The road goes ever on and on

Trabalho 9 horas por dia em uma autarquia pública federal, olhando para dois monitores de 23 polegadas e usando um sistema com UI no mínimo dúbia. Nas minhas horas livres faço traduções, de autores como Terry Pratchett, Dan Chaon, etc. Nas horas que restam ainda escrevo minhas coisas (contos, romances e artigos) e faço música, tudo sempre olhando para a tela de um computador. Minha visão, que já não era boa (sou míope e uso óculos desde os 6 anos de idade), está piorando: agora tenho visto cansada tb, o que me obriga a ter um segundo par de óculos, para leitura. Para piorar, apareceram manchas voadoras (mosquinhas) enormes no meu campo de visão, há há uns dez anos. São como poças de óleo flutuando no humor vítreo e muito irritantes.
Outro efeito colateral é que tudo é feito sentado. E a cada dia médicos descobrem novos problemas ligados a quem trabalha sentado por várias horas: de hipertensão a hipertrofia muscular, de obesidade a diabetes.
O resultado disso é que preciso diminuir algo aí. Como quero muito continuar escrevendo contos e romances e ao mesmo tempo meu trabalho como funcionário público é o que paga as minhas contas, as traduções terão que perder espaço. Decidi passar a fazer apenas um romance por ano, ao invés dos 4 ou 5 que eu estava fazendo. Menos grana na conta, mas também mais tempo livre e, claro, mais contos meus por aí. Quero muito mais ser escritor do que tradutor e, como dizem os bretões, something’s got to give.

No dia 19 de fevereiro mudei do Centro do Rio de Janeiro para Visconde de Mauá: a vista da minha janela mudou de Blade Runner para O Hobbit.

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