Bad ambient

Figuras no Facebook (sim, eu sei, mereço) falando da tal luta de mulheres no tal UFC que durou os tais 34 segundos. Nem vou entrar no mérito do quão fim de civilização o sucesso de uma luta de vale-tudo televisionada representa. Parece que uma das mulheres, a brasileira, fez piada com o fato do pai da adversária ter cometido suícidio (Brasil, sempre classy). Um sujeito no FB afirma que só por isso ela não deveria ter sido nocauteada em 34 segundos, mas “saído morta do ringue”. Combater falta de classe e radicalismo movido por fraqueza com falta de classe e radicalismo movido por fraqueza parece ser o tom do FB.

Ouvindo muito ambient esses meses, muito mais do que qualquer outro gênero. Apazigua, relaxa, faz a mente passear e, principalmente, junta os cacos espalhados pelo uso de coisas fragmentadas ao longo de todo o dia.

Ouvindo: Minha rádio Ambient, que criei na Pandora.

Vendo: Person of Interest, revendo a quarta temporada com a Lelê, que não havia assistido essa ainda. Muito bom ter algo em rede aberta tão francamente anti-Google, anti-FB e pró-privacidade. O episódio meio “Corra, Lola, Corra” onde a Máquina realiza simulações e Harold a ensina a jogar xadrez chega a ser experimental em sua narrativa. E ainda apresenta um monólogo digno de um Emmy, com Michael Emerson falando sobre xadrez e contracenando com um celular.

Lendo: A ótima newsletter de Warren Ellis, Orbital Operations.