Viagem ao meu habitat natural

Exatamente hoje, 27 de janeiro, este blog faz 15 anos de existência. Ele começou no Blogger BR e de lá pra cá passou por Blogger original, WordPress self-hosted, Movable Type self-hosted, Squarespace e, já há alguns meses, WordPress novamente. Nestas mudanças todas fiz questão de migrar os comentários, numa das vezes a mão, na base do copy/paste.

Uma boa data para mostrar meu estúdio, onde escrevo minhas coisas e crio minhas músicas. Pretendo seguir nesta linha em posts futuros, mostrando minha biblioteca, dando dicas de programas e workflow, etc. Vamos lá:

 

Mesa onde escrevo minhas histórias

São duas escrivaninhas lado a lado, para escrever, editar, fazer música, mexer em vídeo, ver Netflix, jogar games, etc etc. O teclado do Macbook tem iluminação backlit, mas para escrever ou traduzir uso um teclado maior, localizado na parte móvel da escrivaninha, debaixo do tampo. A luminária verde serve para que eu use este teclado externo à noite.

Na tela está o Scrivener, programa que tenho usado para escrever, traduzir, guardar minha pesquisa para o Tarot. Não me imagino mais escrevendo sem ele ou voltando a usar Word. O monitor maior está com a Pandora aberta nesta foto, mas quase nunca escrevo ouvindo música. Dos lados esquerdo e direito do monitor há dois hubs: um hub Thunderbolt para conectar hardware de áudio e um hub USB 3.0 para conectar HDs externos de dados (tenho 2tb de comics, 300 gb de MP3 e 10 gb de ebooks, além de meus samples de áudio e gravações de campo) e de backup (uso o Carbon Copy Cloner para backup semanal do HD interno e do HD externo de dados.

Mesa de equipamento de áudio

A mesa da direita tem parte dos meus instrumentos e equipamento de áudio. A caixa azul sobre o suporte de madeira é um sequenciador Yamaha RM1x, que também funciona como sintetizador. Em cima dele está uma mesinha de som Behring, para ligar todos os cabos de áudio e a saída de áudio do Macbook. Dali vai tudo para as caixas de som (que não aparecem nesta foto).

Ao lado do Yamaha está uma Roland MC-303 Groovebox (sim, igual a usada pela Sacerdotisa em O Caminho do Louco): primeiro instrumento que comprei, ainda em 1998. É uma drum machine e sequencer, mas também tem bons sons de pads e linhas de baixo. Em cima da Yamaha estão dois monstrinhos criados pelo meu grande amigo Paulo Santos, o Paolo Head (que é a base para o personagem Paulo, índio que aparece na primeira parte de O Caminho do Louco).

A pequena caixa cinza e azul no canto esquerdo da mesa é a minha interface de áudio, que funciona como a placa de som do Macbook quando estou trabalhando com música ou vídeo. É uma Presonus, com entradas MIDI e para microfone e guitarra. Ah, a sacola roxa com um desenho dos chakras é a minha bolsinha de tarô: ali dentro está meu baralho favorito, o Tarô Mitológico; e também uma toalha (roxa) para jogar.

Embaixo da bancada de madeira, mais ao fundo, está meu sampler Korg Electribe ES-1, que comprei em 1999. Usa cartões de memória que não são mais fabricados e seu som meio em baixa resolução é ótimo para hip-hop ou jungle.

Debaixo do tampo de madeira, na parte móvel da escrivaninha, estão um controlador Phat*Boy, da Keyfax, que é ótimo para plugar na MC-303 e deixar o som dela mais parrudo, ácido e analógico; um toy synth mega portátil a pilha Korg Monotron; e dois Korg Volca, o Beats e o Bass. Em um post futuro vou detalhar melhor meu workflow de áudio e então mostrar fotos destas coisas todas.

Visão geral das duas mesas

Nesta foto é possível ver melhor a lógica de funcionamento das duas mesas juntas. Sobre a mesa da esquerda há um nicho branco que serve como prateleira para o receiver e os monitores de áudio.

Detalhe do nicho

No centro do nicho guardo coisas como minha carteira, meu porta-anéis, meus óculos escuros e alguns enfeites: cartões, um dos meus Ganeshas, flyers (atrás do Ganesha está o flyer de uma exposição da minha namorada, Leandra Lambert).

Outro detalhe do nicho

A caneca do Super Mario guarda meus lápis e canetas. Também estão por ali meu cartão da Siouxsie Sioux, uma foto da minha viagem com a Leandra a Buenos Aires e outros objetos. No canto esquerdo há uma miniatura de um tigre siberiano, lembrança de nossa visita ao sensacional Parc des Felins. O cartão com a figura de escafandro e nuvem azul ao centro é uma arte gráfica com uma frase de um dos meus autores favoritos, J.R.R. Tolkien: “Not all those who wander are lost” (o que, para mim, une duas correntes literárias na época consideradas separadas e praticamente díspares: os Inklings e os Beatniks.

Bom, é isso. Já passei incontáveis noites aí neste estúdio escrevendo capítulos de Guerras do Tarot, contos como Hiriburu, criando beats e samples para o Chip Totec e o Terra Incognita, editando vídeos para trabalhos de arte da Leandra, batendo papo pela web e, sim, escrevendo neste blog. Em próximos posts mostrarei meu estúdio e workflow com mais detalhes, mas antes deveremos dar uma passeada pela minha biblioteca. Cartas na mesa e see ya!

2 pensamentos em “Viagem ao meu habitat natural”

    1. Obrigado, Galvão! Acho que parte da minha organização se deve ao fato de que eu quase nunca uso papel, porque detesto a minha letra. Se eu usasse talvez a história fosse outra. 🙂

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