The small tribe

Warren Ellis, que acompanho desde o final dos anos 90 e tem escrito cada vez melhor, compartilha ótimos insights sobre os rumos sociais que a Internet tomou e seu respectivo – e necessário – backlash. Também tenho adorado newsletters:

“I personally wish I could start nominating or commanding people to start newsletters. This is the part of internet2015 I have really enjoyed: people writing open letters. Newsletters are on their way to being professionalised the way blogs were, as I think I’ve said, and, who knows, maybe 2016 will be significantly less fun in the newsletter space.  But there are lots of little bits of joy out there right now.

I don’t get much email. I like newsletters.”

E esta parte que adoro:

“in a more fractionated and less operable digital-social world, maybe newslettering is the fallback into a functional tribal living. People used to complain about “walled garden” technologies that weren’t on the open web, but, ultimately, people like walled gardens. Choosing to tend a small communal garden is preferable to being pissed on for daring to walk outside, or letting just anybody in and dealing with them pouring flat lager on your bushes and shitting in the cabbages.”

Extraído da genial newsletter de Ellis, Orbital Operations.

Bad ambient

Figuras no Facebook (sim, eu sei, mereço) falando da tal luta de mulheres no tal UFC que durou os tais 34 segundos. Nem vou entrar no mérito do quão fim de civilização o sucesso de uma luta de vale-tudo televisionada representa. Parece que uma das mulheres, a brasileira, fez piada com o fato do pai da adversária ter cometido suícidio (Brasil, sempre classy). Um sujeito no FB afirma que só por isso ela não deveria ter sido nocauteada em 34 segundos, mas “saído morta do ringue”. Combater falta de classe e radicalismo movido por fraqueza com falta de classe e radicalismo movido por fraqueza parece ser o tom do FB.

Ouvindo muito ambient esses meses, muito mais do que qualquer outro gênero. Apazigua, relaxa, faz a mente passear e, principalmente, junta os cacos espalhados pelo uso de coisas fragmentadas ao longo de todo o dia.

Ouvindo: Minha rádio Ambient, que criei na Pandora.

Vendo: Person of Interest, revendo a quarta temporada com a Lelê, que não havia assistido essa ainda. Muito bom ter algo em rede aberta tão francamente anti-Google, anti-FB e pró-privacidade. O episódio meio “Corra, Lola, Corra” onde a Máquina realiza simulações e Harold a ensina a jogar xadrez chega a ser experimental em sua narrativa. E ainda apresenta um monólogo digno de um Emmy, com Michael Emerson falando sobre xadrez e contracenando com um celular.

Lendo: A ótima newsletter de Warren Ellis, Orbital Operations.