvez valha a pena uma newsletter. Adoro o formato.

Enfim.

Tarô está há dois meses com a editora XXXXX, mas parece que as coisas estão meio paradas por lá. Um amigo meu está dando uma lida nele também, vamos ver o que acontece. Estes personagens estão berrando na minha cabeça, querendo o repouso do papel. Amo estes personagens.

Traduzindo agora What She Left, thriller epistolar para a Bertrand. Escrita best-seller, mas com um nível OK. Lembra The Killing ou uma Laura Palmer light às vezes.

Também traduzindo XXXXX, outro Star Wars para a Aleph (meu quarto SW para eles). Não sei se posso divulgar o nome do livro, daí os Xs.

Ouvindo: Heligoland, Massive Attack

Lendo: Heavy Metal #275, a última edição antes da chegada de Grant Morrison como EIC. Edição especial com quadrinistas mexicanos. Bem fraquinha, clichês de cyberpunk que já eram datados nos anos 00, talvez 90. Traço meio Image em alguns momentos. Image velha. Hm. Vamos lá, Grant, sacuda essa porra.

Vendo: True Detective – que temporada sensacional essa segunda.


Provação

 

May the 4th Be With You!

No Star Wars Day, a interplanetária Editora Aleph lança minha estreia como tradutor de Star Wars: o livro Provação (Crucible), de Troy Denning.

“Considerado a última grande aventura de Luke, Han e Leia, STAR WARS: Provação, se passa 40 anos após os acontecimentos de O Retorno do Jedi – mais ou menos no mesmo período do novo filme da saga, O Despertar da Força.”

Livraria Cultura > http://bit.ly/1OlTiA6
Saraiva Online > http://bit.ly/1Grp8af
Livraria da Travessa> http://bit.ly/1Ds8Mbk
Amazon.com.br > http://bit.ly/1Ds8VLJ
Livraria Martins Fontes > http://bit.ly/1z1yUNP
Livraria Galileu > http://bit.ly/1Ds9h5h
Cia Dos Livros Livraria > http://bit.ly/1DHOQAp

Pequenos Deuses

Capa da edição brasileira de Small Gods, pela Bertrand Brasil
Capa da edição brasileira de Small Gods, pela Bertrand Brasil

E saiu o excelente Pequenos Deuses, de Terry Pratchett. É a minha estreia como tradutor da série Discworld, pela Bertrand Brasil. 

Pratchett é maravilhoso, uma espécie de Jonathan Swift contemporâneo. Consegue seguir várias das melhores linhagens da literatura britânica, da sátira à fantasia, da crítica ao mistério, do gênero “literário” ao thriller. Muitas vezes não só no mesmo livro, mas no mesmo parágrafo. Brilhante como poucos.

Espero estar à altura do excelente trabalho de tradução da Ludi Hashimotonos primeiros livros da série, lançados aqui pela Conrad Editora.

Pequenos Deuses chega às livrarias no dia 10 de abril.
Mas já esta em pré-venda:
http://bit.ly/PequenosDeusesSaraiva 
http://bit.ly/PequenosDeusesAmazon
http://bit.ly/PequenosDeusesTravessa

Rato do mangue

Mais uma boa e positiva resenha do Rei Rato, de China Miéville, que traduzi em 2011 para a Tarja. Diogo Besson acerta em cheio: se fosse brasileiro não seria jungle, mas Manguetown. Adoro manguebit (ou manguebeat?), boa comparação.

“É também cheio de musicalidade, com referências ao Jungle e Drum’n’Bass, e possui descrições tão detalhadas da sonoridade que com alguma concentração você quase até consegue ouvir o som saindo das páginas.”

GTA 3 – Tradução para o português (BR).

Baixe aqui a minha tradução para o português do game Grand Theft Auto 3. Basta clicar em “Download” e salvar o arquivo “american.zip”.

Você vai precisar do WinRAR ou algum outro programa de compressão para abrir o arquivo.

Depois de abri-lo, leia as instruções no arquivo .txt incluso e salve o arquivo american.gxt dentro da pasta “data” do diretório do seu GTA3.

O arquivo substitui para a língua portuguesa todos os textos do game: diálogos das cut-scenes, instruções das missões, nomes de alguns bairros e carros, menu principal, etc. Infelizmente, a tradução teve que ser feita sem acentos.

Divirta-se e dirija sem cuidado!

Download

Baixe aqui a minha tradução para o português do game Grand Theft Auto 3. Basta clicar em “Download” e salvar o arquivo “american.zip”.

Você vai precisar do WinRAR ou algum outro programa de compressão para abrir o arquivo.

Depois de abri-lo, leia as instruções no arquivo .txt incluso e salve o arquivo american.gxt dentro da pasta “data” do diretório do seu GTA3.

O arquivo substitui para a língua portuguesa todos os textos do game: diálogos das cut-scenes, instruções das missões, nomes de alguns bairros e carros, menu principal, etc. Infelizmente, a tradução teve que ser feita sem acentos.

Divirta-se e dirija sem cuidado!

Download

GTA 3 TRADUZIDO para o português

Atenção! Se você veio parar neste blog procurando a tradução do texto em português para o game GTA 3, está com sorte. Acabo de colocar a minha tradução do texto do game online. É só ir na página de downloads do Hypervoid e baixar o arquivo com a minha tradução e substituí-lo pelo arquivo de mesmo nome dentro da sua pasta GTA 3. Mas, cuidado: lembre-se de fazer o backup do arquivo original (american.gxt) em outra pasta, caso decida voltar a jogar o game em inglês.
Este novo arquivo traduz todo o jogo para português: diálogos, cut-scenes, estatísticas, menu de opções, nomes dos carros e bairros, etc. Infelizmente, devido ao código original do game, não pude usar acentos. Então, não estranhe se ler “nao” ao invés de “não”.

Atenção! Se você veio parar neste blog procurando a tradução do texto em português para o game GTA 3, está com sorte. Acabo de colocar a minha tradução do texto do game online. É só ir na página de downloads do Hypervoid e baixar o arquivo com a minha tradução e substituí-lo pelo arquivo de mesmo nome dentro da sua pasta GTA 3. Mas, cuidado: lembre-se de fazer o backup do arquivo original (american.gxt) em outra pasta, caso decida voltar a jogar o game em inglês.
Este novo arquivo traduz todo o jogo para português: diálogos, cut-scenes, estatísticas, menu de opções, nomes dos carros e bairros, etc. Infelizmente, devido ao código original do game, não pude usar acentos. Então, não estranhe se ler “nao” ao invés de “não”.